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refluxo urbano

os ventos sopravam ao sul
ondas revoltas inundavam as cercanias dos castelos
erguidos na firmeza de uma promessa vazia 
apesar da escuridão, ainda era dia 
e o lugar seguro dispensava a tradicional rigidez
nem perto do mar, nem na capital 

pombos encharcados no telhado 
a sacola plástica, marionete de mãos invisíveis, voava sem freios
da janela, a imagem embaçada
ondas se formando no asfalto 
impacientes faróis amarelados preenchiam a avenida
um por um a entrar nessa dança funesta
no sentido antihorário 
contabilizados nas estatísticas 
bueiros regurgitavam as velhas queixas de verões passados 
transbordando o que sempre foi ignorado.



22 de março | Dia Mundial da Água 🌧️💧

 

Você já reparou que o cheiro de terra molhada parece despertar algo muito antigo dentro de nós? Não é por acaso. Antes de ser um gráfico na previsão do tempo, a chuva é o cronômetro da vida. Ela dita quem planta, quem colhe e quem precisa partir. Hoje, o OCDM te convida a olhar para as nuvens de um jeito diferente: entre a ciência das massas de ar e a poesia de quem espera pelo primeiro pingo no sertão.

Oficialmente, não existe um “Dia Mundial da Chuva” no calendário da ONU ou da UNESCO. No entanto, 22 de março, também Dia Mundial da Água, foi estabelecido para conscientizar sobre a importância da água doce, incluindo a chuva, para a sustentabilidade do planeta.

20 anos do Furacão Katrina: lições do passado e o futuro dos furacões 🌪️

 

📚 Os Cadernos de Marisol

🌪️ O legado do Furacão Katrina: 20 anos depois

20 anos, o Furacão Katrina devastou partes de Nova Orleans e outras áreas dos Estados Unidos, deixando um rastro de destruição e tristeza. Foi um dos furacões mais mortais e destrutivos da história recente, matando mais de 1.800 pessoas e causando danos que somam bilhões de dólares. O evento chocou o mundo, mas também expôs as deficiências no planejamento de emergência e a vulnerabilidade das comunidades litorâneas frente a fenômenos naturais.


Como o Furacão Katrina Mudou a História:

O Katrina foi mais do que uma tragédia natural; foi um marco que trouxe lições importantes sobre a preparação e resposta a desastres:

  1. Impacto das Mudanças Climáticas: O Katrina foi, e continua sendo, um lembrete de como fenômenos climáticos extremos podem ser exacerbados pelas mudanças climáticas. O aumento da temperatura dos oceanos contribuiu para o fortalecimento do furacão, tornando-o mais intenso.

  2. Vulnerabilidade das Comunidades Pobres: O furacão atingiu com mais força as comunidades de baixa renda e minorias, evidenciando desigualdades socioeconômicas que se tornam ainda mais visíveis em momentos de crise.

  3. Desafios na Recuperação: A recuperação de Nova Orleans e outras áreas afetadas pelo Katrina foi demorada e difícil, e muitas comunidades nunca se recuperaram completamente. O evento expôs a falta de infraestrutura e a inadequação dos planos de emergência.


O Legado do Furacão Katrina:

  • Mudança no Planejamento de Desastres: O Katrina reformulou a forma como os EUA lidam com desastres naturais. Planos de evacuação, refúgios temporários e prevenção se tornaram prioridades, embora ainda haja muitas lições a serem aprendidas.

  • Furacões e Mudanças Climáticas: Após o Katrina, houve um aumento nas pesquisas sobre a relação entre furacões e mudanças climáticas. A ciência do clima tem mostrado que os fenômenos climáticos extremos serão mais frequentes e intensos à medida que as temperaturas globais aumentam.


🌍 O Futuro das Tempestades e Furacões
A experiência do Katrina ainda ressoa fortemente, especialmente à medida que o mundo lida com as consequências das mudanças climáticas. Para nós, no Brasil, o aumento do calor nas águas do Atlântico Sul pode eventualmente trazer consequências similares no futuro.

Com o aquecimento global, o Brasil, especialmente sua região Nordeste e Costa Norte, pode começar a experimentar fenômenos semelhantes aos que ocorreram com o Katrina, como ciclones e tempestades mais intensas.


Reflexão sobre o Futuro:

Enquanto celebramos as lições que o Furacão Katrina nos deixou, devemos também nos preparar para o futuro. Mudanças climáticas podem criar novos desafios para países e regiões que hoje não enfrentam furacões com a mesma intensidade que o Hemisfério Norte. Conscientização, prevenção e adaptação se tornam palavras-chave.


📌 Com sabedoria e reflexão, dos Cadernos de Marisol.


🌡️ Alerta de temperaturas acima da média: compreenda os níveis de risco e saiba como se proteger

 

Por Mary Luz
Os Cadernos de Marisol

As mudanças climáticas estão se tornando cada vez mais visíveis — e sentidas na pele. Nos últimos anos, temos visto um aumento significativo na emissão de alertas de temperatura acima da média, não só no Brasil, mas em diversas partes do mundo. Calor fora do comum, secas prolongadas, chuvas intensas e ventos fortes se tornaram frequentes em cenários que antes pareciam sazonais ou isolados.

Saber interpretar os níveis de alerta emitidos pelos serviços meteorológicos é essencial para se proteger e agir com responsabilidade, tanto em casa quanto na rua.


🟡 Alerta Amarelo: Atenção

O alerta amarelo é o primeiro nível de aviso meteorológico. Ele indica que condições adversas estão se formando e podem atingir sua região nas próximas horas.

Possíveis ocorrências:

  • Aumento das temperaturas acima da média

  • Ventos moderados a fortes

  • Chuvas localizadas, porém intensas

  • Sensação de abafamento e desconforto térmico

O que fazer:

  • Mantenha-se informado pelos canais oficiais (INMET, Defesa Civil, rádios, aplicativos de clima)

  • Evite atividades físicas intensas ao ar livre entre 10h e 16h

  • Beba bastante água e use roupas leves

  • Esteja atento a pessoas vulneráveis, como idosos e crianças


🟠 Alerta Alaranjado: Perigo

O alerta laranja indica condições meteorológicas severas iminentes. Não é somente uma possibilidade: há grande chance de transtornos, especialmente em áreas urbanas densas ou zonas de risco.

Possíveis ocorrências:

  • Onda de calor persistente

  • Tempestades com vento forte

  • Alagamentos ou quedas de energia

  • Aumento da sensação térmica além dos 40 °C

O que fazer:

  • Evite sair de casa se não for necessário

  • Redobre os cuidados com a hidratação e alimentação leve

  • Proteja pets e plantas do calor excessivo

  • Verifique as condições da sua casa (telhados, janelas, ventilação)

  • Cuide de vizinhos idosos e oriente crianças


🔴 Alerta Vermelho: Perigo Extremo

O alerta vermelho é o nível mais grave de advertência meteorológica. Ele sinaliza que a temperatura atingiu patamares extremamente perigosos para a saúde humana.

Impactos esperados:

  • Casos de insolação e desidratação

  • Agravamento de doenças cardíacas, respiratórias e crônicas

  • Risco de morte em populações vulneráveis

  • Colapso em serviços de saúde e infraestrutura

Medidas essenciais:

  • Fique em locais climatizados ou bem ventilados

  • Evite qualquer exposição ao sol entre 10h e 16h

  • Use roupas claras, protetor solar, óculos escuros e chapéus

  • Beba água com frequência, mesmo sem sede

  • Suspenda eventos ao ar livre, se possível

  • Autoridades podem abrir abrigos refrigerados e distribuir água


⚫ E o alerta preto?

Embora não seja oficialmente utilizado no Brasil, alguns países e veículos já se referem ao “alerta preto” como um estado de catástrofe climática iminente, em que múltiplos sistemas falham ao mesmo tempo: calor extremo, colapso da rede elétrica, escassez de água, risco direto à vida humana.

Esse tipo de alerta ainda é raro, mas especialistas alertam que pode se tornar mais comum com o agravamento das mudanças climáticas globais.


🌍 Precisamos falar sobre clima e responsabilidade

Ondas de calor, tempestades severas e longos períodos de seca não são mais exceções. São consequências reais do aquecimento global, provocado por emissões desenfreadas de gases de efeito estufa, desmatamento e descaso ambiental.

É fundamental que governos implementem políticas de mitigação e adaptação, e que nós, como sociedade, nos informemos, cobremos e façamos a nossa parte.

Nas Lentes da Malacubaca | Apagão 2001: o Brasil às escuras

 

Apagão 2001: o Brasil às escuras

Com Carmen Angélica Esteves, correspondente especial da Malacubaca

“O que acontece quando falta luz em um país que já anda no escuro há muito tempo?”

“Como o Brasil, a maior potência elétrica da América do Sul, precisou racionar energia em pleno século XXI?”

Nesta edição de Nas Lentes da Malacubaca, voltamos ao ano de 2001 para entender como o Brasil mergulhou em um apagão histórico — e como milhões de brasileiros adaptaram suas rotinas para viver com o mínimo.

Dos chuveiros desligados às velas na sala de estar, foi um tempo de economia forçada, mas também de engenhosidade popular.

Uma crise que revelou não só a fragilidade do sistema energético, mas também a força — e a paciência — de um povo inteiro.

Quando o céu trava: entenda o que é um bloqueio atmosférico 🌬️

 

Por Mary Luz
Os Cadernos de Marisol

Já imaginou o céu como um grande palco onde os ventos, nuvens e massas de ar dançam ao sabor das estações? Agora imagine que, de repente, essa dança para. Tudo se repete por dias: o calor não cede, a chuva não chega, o frio não vai embora. Isso não é exagero da sua percepção — é um fenômeno real chamado bloqueio atmosférico.

Essa confissão entrega minha idade: entre 1998 e 2002 tivemos uma versão brasileira do The Weather Channel. Além das previsões do tempo e da trilha sonora aconchegante, havia blocos informativos durante a programação, como o Meteorologia de A a Z e o Você Sabia, ambos trazendo informações e curiosidades sobre ciência, previsão do tempo e fenômenos curiosos. Marcou época.

Faz muito tempo que a equipe do OCDM queria publicar este post para quem gosta do assunto e imprimir a personalidade desta página: não somos um blog literário, fechado, prezamos pela variedade sem perder a essência.

Chuva forte provoca estragos em Curitiba e região: o que aconteceu e como se proteger

 

Chuva forte provoca estragos em Curitiba e região: o que aconteceu e como se proteger

Por Mary Luz


A noite de quarta-feira (21) foi marcada por chuvas intensas, ventania e granizo em Curitiba e região metropolitana. As consequências foram imediatas: alagamentos, quedas de árvores, risco de desabamento e prejuízos em várias partes da cidade.

Antes que o tempo mude: como o vento, as aves e o Luke me avisam 💨🐺


Antes que o tempo mude: como o vento, as aves e o Luke me avisam
Por Mary Luz

Não sou meteorologista nem climatologista, mas o assunto está sempre muito presente na minha vida. Nesta encarnação me contentarei em ser uma simples curiosa.
Curiosa do céu, do vento, das nuvens que mudam de textura e anunciam o que está por vir.

Entretanto, nos últimos tempos, acabo não fazendo mais aquela observação atenta como fazia antes. A rotina rouba o brilho do olhar. As preocupações se multiplicam como estrelas, e às vezes nem a contemplação mais pura dá conta de acalmar o coração.

Tem um fenômeno que me puxa de volta.

Quando estamos vivendo o que os meteorologistas chamam de veranico, eu percebo: vai mudar. Sinto pelo vento. Tenho vista para o oeste, e é de lá que ele vem — o vento que me avisa. O tal do sudoeste.

Cinco anos sem você, vó

Não parecia um autêntico sábado de verão. Mal começou e ficou suspenso num tempo indefinido entre tudo que acabou e tudo que jamais voltará ...