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Pode não parecer hoje, mas tudo vai ficar bem

 


Não gosto muito dessas frases genéricas de autoajuda, mas hoje decidi fazer um contraponto respeitoso sobre a ideia de que o amor romântico é o único válido e existente, só isso. Viver algo bonito e correspondido, quem não quer?

Amor romântico não é o único tipo de amor do mundo



Essa história de "o amor vem para os distraídos" me faz revirar os olhos. Mais distraída do que eu — e por natureza, a ponto de colecionar manchas roxas na perna e não saber por que — duvido que haja alguém.
A bem da verdade, hoje é uma sexta-feira comum, a exemplo de tantas outras sextas-feiras do ano. Passar o Dia dos Namorados sozinha é perfeitamente possível, bem como me divertir mesmo sem um namorado também é. 

Dia da Chatice aka Dia dos Namorados


Eis que chegou o Dia da Chatice, aka Dia dos Namorados. Sou do time que odeia a data e cutuco a ferida da hipocrisia comercial. Temos outros 364 dias no ano para demonstrar amor, não somente em 12 de junho e fomentado pelo exibicionismo barato em troca de algumas curtidas.

Alguns amores nos machucam

Alguns amores nos machucam.
E não é sempre por maldade — às vezes é por imaturidade, desatenção ou medo.
Mas machucam.

Mesmo antes de saber sobre você, esperei


Não foi um daqueles inícios explosivos e coloridos, nem aquela pressa emaranhada na expectativa pela chegada, tampouco uma entrega impensada. Só foi.  Sem promessas eloquentes e falaciosas, sem alardes e cobranças.

Sinto certa dificuldade de cravar um ponto exato de quando enxerguei em você mais do que uma amizade, mas meu porto-seguro. Admitir verbalmente me amedrontava deveras porque eu temia me machucar de novo, porque amar combinava tão bem com sofrimentos e ausências, impossibilidades e dramas.

Até você confessar sentir o mesmo, eu não imaginava ser possível apreciar a calmaria da presença, do olhar carinhoso, do abraço curativo, do afeto traduzido nas miudezas cotidianas. Quem passou muito tempo em tempestades carrega traumas por associar a paz ao prelúdio de uma guerra silenciosa que começa e nunca acaba e isso diz muito sobre o medo de se permitir. Porque a vida também já te machucou muito.

Nossos corpos se reconheceram de outras vidas, caminhos que se cruzaram incontáveis vezes no tempo e espaço. Talvez isso possa explicar o porquê daquela saudade silenciosa do que sabia já ter vivido, dos fragmentos de memórias pelos ares. 

Mesmo antes de saber sobre você, esperei. E não foi por pouco tempo. Penso no amanhã, se você será meu hoje lá também, não minto. Entretanto, só quero curtir seus braços fortes me envolvendo, seu queixo encostado à minha cabeça e aqueles beijos balsâmicos curando a alma de dores que nem presume existir.

Talvez essa história não precise de promessas grandiosas ou certezas absolutas. Basta o que já é: presença, afeto sem ruído, a paz de saber que — enfim — não estamos mais sós. Depois de tanta ausência, o que mais aprendemos a valorizar é o simples ato de permanecer.

Não é sobre destino, é sobre escolha



Você também já havia se machucado antes, acreditado numa história onde amou por dois e sempre esteve à sombra, figurante sem prestígio. Dormiu para aquietar os ruídos de uma mente incansável, chorou prolongando o expediente para não brindar com a escuridão, estendeu um cordão em torno de sua ilha para nenhum estranho entrar e deixar destruição por todos os cantos.

Manifesto de uma nefelibata #2

Nem todas as boas histórias começam com "era uma vez", suspeito que as primeiras páginas contem sobre paredes rabiscad...