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Quando o desamor vem antes do amor


Como reconhecer carinho, respeito e interesse genuíno depois de uma experiência que nos ensinou a ter medo?

Quando a gente experimenta um desamor antes de um amor, nossa percepção fica toda distorcida. Depois de um abuso, a gente tenta internalizar a culpa porque parece bem mais "fácil" do que aceitar que uma pessoa escolheu machucar a gente.

No fundo, aquela alegria de viver vai desaparecendo, até que a gente se pega só sobrevivendo, escondendo partes da gente para não ser machucada de novo, talvez escondendo a feminilidade, se protegendo sempre de qualquer investida.

A gente fica pensando se existe homem apaixonado capaz de aceitar a gente ou se não passa de uma lenda... mesmo já sendo grande demais para acreditar em Papai Noel.

Mesmo que um est#pr0 tenha acontecido há onze anos, as marcas no corpo e na alma foram profundas e reais porque afetaram minha forma de enxergar o amor e o mundo. 

Não é vitimismo, é a minha realidade. Eu não quero acreditar que só existe Jurandir escroto e que os possíveis caras legais já estão comprometidos, então escrevi essa lista idiota para tentar internalizar que, sim, um homem pode gostar de uma mulher e, talvez, só talvez, exista uma chance de gostar de mim... sem me estuprar e me jogar no lixo.

Às mulheres que nunca precisaram ser a que sobra

 


Você já parou para pensar na mulher que está sentada ao seu lado enquanto conta, pela enésima vez, suas histórias de amor? Naquela que escuta seus romances, suas conquistas, seus encontros, os homens que se apaixonaram, os que supostamente seriam apaixonados e aqueles que continuam tentando chamar sua atenção?

Já se perguntou se ela também tem histórias para contar? Se algum dia teve a oportunidade de viver experiências semelhantes? Se esse assunto, aparentemente tão corriqueiro para você, não representa uma ferida que ela carrega há anos?

Talvez não.

Estou cansada de ser tratada como um asteroide qualquer

 


Penso tanto em escrever, mas preciso manter o foco e não desviar o assunto. Honrar o compromisso com a verdade, consciente de que um ponto de vista não passa disso mesmo, um puro e simples ponto de vista. Falar sobre o que dói, sem esperar que alguém se comova ou se esforce para compreender. 

O gosto por existir (não sou de ninguém, nem de lugar nenhum)

Que ninguém tente me explicar que os altos e baixos ajustam a entonação da história. Nem me diga que eu não me esforço o suficiente. Que só enxergo as situações sob a lente mais cruel de todas. Que estou em busca de atenção. Que, quanto mais reclamo, mais desagradável me torno.

Os bullies também chegam ao ensino superior

 

Captura de tela do The Sims 4 (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary)

A vida universitária corrobora uma teoria que eu queria veementemente ter refutado: os idiotas também chegam ao ensino superior.

Em queda livre


Do sofrimento da ostra nasce a pérola. 
O arco-íris é a inesquecível promessa que vem dos céus. 
A Lua cresce e diminui todo dia um bocadinho. 
Para continuar a ler, é preciso virar a página. 
A borracha apaga as marcas do grafite quando a conta não bate.
Parece contraditório defender a ideia de que podemos ouvir nosso coração no silêncio, mas fechar os ouvidos para a verdade dói numa dimensão quase insuportável.
Quero me convencer de que há um propósito para tudo e todos, carregar este fardo com a resignação que agora me falta.
Falar sobre a angústia de nunca ser ouvida.
Escrever, nem que seja em poucas palavras, o que não cabe nas linhas, o que excede...
E deixar o dito pelo não dito para quem não faz questão de entender...
Antes fosse concentrar o foco no que falta; há tantas demandas, pedras do tamanho de montanhas atravancando o caminho.
Meus pés estão cansados desses atalhos ingratos que sempre me devolvem para o abismo.
Em queda livre...


Quando é hora de saber parar

 


Todo mundo conhece bem a sensação de admitir que todas as chances se esgotaram. Dói na boca do estômago, no peito, na alma, na garganta travada pela ausência de palavras. C'est fini. 

🌾 Enquanto nada floresce

🌾

há dias em que a terra parece muda,
e o vento, cansado demais para consolar.
a solidão se senta ao teu lado
como quem entende o peso do que é esperar.

Campo minado com tiaras arrancadas, pulseiras improvisadas e banhos de lama

Dizem que a infância é a fase da pureza. Que toda criança é feliz. Que bullying "faz parte", que "a gente supera". No entanto, não é bem por aí. Minha infância foi um campo minado com tiaras arrancadas, pulseiras improvisadas e humilhações cirúrgicas. E quem ousar dizer que isso ficou no passado… nunca carregou esse passado dentro do peito.

Destrinchando a Letra | Give me what you like - Avril Lavigne

 

1. A história da música


Lançada em 2013, no álbum autointitulado “Avril Lavigne”, a faixa "Give Me What You Like" se destaca pela sonoridade sombria e sensual. Composta por Avril em parceria com Chad Kroeger (do Nickelback) e David Hodges, a música foi uma tentativa de sair do tom pop adolescente e mergulhar em algo mais maduro e emocionalmente denso. Ela chegou a ser usada no filme “Babysitter’s Black Book” (2015), reforçando a conexão com temas como solidão, desejo e relações vazias.



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2. Possíveis interpretações


Carência emocional: A letra traz uma personagem que prefere migalhas de afeto do que o silêncio absoluto da solidão.


Relacionamento sem afeto real: Há uma troca quase mecânica — “me dá o que eu quero, que eu te dou o que você gosta” — sem envolvimento afetivo.


Autonegação: A entrega ao outro é tão desesperada que ela chega a voltar atrás nos próprios valores.


Medo do esquecimento: O verso final é o mais verdadeiro e devastador: “I’m scared you’ll forget about me."

3. Minhas impressões

Essa música me atravessa.

É como se dissesse: "Eu não quero amor, quero só apagar essa dor por algumas horas."

E há algo de muito humano nisso. Mesmo sabendo que essa relação não é boa, ela se joga — e quantas vezes a gente já não fez o mesmo, mesmo que em silêncio?

“Give Me What You Like” não fala sobre romance. Fala sobre anestesia. Sobre desespero disfarçado de sedução.

E talvez, no fim, o que ela mais queria... era alguém que enxergasse a verdade por trás do olhar dela — e ficasse.

Para quem desistiu do amor

 

Para quem desistiu do amor

Por Mary Luz | Os Cadernos de Marisol 


Desistir do amor não é uma escolha fácil. É uma decisão que surge quando a dor, o cansaço ou as decepções se acumulam até o ponto de sufocar a esperança. E, se você chegou a esse lugar, saiba que não está sozinho. Muitas pessoas já sentiram esse peso e essa desconexão, mas isso não torna sua história menos única ou menos importante.

Feliz Dia dos Namorados



                Atualmente vivemos ciclos distintos. A dimensão da distância parece maior, quando vejo milhares de casais (quero crer que estejam mesmo) apaixonados celebram o amor. Aqueles que perderam o seu estão devastados, tudo faz lembrar quem já se foi. Aqueles que ainda não amaram se fazem de indiferentes. Aqueles que gostariam de sentir o amor em plenitude não são recalcados, só não sabem explanar assertivamente que não é o materialismo envolvido, mas a recordação.

Terças com Tita | Escola: berço do saber ou palco de sofrimento?


Por Tita | Os Cadernos de Marisol 

Os momentos mais alegres da minha infância e pré-adolescência não aconteceram dentro dos portões da escola. Para muitos, a escola deveria ser o lugar de inclusão, tolerância e aprendizado — não somente acadêmico, mas também social. Um espaço onde crianças e adolescentes aprenderiam a conviver com as diferenças, a respeitá-las e a praticar a tão necessária empatia.

Nina Contra o Mundo | A mulher invisível: quando a inteligência é vista como desvantagem no amor

 


A mulher invisível: quando a inteligência é vista como desvantagem no amor
📌 Por Nina | Os Cadernos de Marisol

Você já se sentiu invisível?

Não por ser tímida. Nem por falta de charme. Mas por ser… inteligente.

Quando a vida nos presenteia com sensibilidade, pensamento crítico, olhar analítico e uma certa acidez bem-humorada, parece que também nos pune com a solidão. Não faltam elogios à nossa “inteligência”, “maturidade”, “brilho próprio”. 

Por que esses elogios vêm sempre de pessoas que nos descartam como opção amorosa?

Esse medo de ser esquecida

Nota da autora: Nem todo texto escrito em primeira pessoa é autobiográfico. Às vezes, é apenas uma tentativa de dar voz a sentimentos que muitas pessoas já sentiram — ou que eu observei no mundo ao meu redor. Esse é um desses casos. 



E esse medo de ser esquecida...

Não posso mentir não ter esse medo.

A cama parece espaçosa demais para mim.

Lençóis amarrotados e cobertores pesados são o que há de mais próximo e familiar.

O vento cortante me machuca mais aqui dentro do que lá fora, onde a chuva cai lenta e constantemente.

Os dias têm sido tristes noites há tanto tempo que já parei de contar no calendário, nesse intervalo meio indefinido que os faróis da sabedoria não conseguem iluminar.

Nenhuma mensagem nova.

Ninguém à minha procura.

E eu continuo aqui, com esse medo mudo de desaparecer da memória de quem um dia me jurou eternidade.

É possível viver sem AMIGOS?

 

Escrito originalmente em 2014, este texto reflete um período em que explorei de forma mais intensa os significados de amizade e solidão. Ele fez muito sucesso no meu blog Perguntas, prerrogativas e provocações, e acredito que sua mensagem ainda ressoa nos dias de hoje. Por isso, decidi compartilhá-lo novamente, intacto, para que novos leitores possam refletir e talvez se identificar com essas palavras.

Inadequada, autêntica e indomável

A menina com pulseirinha de ábaco


Era uma terça-feira amena quando Clara completou 10 primaveras. Ganhou da mãe um caderno de recordações, onde foi chamada de “menina-moça” — uma expressão que parecia capturar aquele momento de transição, entre a infância e algo que ela ainda não compreendia bem. 

Clara adorava brincar de boneca, de bola, de pique-esconde. Explorava territórios imaginários, onde era uma condessa acompanhada de um cachorrinho fiel, e se deliciava com bolachas recheadas, sorvetes, bombons e pizzas. Ela amava ganhar brinquedos e, mais do que tudo, criar histórias.

Não sou pedra no caminho de ninguém


Começar e nunca terminar… será só descompromisso? Irresponsabilidade? Falta de força de vontade?

Somos as fases que vivemos. Sinto certo desejo de correr alguns riscos. Soltar aquele grito preso na garganta por tanto tempo que devo ter perdido a conta e a noção dele. Nem me lembro quando foi a última vez que rasguei a mortalha e pus-me a obedecer meus próprios instintos, naquela época eu ainda sabia me defender. Bons tempos, mas o orgulho impedia-me de admitir, apreciava-me perseguir trevos-de-quatro-folhas e delegar aos astros a responsabilidade de fazer-me feliz.

Iniciativa

 


Bastava apenas uma palavra. Algumas palavras, perdão. Chegamos a um estágio da vida onde perdemos tudo, os queixumes do medo são tão irrelevantes quando nos encontramos diante do monte de areia acumulado pela ampulheta. Próxima linha, próximo passo. Os pés podem tocar em um campo minado, de nada valerá ser amada ou odiada se não passarei de outro dente-de-leão jogado ao vento.

Terças com Tita | A difícil arte de renascer

  Deve ser muito legal fazer aniversário no Halloween. Meu plano não deu muito certo porque devo ter perdido a hora ou me distraído tanto qu...