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17 anos e contando

 

Quarta-feira, 14 de outubro de 2009. 


Hoje pode ser só um dia comum, como a maioria dos dias é, porém, você faz parte do mundo, mesmo se sentindo sempre do lado de fora dessa festa. Se a aceitação implica abrir mão da essência e do caráter, talvez não seja tão ruim assim dar as costas. 

Deixe a música tocar. Caminhar só nem sempre significa estar perdida. Quando a chuva passar, você irá florescer de novo. Foi assim das outras vezes também.

Ninguém nasce sabendo tudo, mas ter alguma noção do que se quer já significa não estar mais parada no mesmo lugar. Pensar é importante, não nego, mas se você esperar as condições mais adequadas, a vida vai passar e o rascunho vai continuar sendo só um vazio incômodo.

Pode dar certo. Ou não. Pode ser que você não chegue a realizar todos os seus sonhos. Agora, no entanto, não se preocupe em atingir a perfeição. Ela é uma linha de chegada que sempre some da vista. Lembra aquela história de ficar pele e osso e ainda se sentir três vezes maior.

Ouça o seu coração, não os seus medos. Deixe as marcas de batom nessas páginas, ria alto, escreva o que está engasgado, não tente se encolher por receio de ser insuficiente. Insisto: saiba dar as costas como eles te deram também. Saiba dizer não e nem pense em se corrigir na primeira chantagem, pois eles sabem dizer não e não perdem o sono preocupados por a magoarem.

Você vai quebrar a cara, infelizmente. Mas vai sobreviver. Não sem chorar antes todas as lágrimas do mundo e amargar indagações sem respostas porque, afinal, você é a rainha do drama. Só prometa que não vai chorar pra sempre, nem se enxergar sob os olhos dos monstros no meio do caminho. Vai ter muita pedra para tropeçar, muita torcida contrária, um pouco de autossabotagem também, como haverá joaninhas e vagalumes, a luz da lua e as borboletas no estômago.

O mundo ainda é uma paleta policromática; o bege e o cinza ainda não tomaram conta de tudo. A esperança não está fora de vista, nem mesmo agora. Você possui a capacidade de remendar as linhas tortas e reconhecer caminhos menos óbvios para se reconectar com tudo aquilo que importa. E é por isso que ainda sonha e escreve - quase sem pretensão, só sabe que não tem coragem de jogar tudo pro alto porque ainda acredita...

Tem uma vida esperando por você. Seus sonhos estão esperando por você. 

(tudo precisa ter um começo, menina)

Mary Recomenda | Artista da Fome - Franz Kafka

 

Se você sente que o mundo muitas vezes não compreende a sua entrega ou o seu “jeito de ser”, reserve um lugar para esta resenha. O Mary Recomenda de hoje falará sobre a busca pela perfeição em um mundo que prefere o entretenimento barato. Com vocês, Artista da Fome, também do mestre Franz Kafka.

Mary Recomenda | Estranho Terráqueo - borbol.E.T.rans E.T

 

Capa do e-book Estranho Terráqueo (Reprodução/Amazon/borbol.E.T.rans)

Faz tempo que o Mary Recomenda não aparece na programação, não é? Surpreendendo um total de... zero pessoas, estamos de volta.

Minha joaninha (seu casco não é uma prisão)

 


“Minha joaninha, o seu casco não é uma prisão, é a sua casa. Suas pintinhas são o seu mapa estelar. Escreva mesmo que ninguém leia, porque o papel é a única terra firme que nunca afunda sob os nossos pés.”

mesmo quando se duvida

nem sempre quem escreve acredita no que carrega.
há dias em que a palavra pesa,
o cansaço cala,
e a inspiração parece ter mudado de endereço.

mas o dom não some,
ele se recolhe.
espera o coração respirar de novo,
espera o corpo lembrar que ainda pulsa.

ser escritora não é viver em êxtase —
é persistir na escuta do invisível.
é escrever mesmo sem certezas,
mesmo quando o texto parece menor do que a dor.

quem nasceu pra sentir o mundo em palavras
não desaprende,
apenas silencia por um tempo
até reencontrar o próprio fôlego.

e quando volta,
volta mais inteira,
mais densa,
mais você. 

19 de agosto | Dia Mundial da Fotografia

Uma invenção que congelou o tempo e guardou memórias

Muito antes de existir qualquer botão de “clicar”, a humanidade já sentia necessidade de eternizar o que via. Os registros mais antigos que conhecemos são as pinturas rupestres — cenas de caça, mãos humanas, animais imponentes desenhados com pigmentos naturais nas paredes das cavernas. Era uma forma de comunicação, sim. Mas também era uma forma de preservar. Guardar para alguém ver depois. Registrar para que a memória não se apagasse.

A vida sem amor é uma canção desafinada

 

🕯️ Às vezes, o peito pesa sem que a gente saiba explicar.
Tem dias em que a alma só quer colo — e silêncio, não qualquer silêncio: aquele que acolhe, entende, aquece, não exige explicações, não consola com frases feitas ou desnuda a profunda indiferença ao desviar o olhar.
É o olhar úmido, que toma suas mãos trêmulas e as leva até os lábios, numa prece sincera, singela, carinhosa.
Não é qualquer olhar na multidão.

Terças com Tita | Quando eu era só semente, ninguém me regou




Não é só tristeza, nem mágoa gratuita, nem vontade de arrumar treta ou fazer acusações. Tem ares daquele cansaço que se instala devagarinho, preenchendo o corredor vazio com um silêncio insuportável, onde consigo ouvir as batidas do meu coração agitado e inquieto.

19 de junho | Dia do Cinema Brasileiro 🎬



📽️ Uma homenagem às primeiras imagens em movimento registradas no Brasil
Por Mary Luz | Os Cadernos de Marisol

O cinema brasileiro nasceu de um gesto quase poético: o de registrar a chegada. Em 19 de junho de 1898, Afonso Segreto, um dos pioneiros do cinema no país, filmou a entrada da Baía de Guanabara a bordo de um navio. Essas imagens, feitas com uma máquina cinematográfica recém-adquirida na Europa, são consideradas o marco inicial do nosso cinema.

Mas como transformar uma data em reflexão?

Festa Junina, um patrimônio da cultura brasileira

Festa Junina: um patrimônio cultural do Brasil

Por Mary Luz 


As festas juninas são uma das celebrações mais amadas e tradicionais do Brasil, acontecendo em todo o país durante o mês de junho. Mais do que um evento religioso, elas se consolidaram como um verdadeiro patrimônio cultural, representando a diversidade, a alegria e a riqueza das tradições populares brasileiras. Essas festividades vão além de crenças, criando momentos de união e compartilhamento entre diferentes comunidades.

Elementar, meu caro leitor: hoje é dia de Sherlock Holmes

 


Uma homenagem ao detetive mais famoso do mundo — e ao homem que o criou

Por Mary Luz


Hoje, 22 de maio, é celebrado o nascimento de Sir Arthur Conan Doyle (1859–1930), o escritor escocês que deu vida a um dos personagens mais icônicos da literatura: Sherlock Holmes. Com sua mente lógica, frases célebres e uma habilidade impressionante de desvendar mistérios, o detetive atravessou gerações e continua inspirando leitores, cinéfilos e roteiristas.

Gostaria de agradecer à Carol, minha irmã e também leitora do OCDM, pela sugestão de post. 🩷

18 de maio | Dia Internacional dos Museus


Guardam silêncios que falam mais do que palavras

Museus não são apenas lugares onde as coisas antigas vão descansar. Pelo contrário — eles são espaços vivos de memória, identidade, dor, resistência e beleza. No Dia Internacional dos Museus, celebramos esses templos da cultura que nos conectam com o passado, nos fazem pensar o presente e imaginar outros futuros possíveis.

10 de maio | Dia da Cozinheira 👩‍🍳

 


🍲 Com Amor, Temperos e Memória

10 de maio — Celebrando a Cozinheira do Cotidiano

Cozinhar nunca foi apenas seguir uma receita. É um ato de cuidado, uma dança entre tempo, fogo e alma. No Dia da Cozinheira, celebrado em 10 de maio, homenageamos aquelas mãos que, longe das câmeras e das panelas de cobre de programas gourmet, alimentam o mundo com afeto, paciência e criatividade.

👩‍🍳 Quem é a cozinheira do cotidiano?

É a mãe que faz a marmita, a avó que não mede ingredientes, a tia da escola que serve com um sorriso, a funcionária do hospital que aprendeu a cozinhar com o que tinha, e a mulher do restaurante simples que sustenta a casa vendendo marmitas às pressas.
É quem cozinha até cansar — e ainda pergunta se está bom de sal.

🍛 Cozinhar é mais do que alimentar

Cozinhar é resistir à pressa.
É lembrar o cheiro da infância.
É ensinar sem falar, é transformar o ordinário em extraordinário.
É cuidar de quem se ama mesmo quando se está exausta.

Em muitos lares, cozinhar é o único momento de trégua.


📝 Memórias à mesa

  • O arroz com feijão da infância, sempre com pedacinhos dourados.

  • O bolo simples que salvava aniversários improvisados.

  • A panela grande de sopa que reunia os vizinhos.

  • A farofa feita com amor, e não com regras.

  • O café coado na hora certa, com cheiro de casa.

A comida carrega vozes, histórias, saudades. E a cozinheira é a guardiã de tudo isso.


💪 A cozinha como espaço de empoderamento

Por muito tempo, a cozinha foi vista como prisão doméstica.
Mas também pode ser trono, palco e trincheira.
Muitas mulheres encontraram na culinária uma forma de renda, independência e criação artística.

Da marmita ao banquete, da quentinha ao bufê: cozinhar pode ser libertação.


💬 Frase para compartilhar:

“Toda cozinheira é, no fundo, uma contadora de histórias. Cada receita carrega alguém que a ensinou, alguém que a provou, alguém que jamais esqueceu.”


Nostalgia: modelos (possíveis) de folhas de fichário

Oieeee, tudo bem? Voltei! =)

Na verdade, é um teste, mas o Canva é incrível. Com os recursos gratuitos é possível desenvolver a imaginação e criar cartões de aniversário, casamento, namoro, noivado, natal, ano-novo, mesversário (e o que mais você pretender), apresentações, capas de livros, de CDs (é nóis ae!), currículo, portfólio, papel timbrado… enfim, eu poderia passar a noite inteira contando sobre todas as possibilidades…

Conheci o Canva em 2016, por intermédio de uma amiga, então “abandonei” o Photoscape, mas demorei para pegar o jeito e continuo sempre aprendendo a usar um recurso novo, posto que há atualizações que implementam novos recursos. Lógico que uso a versão gratuita, então na questão de criar vídeos ainda não posso opinar muito, entretanto, quase todas as músicas disponíveis no repertório são para os usuários da versão Pro. Por mais que goste MUITO, ainda não posso pagar por certos serviços.

A estrela para sempre brilhará

  Foram três semanas muito difíceis, marcadas por uma tensão muito grande, um medo profundo de ser engolida pela onda do retrocesso. Passei ...