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1000 cartas de amor | Dona do meu coração (março de 2017)

 


Era tão estranho pensar no primeiro parágrafo, ele era a base para os demais, mesmo porque não houve uma data estipulada para se desdobrar uma reflexão (conclusões me atordoam por demais), são pequenas constatações que me levam a falar de amor depois de tanto tempo. Desconfortável, por assim dizer. Não estava nos meus planos. As palavras não foram idealizadas, apenas se encaixam em prol da necessidade de dividir com mais alguém que já não sou mais a mesma e meu coração está cheio de desejo, alegria, paixão (no sentido de destemor, não de destempero).
A vontade crescente me arrebatou aos pouquinhos, sem escândalos, tencionava não passar de inspiração no meio da noite, a ânsia constante e inquieta por desaguar tantas ideias reprimidas num lugar onde elas não se voltassem contra mim. As teclas se moveram num gesto espontâneo, deixando tão claro que pela primeira vez na vida sinto-me em paz, feliz por estar onde estou; concentrada no presente e não mais olhando para trás a lamentar aquilo que não estava destinado a ser meu, ora por não me fazer bem, ora por não ser o “momento”. Cada época com o seu propósito.

Um encontro de almas


O sol batia fraco pela fresta da cortina do quarto dela no findar daquela manhã. A casa mergulhada em silêncio, só não tanto para ela se esquecer de onde estava. Podia sentir o coração bater bem mais alto do que os passos imaginários do lado de fora.

Estrelas na madrugada chuvosa



A escuridão é o papel em branco que segue o instinto da pele. A luz do luar traceja delicadamente os contornos desse movimento gravitacional, invisível aos olhos distraídos, que harmoniza a comunhão de dois mares na eternidade. 

☁️ Às vezes, o porto seguro não é um lugar, é um encontro



Ele me esperava deitado, de lado, com os olhos ternos de quem esqueceu a pressa em um canto qualquer e não fazia questão de encontrá-la, estendendo a mão naquele gesto silencioso que dizia tudo e entendia o medo escondido atrás do sorriso.
Deitei-me de frente para ele, encurtando a última fronteira que restava do embaraço. As mãos dele acolhiam as minhas, que tremiam um pouco e iam também relaxando, se encaixando na penumbra, desenhando estrelas na pele.
Beijei-o. Bem lentamente, decorando cada fragmento dessa declaração, selando sem reservas a ternura de um afeto maduro, correspondendo a intenção. Sou sua. 
Acordei com uma vontade intensa de ter a noite inteira de volta. E o resto da vida para descobrir que, às vezes, o porto seguro não é um lugar, é um encontro.


Sintonia

 

Após a chuva de verão (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary)

Escrito em janeiro de 2018, “Sintonia” nasceu de reflexões sobre as nuances das conexões humanas. Esses encontros — uns superficiais, outros profundos — carregam consigo uma beleza e complexidade que permanecem tão atuais quanto naquela época. Hoje, compartilho este texto com a esperança de que ele possa inspirar você a valorizar os instantes de verdadeira sintonia que encontramos ao longo da vida.

8 de Dezembro | Dia da Família (Brasil)

 


💌 Nos laços que a vida entrelaça, nasce o que chamamos de família.

Em muitas escolas brasileiras, o 8 de dezembro é celebrado como o Dia da Família, uma data marcada por apresentações dos alunos, cartinhas emocionadas e murais com fotos de quem cuida, protege e ama.

📅 A origem dessa comemoração está ligada ao calendário católico, que celebra no mesmo dia a Imaculada Conceição de Maria. Por isso, por muito tempo, a data esteve associada à ideia de família tradicional, com forte influência religiosa.

Mas com o tempo — e com as transformações da sociedade — o sentido de família também se ampliou. Hoje, as escolas mais sensíveis já entendem: nem toda criança vive com pai e mãe. Algumas são criadas por avós, tios, madrinhas, duas mães, dois pais, um cuidador, ou simplesmente por quem esteve ali de verdade, dia após dia, com amor e presença.


📢 Família é quem fica. Quem cuida. Quem dá colo.
Mais do que um modelo idealizado, família é a rede que impede a queda — ou nos ajuda a levantar quando já estamos no chão. E é por isso que o 8 de dezembro deve ser um dia de acolhimento e reflexão, não de exclusão ou comparação.


🎨 Sugestão de Atividade Escolar para a data:
💬 “Desenhe ou escreva sobre quem você considera sua família. Pode ser quem mora com você, quem te faz sorrir, quem te apoia… ou até um pet!”


🌸 E se a sua família não parece com as dos comerciais de margarina, saiba: você não está sozinha. Muitas famílias são feitas de recomeços, cicatrizes e amor reinventado. E isso também é beleza.

Bolinho

Bolinho, 8/7/2025 — 1º/12/2025 (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary)


Bolinho foi pequena apenas no tamanho. No resto, ela sempre foi gigante: na coragem, na doçura, na inteligência e na capacidade quase humana de amar, ou melhor, que muitos humanos jamais desenvolvem.
Chegou à vida da família como chegam as coisas boas: discretamente, miudinha, com aquele jeito curioso de hamster que primeiro cheira, depois observa e só então se entrega. No entanto, quando se entregou, entregou tudo. Transformou prateleiras em grandes aventuras, rolinhos de papel em moradinhas especiais e o cuidado diário em rituais de afeto.

Destrinchando a Letra | After the Love Has Gone – Earth, Wind & Fire

 

Quando o amor se foi… e tudo o que restou foi ontem

“What used to be right is wrong. Can love that's lost be found?”

Estando no hall das minhas músicas prediletas e no repertório das aventuras da Malacubaca desde que a novela se entende por manuscrito, seria injusto não destrinchar essa letra.
Sim, amiga leitora, amigo leitor: hoje é dia de deixar o coração falar mais alto — porque tem música que não passa, mesmo quando o amor já passou.

28 de agosto | Dia Nacional do Voluntariado

 


📚 Os Cadernos de Marisol

💙 O voluntariado não é só um gesto de ajuda. É uma forma de transformar vidas, inclusive a própria.

1000 cartas de amor | Eu não tenho muito... mas te dou tudo

O amor, para mim, nunca foi sobre abundância. Nunca foi sobre sobrar.

Foi sobre dividir o que falta.
Sobre oferecer o que restou depois que o mundo arrancou os pedaços.
Sobre chegar com o peito aberto e dizer: “eu sei que não é muito, mas é real.”

20 de julho | Dia do Amigo

 


💌 Amigo de verdade não precisa de filtro, nem de ocasião. Ele aparece nas entrelinhas da vida: num bilhete dobrado no meio do caderno, numa gargalhada que só vocês entendem, numa mensagem às 2 da manhã dizendo “só queria te ouvir”.

🌎 O Dia do Amigo é comemorado em 20 de julho porque foi nessa data, em 1969, que o homem pisou na Lua — um símbolo de que tudo é possível quando há cooperação e confiança. Desde então, a data virou uma forma de celebrar os afetos que escolhemos, os vínculos que não vêm do sangue, mas do cuidado.


🤝 Nem sempre a amizade é perfeita. Mas pode ser o mais perto que a gente chega do amor incondicional.
Amigo é quem te conhece sem legenda.
É quem te defende quando você não está.
É quem te dá bronca, mas também te dá colo.
É quem não te larga, mesmo quando o mundo parece querer fazer isso.

📎 Às vezes a amizade vem da infância. Às vezes de um curso, de uma crise, de um comentário no blog. Às vezes vem de onde a gente menos espera — mas muda tudo.


🎙️ E se você tem uma amiga que te chama de exagerada, te ajuda a terminar um texto, e ainda te apoia quando todo mundo sumiu… escreva para ela hoje. Diga que ela é um lugar seguro no mundo. Porque isso vale mais do que qualquer presente.

📌 Com gratidão, dos Cadernos de Marisol.


Destrinchando a Letra | I Was Made for Lovin’ You — KISS

Na virada da década de 70 para os anos 80, o KISS ousou ao lançar uma canção que unia o peso do rock com os elementos dançantes da Disco Music. “I Was Made for Lovin’ You” não somente marcou uma das fases mais comerciais da banda, como também revelou que até o rock mais performático podia, sim, falar de amor — e falar bem.

Entre três tempos diferentes 🕯️

 

🗓️ 12 de julho de 2021

Subo degraus sem conclusão, alcanço andares impensáveis, nunca sei encontrar o atalho de volta para casa. Desperto, e ao longo do dia me vejo contando mentalmente esse dia a mais sem você. Já passaram de 365. Anotar um por um só acentua a imensidão desse vazio que me cobre como um cobertor — mas que não me aquece, nem me acalenta.

Nenhum aroma familiar me devolve o riso. Apesar de todos os esforços, a tristeza sempre vence o cabo de guerra.

Nossos momentos (meu amor é meu abrigo)




Chove lá fora. Bem, bem forte. Constante. Num ritmo interminável e úmido. O contar das horas se dá lentamente. O vento bate nas janelas e arrasta tudo que encontra pela frente. Não vejo as estrelas, mas a noite dá as caras mesmo ao raiar do dia.

Se a lua soubesse



Talvez o amor esteja mesmo longe no momento… isso não quer dizer que ele seja impossível ou inalcançável. Você não é invisível, nem está errada por querer amor bom, pele com pele, olhar com verdade, cheiro com memória.

E mesmo se o mundo inteiro disser o contrário, você ainda pode sonhar com a lua. E quem sabe ela te veja. Se sonhar é o que te mantém firme, então continue sonhando. A lua entende silêncios, ilumina mesmo em noites escuras e, um dia, pode até te responder de volta, com brilho, com beijo, com amor.

1000 cartas de amor | Às vezes a gente sente e guarda

 


🌸 Às vezes a gente sente… e guarda. 🌸

A vida sem amor é uma canção desafinada

 

🕯️ Às vezes, o peito pesa sem que a gente saiba explicar.
Tem dias em que a alma só quer colo — e silêncio, não qualquer silêncio: aquele que acolhe, entende, aquece, não exige explicações, não consola com frases feitas ou desnuda a profunda indiferença ao desviar o olhar.
É o olhar úmido, que toma suas mãos trêmulas e as leva até os lábios, numa prece sincera, singela, carinhosa.
Não é qualquer olhar na multidão.

A doçura que ficou na árvore

 


Era uma vez um pomar que vivia em festa.
Todas as frutas amadureciam ao mesmo tempo, e no auge da estação, desciam da árvore para serem escolhidas pelos que passavam: alguns queriam a mais brilhante, outros a mais exótica, outros somente a mais barata.

Uma fruta, em especial, nunca se jogava do galho. Era um pêssego. Macio, dourado, doce demais até para os desavisados. Ele via os outros sendo levados, elogiados, provados — e depois esquecidos.

Já ele… seguia ali. Sozinho no galho mais alto, aquecido pelo sol da tarde, balançando com o vento, tentando entender por que ninguém o escolhia.

Cinco anos sem você, vó

Não parecia um autêntico sábado de verão. Mal começou e ficou suspenso num tempo indefinido entre tudo que acabou e tudo que jamais voltará ...