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Quando o desamor vem antes do amor


Como reconhecer carinho, respeito e interesse genuíno depois de uma experiência que nos ensinou a ter medo?

Quando a gente experimenta um desamor antes de um amor, nossa percepção fica toda distorcida. Depois de um abuso, a gente tenta internalizar a culpa porque parece bem mais "fácil" do que aceitar que uma pessoa escolheu machucar a gente.

No fundo, aquela alegria de viver vai desaparecendo, até que a gente se pega só sobrevivendo, escondendo partes da gente para não ser machucada de novo, talvez escondendo a feminilidade, se protegendo sempre de qualquer investida.

A gente fica pensando se existe homem apaixonado capaz de aceitar a gente ou se não passa de uma lenda... mesmo já sendo grande demais para acreditar em Papai Noel.

Mesmo que um est#pr0 tenha acontecido há onze anos, as marcas no corpo e na alma foram profundas e reais porque afetaram minha forma de enxergar o amor e o mundo. 

Não é vitimismo, é a minha realidade. Eu não quero acreditar que só existe Jurandir escroto e que os possíveis caras legais já estão comprometidos, então escrevi essa lista idiota para tentar internalizar que, sim, um homem pode gostar de uma mulher e, talvez, só talvez, exista uma chance de gostar de mim... sem me estuprar e me jogar no lixo.

Sintonia

 

Após a chuva de verão (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary)

Escrito em janeiro de 2018, “Sintonia” nasceu de reflexões sobre as nuances das conexões humanas. Esses encontros — uns superficiais, outros profundos — carregam consigo uma beleza e complexidade que permanecem tão atuais quanto naquela época. Hoje, compartilho este texto com a esperança de que ele possa inspirar você a valorizar os instantes de verdadeira sintonia que encontramos ao longo da vida.

Mary Recomenda | Azar do amor: ou como eu sobrevivi a um manipulador — Sophie Lambda

O Mary Recomenda de hoje pode não ser adequado a todos os públicos, mas trata a literatura com a seriedade que ela merece. A obra desta semana não esconde, nem no título, a que veio.

Feliz Dia dos Namorados



                Atualmente vivemos ciclos distintos. A dimensão da distância parece maior, quando vejo milhares de casais (quero crer que estejam mesmo) apaixonados celebram o amor. Aqueles que perderam o seu estão devastados, tudo faz lembrar quem já se foi. Aqueles que ainda não amaram se fazem de indiferentes. Aqueles que gostariam de sentir o amor em plenitude não são recalcados, só não sabem explanar assertivamente que não é o materialismo envolvido, mas a recordação.

Nina Contra o Mundo | A mulher invisível: quando a inteligência é vista como desvantagem no amor

 


A mulher invisível: quando a inteligência é vista como desvantagem no amor
📌 Por Nina | Os Cadernos de Marisol

Você já se sentiu invisível?

Não por ser tímida. Nem por falta de charme. Mas por ser… inteligente.

Quando a vida nos presenteia com sensibilidade, pensamento crítico, olhar analítico e uma certa acidez bem-humorada, parece que também nos pune com a solidão. Não faltam elogios à nossa “inteligência”, “maturidade”, “brilho próprio”. 

Por que esses elogios vêm sempre de pessoas que nos descartam como opção amorosa?

É possível viver sem AMIGOS?

 

Escrito originalmente em 2014, este texto reflete um período em que explorei de forma mais intensa os significados de amizade e solidão. Ele fez muito sucesso no meu blog Perguntas, prerrogativas e provocações, e acredito que sua mensagem ainda ressoa nos dias de hoje. Por isso, decidi compartilhá-lo novamente, intacto, para que novos leitores possam refletir e talvez se identificar com essas palavras.

Platônico II

Olá, amigas e amigos do OCDM. Temos mais um texto de 2010 aqui, espero que vocês gostem de rever essas relíquias que aparecem no blog ocasionalmente, pois sinto muita satisfação em cuidar desse cantinho como se fosse o meu jardim, o meu oásis. 

Os ímpares e a paciência


Uma virtude deveras admirável é a paciência. Não somos dados a longas esperas, vivemos na era do “é para ontem”, onde pessoas, sentimentos e tendências são descartáveis, estamos sempre na luta para não ficarmos para trás, não queremos ser piegas, uma piada sem graça.

O que diz um beijo no olho?


"Os cílios dedilhados aceitam a aproximação dos lábios inspirados. Os olhinhos estão fechados, mas as sinestesias estão mais intensas do que nunca. A revolução se dá na direção certa: atingir o coração de quem se ama." 
— Mary  🪻

CONFISSÕES DE LALY 10 ANOS | O QUE FAZER? (em comemoração dos 10 anos da web novela)

 


Que fim de semana lastimável!

Chorei tanto que fiquei com o nariz todo assado, os olhos inchados e amarguei uma enxaqueca de tirar a concentração. Saí da cama poucas vezes, apenas para ir ao banheiro e à cozinha, não atendi a nenhum telefonema, nem mesmo de Fernanda. 

Entretanto, na segunda-feira me levantei cedo, tomei um banho mais longo, sequei e escovei os cabelos e procurei por uma peça de roupa sóbria, um par de sapatos confortáveis e usei maquiagem para disfarçar os efeitos de um final de semana deprimente.

Apesar de não querer confrontar Abel, não poderia fugir dele pelo resto da vida, teria de passar aquilo a limpo, mas com elegância, como uma lady. Se eu não era nenhuma mocinha injustiçada pelo destino, tampouco ele era um monstro indigno de receber uma segunda chance. Haveríamos de dialogar como os dois adultos civilizados e lúcidos que éramos.
Barraco no local de trabalho só colava em telenovela. Na realidade, eu perderia a razão no primeiro escândalo, sem falar no perigo de um furo desses chegar até algum informante da imprensa marrom e eles terem prato cheio para me detonar. Samantha Saldanha agradeceria a cortesia, não me restam dúvidas.
Abel costumava chegar depois das nove porque em dias mais movimentados, não tinha horário para sair, porém, nunca se queixou. Quando via o resultado do trabalho, o sacrifício o dignificava.
— Lalinha? — Abel tentou me cumprimentar com um beijo, mas recuei e o ato não passou despercebido. — Tudo bem?
— Precisamos conversar, Abel. — declarei sem nenhuma emoção na voz.
Ele, confuso, fechou a porta e questionou o porquê de eu não ter atendido aos telefonemas dele durante o final de semana.
— Sei que tem um bom tempo que não ficamos juntos, leoa, mas essa reportagem é questão de vida ou morte...
— A reportagem é um eufemismo para me dizer pelas entrelinhas que eu não sou sua prioridade?
— Eu te disse que essa reportagem é a salvação da revista, Laly. Há anos estou em busca desse furo e você sabe disso melhor do que ninguém. Se eu consegui-lo, a revista estará a salvo e eu finalmente me sentirei realizado como jornalista. Tenho trabalhado duro...
— Por que você não pode ser sincero pelo menos uma vez na vida? — Minha paciência já havia vazado pelo ralo, enquanto ele seguia pleno, quase explicativo, como se eu fosse uma estagiária acuada no primeiro dia de trabalho.
— Eu não estou entendendo onde você quer chegar, Lalinha. Por favor, explique para mim.
— Eu vi... vi você todo assanhado com outra mulher...
Abel, aturdido, franziu o cenho:
— O QUÊ? QUANDO?
— Na sexta à noite, queridinho.
— Essa só pode ser uma piada de mau gosto.
Assenti, sarcástica.
— Eu que o diga, meu bem.
— Tem certeza de que era eu?
— Ela sabe que eu existo?
— Eu nem sei do que você está falando! — argumentou Abel.
— Sabe, sim. Você sabe melhor do que ninguém.
— Que mulher é essa?
— Ela sabe sobre nós?
— A única mulher na minha vida é você.
— Aaaaah, sei. Ela também ouve isso todo dia.
— Juro por tudo que é mais sagrado que eu não faço a menor ideia do que você está falando.
— Então não adianta nada eu falar, passar por otária, me descabelar, se você não se importa.
— É claro que eu me importo com você, Lalinha.
O jeito que ele me chamava de Lalinha.
O olhar penetrante, decidido, que me equilibrava, mas também me desnudava.
As pontas dos dedos dele enxugavam as lágrimas e para o abraço foi um passo, um passo que eu não deveria dar se já não havia mais esperança entre nós, não mais.
— Lalinha, me escuta! Eu não sei quem anda fofocando sobre mim, mas pensei que você confiasse em mim, que não acreditasse em intriga da oposição.
Desvencilhei-me do abraço dele, disposta a aceitar o fim e ser bem enfática em minhas colocações. De boba ele não me faria.
— Só diga a verdade, Abel. É só isso que estou te pedindo.
— Qual verdade?
— Você tem outra!
— Se eu tivesse outra, não estaria com você. Eu não consigo dar conta de mil coisas ao mesmo tempo.
— Por que você mente?
— Se você quiser terminar comigo, que pelo menos tenha um motivo justo. Chegar aqui e colocar em dúvida meu caráter parte o meu coração, pois se eu fosse casado, você saberia.
— Agora sei, fui a última a saber! Por sorte, o vexame não foi maior e não precisa ser. A gente não precisa se expor, pode terminar por aqui. Não precisa sentir dó de mim, não somos mais crianças, cada um pode ir para o seu canto numa boa, sem ressentimento, sem afetação, mas eu não aceito fazer o papel da outra. Se fosse para ter você, queria ter por inteiro. Se não pode ser assim, então não quero nada.
— Ah, não! — Abel chiou.
— Não importa quais sejam os seus argumentos, nenhum deles vai me convencer a ser a outra. Nada contra mulheres que gostam mais de serem amantes, mas eu não sirvo para isso! Quero meu homem só para mim e exijo o mesmo dele, pois quando estou com um homem, eu sou só dele, não me interessa nenhum outro. Para dar certo, é preciso ser recíproco, não pode um amar pelos dois, não dá certo. Ficar por dó também não dá certo. Então, se for para doer, que doa agora, desatar o nó agora ainda me recorda que tenho dignidade, que não aceitarei menos do que mereço, mentiras, falsidades, joguinhos...
— Você diz ter me visto num jantar na sexta à noite?
Aquiesci, sentindo mais uma onda de lágrimas se avizinhar.
— Ah, não.
— Você confirma que estava naquele jantar?
Ele não confirmou.
— Estava ou não estava?
— Por que isso te interessa tanto?
— Porque eu descobri que passei todos esses anos iludida, achando que tinha tirado a sorte grande, encontrado um cara para casar, que era diferente do Iury, um cara em quem eu podia confiar de olhos fechados quando já não mais acreditava que pudesse confiar num cara. E descubro da pior forma possível que ele é casado, que as mesmas juras de amor que ouço, ela também me ouve, que as migalhas que você me dá são as sobras do banquete dela. Como você se sentiria se estivesse no meu lugar? Você não se sentiria totalmente desnorteado? Como se tivessem tirado o seu chão? Como se nada mais pudesse consertar os estragos feitos no seu coração?
— Todo mundo me confunde com esse cara.
— Nem me venha com essa história de irmão gêmeo porque isso aqui não é uma telenovela! — ralhei.
— Quem me parece querer viver em uma telenovela é você. — devolveu Abel. — Terminar comigo é uma espécie de reviravolta?
— Você está me chamando de maluca?
— Tem um advogado que presta consultoria para nós, o Sandro. Sandro Gonzaga é o nome dele. O cara é tão parecido comigo que todo mundo confunde a gente.
— Nunca ouvi falar. — dei de ombros.
— Você viu o Sandro e a Cláudia, posso te jurar. Se você quiser, eu peço para o porteiro que cobre o turno da noite te ligar e dizer onde eu estava na sexta, se só minhas palavras não são o bastante para você decidir acreditar em mim ou na sua insegurança.
— Nem pense em envolver amigo meu nas suas trapalhadas...
Abel não insistiu.
Fernanda pediu-me para mantê-la informada. Por ela, teria quebrado o carro dele com um cabo de guarda-chuva, num típico dramalhão. Ela, agora elevada ao posto de guru do amor, não interpretou aquela conversa como um bom sinal: 
— O crápula deu um jeitinho de sair pela tangente, dando respostas evasivas, no fundo, querendo te convencer de que você delirou... querendo te passar conversa mole para continuar te cozinhando em banho-maria.
— Fui firme, amiga. Não posso te dizer que está sendo fácil, pois uma parte de mim quer acreditar que tudo não passou de um mal-entendido, que pode ser mentira, mas a outra, a outra cobra de mim a lucidez, o entendimento que preciso ter para dar um basta a essa situação.
— Você sabe que eles nunca terminam com as mulheres, não sabe? Eles nem sempre são malcasados, às vezes só querem uma aventura diferente. Mesmo os que têm amantes porque o casamento não vai bem nunca firmam o relacionamento. Isso, claro, analisando de um modo mais geral e realista.
— Nunca existiu uma exceção?
— Miga, pára para pensar comigo: se ele trai a mulher para ficar com você, quem disse que estando com você, ele não te trairia com outra?
Iury.
Iury fez-me experimentar o gosto amargo da traição. Aimée e Milene foram casos de meu conhecimento, mas e os tantos outros?
Depois de um namoro tão cheio de tumultos, desentendimentos, discussões e joguinhos emocionais, tudo que eu queria era um amor calmo, maduro, verdadeiro, no qual um e um fossem dois e tudo que eu era bastasse para alguém ficar. Até ver Abel enganchado com aquela sujeita com cara de antipática, eu não tinha dúvidas do meu amor por ele, nem do dele por mim, mas como explicar esse vácuo? E como sair daquela cilada sem perder a esperança?

CONFISSÕES DE LALY 10 ANOS | O REENCONTRO (a releitura do texto que inspirou a publicação da web novela)

 Olá, queridos amigos e amigas! Tudo bem com vocês? Espero que sim. *-*
Dez anos atrás, numa terça-feira ventosa, esta que os escreve abriu o bloco de notas e, inspirada pela proximidade do Dia dos Namorados, decidiu escrever uma nota aleatória da Laly, e desta simples tentativa vieram outras e as ideias encontraram um fluxo harmonioso para se manifestarem. Com isso, pensei, seria legal dar uma chance para uma novela que destoava totalmente de DDP. E foi a melhor decisão que tomei. Espero que gostem dessa releitura porque a escrevi com o coração, tendo de base a versão original. Apertem os cintos e entrem no clima. (= #ConfissõesDeLaly10Anos #EscritoraVirtualSim #ComOrgulho 

O final feliz

    


     O final feliz é repleto de dias registrados com distintas caligrafias, de temporais nos finais de tarde, noites sem estrelas e manhãs agradáveis de sol. Ponto final de uma história, argumento de outra, utopia para os descrentes, distante para aqueles que deixaram de enxergar com o coração em virtude das sucessivas desilusões porque o sofrimento transforma bastante a percepção que alguém tem sobre qualquer que seja o assunto em pauta. 

    O que dirá de um amor, de um amor chega ao fim? Era amor ou apenas medo de ser gente grande? A busca incansável por uma utopia? Constantes ciclos repetitivos nos quais a fé diminui à medida que a ferida cresce de tamanho? O inalcançável desejo de quem apenas quer encontrar uma mão para segurar quando o mundo virar-lhe as costas?

    O argumento do amor está interligado com a verdade, ambos caminham de mãos dadas. Uma análise de consciência feita com sinceridade pode responder a essas (e outras) questões. O amor nasce num terreno fértil, que aceite as transformações que sobrevirão, que durante os mais duros obstáculos prevaleçam os valores edificantes. Esse amor perdura pela posteridade adentro, o restante não passa de brincadeiras de mau gosto, fazendo uso indevido do nome dele.

    A eternidade, sob esse viés, é tecida conforme as linhas avançam e preenchem páginas inteiras, assim também é com a estrutura que sustenta o que quatro mãos em consenso resolveram construir, cientes de todos os entraves que poderiam enfrentar durante o referido período. Se o amor for o alicerce do empreendimento, ressignificar será um vocábulo bastante popular para dois corações dispostos a recomeçarem, reatarem, realinharem, reconsiderarem, realizarem.

    Haverá o dia em que lágrimas cairão, quando o barco aportar, levando a pessoa amada embora. O amor não acaba no último beijo, no último abraço nem no último aceno, não enquanto for uma estrela a iluminar suas noites mais escuras. Do tamanho do horizonte, do céu, do universo, a grandeza fica a seu critério. Não é uma dor que se supere, mas se tolere, para manter acesa a chama do legado, porque o reencontro tem um momento certo para acontecer. 

    Já vi pessoas dizendo que “superaram amores” quando, na verdade, nunca amaram, nunca fariam nenhum sacrifício pelos rostinhos bonitos em quem dão match e descartam sem qualquer piedade ou empatia, posto que tabu hoje é se apaixonar, bacana é dar vácuo, seguir um monte de gurus que apenas querem enriquecer com dicas prontas, conteúdo suficiente para caber num livro onde a ilustração preencha o restante, haja um designer muito habilidoso para elaborar uma capa atraente, quando o amor não segue esses protocolos e haja vários modos de amar.

    No fim de um relacionamento abusivo, busca-se reconstruir a dignidade esfarelada, a confiança perdida, superar o trauma de sofrer humilhações, essa fase ruim da vida, mas extraindo dela os referentes aprendizados para se fortalecer. Superar um amor soa incoerente, seria o equivalente a rasgar centenas de páginas escritas com tanto esmero, queimá-las, guardá-las num canto qualquer amontoado de tranqueiras.

    Existe vida depois do final feliz. Existe final feliz enquanto há vida. Existe também a vontade de dizer que os compromissos mundanos delimitam as horas do dia, as estações do ano, as festividades e solenidades, mas não são hábeis para medir o amor em sua totalidade porque não há no mundo cálculo exato para encontrar um valor exato para a plenitude. Existe o meu texto, de quem acredita com todo o coração que a condição propícia para haver um final feliz é que haja um início, o restante, cada história no seu próprio ritmo, ajusta a cadência dos capítulos.

    As ondas quebram durante um solitário passeio pela orla, tantos momentos felizes reduzidos agora ao silêncio. Alguns diriam que a história não teve um final feliz porque uma das partes se foi, entretanto, é justamente nesse ponto dolorido que se encontra o equívoco: o fato de ter chegado ao fim não anula a felicidade vivida, as conquistas, os aprendizados, elementos esses que tornam uma história muito mais bela do que aquelas repletas de palavras rebuscadas.

    O corpo humano expira, quitação pelo grato empréstimo, entretanto, a alma que abrigamos enquanto terrenos, essa é imortal, portanto, o verdadeiro amor, esse dos finais felizes, evolui, transcende. Cumprida a missão, desafios maiores estão a caminho. Caso eu precise te lembrar, viver um final feliz foi um deles.


Curitiba, 7 de dezembro de 2020.

Às vezes sonho que tem alguém, em algum lugar desse mundo, que sonha com o mesmo que eu, alguém que gostaria de encontrar alguém como eu.



        Às vezes, quando não consigo dormir, fecho os olhos e imagino como deve ser abraçar alguém que te faz se sentir protegida, amada, que te aquece o corpo e a alma, como deve ser beijar alguém e sentir que o coração acelera e o desejo queima, pulsa; olhar dentro dos olhos desse alguém e compreender a razão dos desencontros do passado e deixar que alguém me enxergue também, cuidar, porém também deixar alguém cuidar de mim.
        Às vezes sonho que tem alguém, em algum lugar desse mundo, que sonha com o mesmo que eu, alguém que gostaria de encontrar alguém como eu.

A estrela para sempre brilhará

  Foram três semanas muito difíceis, marcadas por uma tensão muito grande, um medo profundo de ser engolida pela onda do retrocesso. Passei ...