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A doçura que ficou na árvore

 


Era uma vez um pomar que vivia em festa.
Todas as frutas amadureciam ao mesmo tempo, e no auge da estação, desciam da árvore para serem escolhidas pelos que passavam: alguns queriam a mais brilhante, outros a mais exótica, outros somente a mais barata.

Uma fruta, em especial, nunca se jogava do galho. Era um pêssego. Macio, dourado, doce demais até para os desavisados. Ele via os outros sendo levados, elogiados, provados — e depois esquecidos.

Já ele… seguia ali. Sozinho no galho mais alto, aquecido pelo sol da tarde, balançando com o vento, tentando entender por que ninguém o escolhia.

Cinco anos sem você, vó

Não parecia um autêntico sábado de verão. Mal começou e ficou suspenso num tempo indefinido entre tudo que acabou e tudo que jamais voltará ...