Dia Mundial do Introvertido: o valor do silêncio em um mundo barulhento
Celebrado em 2 de janeiro, o Dia Mundial do Introvertido convida a uma pausa logo no início do ano para refletir sobre um traço de personalidade que ainda é muito mal compreendido: a introversão.
Em uma sociedade que valoriza excessivamente a exposição, a fala constante e a performance social, ser introvertido muitas vezes é confundido com timidez, antipatia ou falta de habilidade social — o que não poderia estar mais longe da verdade.
O que é ser introvertido?
Introversão não é sinônimo de isolamento ou tristeza. Pessoas introvertidas apenas processam o mundo de forma mais interna.
De maneira geral, o introvertido:
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recarrega as energias no silêncio e na solitude;
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prefere conversas profundas a interações superficiais;
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observa mais do que fala;
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tende a refletir antes de agir ou se expressar;
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pode gostar de pessoas, mas não de excessos.
Isso não significa ausência de sociabilidade, apenas outro ritmo.
Introversão não é defeito
Durante muito tempo, características introvertidas foram vistas como algo a ser “corrigido”. Crianças quietas eram estimuladas a falar mais, adultos reservados eram pressionados a se expor, como se o silêncio fosse um problema.
Mas o mundo também precisa de quem:
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pensa antes de falar;
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escuta com atenção;
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cria no silêncio;
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observa os detalhes;
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transforma introspecção em sensibilidade.
Muitos escritores, artistas, pesquisadores e criadores encontram justamente na introversão sua maior força.
O cansaço social é real
Respeitar o próprio limite é uma forma de autocuidado.
Por que essa data importa?
O Dia Mundial do Introvertido existe para lembrar que não há apenas um jeito certo de existir no mundo. Nem todo mundo precisa falar alto, aparecer o tempo todo ou se explicar o tempo inteiro.
Celebrar essa data é validar outras formas de presença — mais quietas, mais profundas, mais verdadeiras.
Com carinho,
dos Cadernos de Marisol 🤍
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