Dia de Iemanjá: o mar como cuidado, força e memória
No dia 2 de fevereiro, o Brasil se volta para o mar para celebrar o Dia de Iemanjá, uma das figuras mais conhecidas e reverenciadas das religiões de matriz africana.
Associada às águas salgadas, à maternidade, à proteção e ao acolhimento, Iemanjá representa a força que embala, mas também a imensidão que exige respeito.
Muito além das oferendas
Para quem observa de fora, a data costuma ser lembrada pelas flores lançadas ao mar, pelos barquinhos e pelos rituais à beira da praia. Mas o Dia de Iemanjá vai além do gesto visível.
Ele fala de:
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ancestralidade,
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espiritualidade,
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memória coletiva,
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resistência cultural,
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e respeito às tradições afro-brasileiras.
Celebrar Iemanjá é também reconhecer a história de povos que tiveram sua fé silenciada, perseguida e estigmatizada — e que ainda hoje lutam por espaço e respeito.
O mar como símbolo
O mar não é apenas cenário. Ele é símbolo de origem, travessia, dor e esperança.
Para muitas pessoas, Iemanjá é:
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mãe que acolhe,
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força que protege,
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presença que acalma,
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água que limpa e renova.
Por isso, o dia 2 de fevereiro costuma ser vivido como um momento de pedidos, agradecimentos e entrega — nem sempre material, muitas vezes silenciosa.
Respeito também é celebração
Mesmo quem não segue religiões de matriz africana pode — e deve — compreender a importância da data.
Respeitar o Dia de Iemanjá é:
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não ridicularizar símbolos religiosos;
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entender o valor cultural e espiritual da celebração;
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reconhecer o direito à fé;
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cuidar do mar, evitando poluição e descarte inadequado de oferendas.
A espiritualidade não agride. O desrespeito, sim.
Uma data de escuta e reverência
O Dia de Iemanjá não é apenas religioso — é cultural, histórico e social. Ele convida à escuta, à contemplação e ao reconhecimento da diversidade que forma o Brasil.
Diante do mar, algumas pessoas rezam, outras agradecem e há aquelas que apenas observam. Todas essas formas podem coexistir, se houver respeito.
Com carinho,
dos Cadernos de Marisol 🌊🤍

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