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| Publicado originalmente em 7 de março de 2020, no blog Perguntas, prerrogativas e provocações. |
A cura é uma promessa que vende. Um salto de fé para os joelhos amortecidos, um caminho para o céu, para encarar a escuridão sem sentir que se está prendendo o ar, o choro e algumas respostas indecorosas. Ninguém conta que, às vezes, esse salto é um abismo traiçoeiro.
Escrito em março de 2017, este texto nasceu de reflexões profundas sobre autoconhecimento, resiliência e a luta por autenticidade em um mundo que frequentemente impõe padrões inalcançáveis. Hoje, ao revisitar essas palavras, vejo nelas não só um desabafo do passado, mas uma mensagem poderosa e atemporal para quem busca força e liberdade interior.
Já encheu a paciência essa história de pedir desculpas por existir, por pensar assim ou assado. Com licença, o mundo não gira ao redor de estrelas falsas e prepotentes, pilhas não são eternas.
Começar e nunca terminar… será só descompromisso? Irresponsabilidade? Falta de força de vontade?
Somos as fases que vivemos. Sinto certo desejo de correr alguns riscos. Soltar aquele grito preso na garganta por tanto tempo que devo ter perdido a conta e a noção dele. Nem me lembro quando foi a última vez que rasguei a mortalha e pus-me a obedecer meus próprios instintos, naquela época eu ainda sabia me defender. Bons tempos, mas o orgulho impedia-me de admitir, apreciava-me perseguir trevos-de-quatro-folhas e delegar aos astros a responsabilidade de fazer-me feliz.
Estou me conhecendo e dispenso interferências nesse processo. Permita-me elaborar minhas próprias perguntas. Desabrochar exige sacrifício e certos elos são sagrados. Ser quem sou é doloroso. O meu melhor lado sempre sufocado e oprimido para adequar-se aos tais conformes que sempre me desviaram por tabela. Tudo bem, é assim que a vida é.
setembro 14, 2022
23:03 |
Era noite de sexta-feira quando senti uma angústia
difícil de ignorar porque a princípio parecia tudo bem, levando em conta os
critérios pessoais, aliás, a luta para ficar bem é o que me mantém porque Marte
em Áries não me deixa esmorecer, no entanto, não se pode ser forte o tempo
inteiro.
Respirei fundo, mas a vontade de chorar permaneceu.
Carrego saudades em meu coração, mas a maior ausência nessa fase da minha vida
é de mim mesma, não é de um amigo ou um amor, embora não tenha nem um nem o
outro.
E eu, que sempre pirei só de pensar em uma rotina
monótona, hoje, com conhecimento de causa, posso bradar que existe vida ao
abdicar de um sonho, porém o preço a pagar é alto e as decisões tomadas com
base na impulsividade são fantasmas em meu encalço.
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N/A: Hoje apresento a releitura do poema Segure a minha mão, escrito há 4 anos, quando 2023 era um sonho distante. Este é o meu posicionamento e, portanto, eu tenho o direito de me expressar. Em caso de desagrado, beba um gole de água, mas mantenha o conteúdo no céu da boca até que a raiva passe, então engula, fecha a página e vá ser feliz.
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| Superação em nuances (Reprodução/Canva/Arquivo pessoal da Mary) |
A opacidade vai desaparecendo conforme os dias se passam por trás da janela, distante da tela, das notificações que se somam e lembram que estou desatualizada. Não sei se o tempo passa depressa demais ou se meus passos são demasiado lentos, isso para não admitir assim tão escancaradamente estagnada.
Não parecia um autêntico sábado de verão. Mal começou e ficou suspenso num tempo indefinido entre tudo que acabou e tudo que jamais voltará ...