20 de março de 2003
O que aconteceu ontem no capítulo da novela ficou em segundo plano por conta do Boletim Extraordinário. A aula era de Biologia e a Arlete nem nos repreendeu por discutir (a possível) guerra. Quem consegue abordar outro assunto?
Se o Iraque tem ou não armas de destruição em massa, ainda é um mistério. Pessoalmente, presumo que não. Mal superei o 11 de setembro e já estou pensando se existe alguma chance disso tudo descambar para uma (possível) Terceira Guerra.
Segundo a Arlete, o Albert Einstein disse que na Quarta Guerra Mundial a civilização lutará com paus e pedras… e quanto à terceira guerra, melhor nem entrar em muitos detalhes.
Quer dizer que apertando um botão qualquer, um sociopata pode destruir toda a civilização?
E se a guerra não é mais uma forma de reafirmar poderio sobre os ditos “terceiro mundo”?
Quais interesses escusos estão encobertos pelo discurso de moralidade?
Porque é sempre essa mesma ladainha de combater o eixo do mal, mas ninguém parece sentir o odor sulfúrico dessas palavras eloquentes, traduzidas para mais de mil idiomas.
Nós sabemos como essa história termina.
Há quem não se importe com o que acontece lá no Iraque, ache uma besteira sofrer por uma guerra que está acontecendo do outro lado do mundo, mas o que essas pessoas não entendem é que, em maior ou menor proporção, esses conflitos respingam em nós também.
Eu não concordo com o líder (ditador) iraquiano, porém não acredito em tudo que dizem. Queria saber o que pensam as pessoas que realmente serão afetadas com os ataques. Muitos inocentes morrerão e tantos outros precisarão fugir de seus lares, deixar uma vida inteira para trás… no entanto, ninguém se preocupa com os rostos anônimos cobertos pelos véus escuros.
Penso no futuro com certo amargor: qual será o próximo alvo? Qual a justificativa para invadir?
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