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Sintonia

 

Após a chuva de verão (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary)

Escrito em janeiro de 2018, “Sintonia” nasceu de reflexões sobre as nuances das conexões humanas. Esses encontros — uns superficiais, outros profundos — carregam consigo uma beleza e complexidade que permanecem tão atuais quanto naquela época. Hoje, compartilho este texto com a esperança de que ele possa inspirar você a valorizar os instantes de verdadeira sintonia que encontramos ao longo da vida.

Confissões de Laly | Um minuto: por mim, por favor (2012)

 

Ontem foi aniversário da Laly. Não consegui postar esse texto para manter a memória dela viva, mas o faço hoje, pois esse texto pode abraçar muitas pessoas que se sentem como a nossa leoa. Espero que gostem! 

Manifesto de uma nefelibata

 


"Eu não sou uma fraude por não saber tudo porque tenho a humildade de buscar aprender o que não sei. Minha força não está na perfeição da regra, mas na precisão da minha observação, de rir dos meus erros."

Alforria da mente

 


Existem dias em que o mundo tenta nos reduzir a uma função, a um número, a uma fila. Ele já me venceu algumas vezes, mas a verdade é que ninguém pode confinar uma mente que cria. Hoje recebi afeto puro, senti o sol e decidi minhas metas. Amanhã, posso estar em qualquer lugar, mas meu coração permanece aqui, nesta clareza.

Retomar o controle da própria narrativa é preciso



Aquele livro foi a chave a destrancar algumas constatações importantes para o prosseguimento dessa história. Li como quem visita um velho amigo, que diz o que é preciso sem cerimônias, sem meias palavras, sem toda aquela formalidade descabida. 
À deriva numa puída jangada, a bússola me indicava o norte. O sol da tarde me encorajava a simplesmente flutuar, e não querer vencer todas. Lutar contra a correnteza nem sempre termina bem.
Uma vez quebrada a quarta parede, encontrei uma mão estendida, incondicionalmente, a me abraçar e recordar que a culpa foi uma percepção distorcida.
Eu ainda sou a protagonista, mesmo agindo como se não passasse de um personagem secundário da própria história. 

Curitiba, 8 de janeiro de 2026.

Terças com Tita | A história que sempre se repete (Qual será o próximo alvo?)



20 de março de 2003

O que aconteceu ontem no capítulo da novela ficou em segundo plano por conta do Boletim Extraordinário. A aula era de Biologia e a Arlete nem nos repreendeu por discutir (a possível) guerra. Quem consegue abordar outro assunto?

Perto dos quarenta, longe da tomada

 


Envelheci 20 anos nas duas últimas semanas ou sem os óculos de sol que as ondas arrastaram, a realidade ganhou contornos de uma nitidez inquestionável? Olha eu tentando falar bonito e me pagar de cronista extraordinária, quando não passo de uma reles escrevinhadora, a apelar sem muita firmeza para a falsa modéstia, quando o que não tenho mais é tempo para depreciações.

Toda essa comoção sobre “2006 já fazer 20 anos” não é só papo de rede social. A Copa na Alemanha, de tão decepcionante desfecho, completa duas décadas. Era o primeiro passo de uma longa e insegura travessia, ninguém de nós sairia ileso dessas porradas que a vida dá, às vezes na surdina, sem motivo, só porque estar na chuva significa se molhar e arriscar perder tudo, até mesmo aquilo que nem se tem.

Terças com Tita (no domingo, sim) | 2006 já faz 20 anos



Sandy Leah muito bem cantou sobre ter grandes sonhos, as costas doerem, ser jovem demais para ser velha e velha demais para ser jovem. Há anos vivemos nesse limbo paradoxal, mesmo porque cada geração vivencia uma época da vida em um contexto bem diferente dos nossos pais e avós.

Com a mesma idade, minha avó tinha uma casa própria. Mamãe tinha uma filha adolescente e um veículo velho na garagem, eu mal tenho uma casa para chamar de própria. Quanto aos filhos, só os de quatro patas e olhe lá, não está fácil mimar a cambada.

Parem de nos matar



Eu não sabia a melhor forma de começar, mas optei pela franqueza. O assunto hoje é muito sério e diz respeito a todas nós, pouco importam quais sejam as nossas diferenças. Somos todas mulheres e, portanto, corremos o mesmo risco de perder a vida por ser quem somos.

Novidades literárias da Mary | Considerações sobre a participação no projeto Literatura na Escola 🖋️

Há alguns meses sem escrever poesia, foi no meio de uma crise que finquei em palavras o que queria escrever na pele. Eu não precisava sangrar no sentido literal, mas poderia muito bem resgatar o velho hábito de externar no papel todo o peso que a mente carrega por pensar e sentir demais, num nível quase insuportável. 

🕊️ As três asas do recomeço

há um tempo em que a alma apanha —
palavras cortam, lembranças ardem,
e o chicote do passado ecoa em silêncio.
mas até a dor, quando aceita, ensina.

então nasce a criança,
com o olhar limpo de quem recomeça.
ela não pergunta se vai dar certo,
apenas sonha — e esse sonho é sagrado.

logo, surge a cegonha,
trazendo o novo em asas leves.
ela anuncia que o amor, a esperança e a coragem
estão voltando pra casa.

porque nada que é seu se perde, meu bem.
às vezes, apenas se transforma
até que você esteja pronta para recebê-lo outra vez.

🌾 Enquanto nada floresce

🌾

há dias em que a terra parece muda,
e o vento, cansado demais para consolar.
a solidão se senta ao teu lado
como quem entende o peso do que é esperar.

Sala de travessia


Não estou mais no começo, mas também não cheguei ao fim. Vivo nesse meio-termo onde nada é definitivo e tudo ainda pode mudar.

O ofício de permanecer

Nem sempre uma editora grande vai apostar em quem está começando. Não porque falte talento, mas porque publicar também é um negócio, e negócios vivem de previsões seguras.

Por trás das pausas


Sinto as pontas dos dedos entrando em contato com as teclas, a melodia escondida entre uma palavra e outra, nos espaços para o indizível, nos arranjos que permitem a iniciativa tantas vezes reprimida.

Do lado de dentro do silêncio 🔇

Joaninha no fim de tarde (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary)


Toda vez que abro o rascunho é a mesma história: a folha em branco me encara, exige respostas que não posso oferecer. 
Há tantas linhas vazias atordoando a visão, culpas somatizadas nas horas mais escuras... vejo o tempo passar e as palavras amordaçadas desaparecerem no horizonte das ideias.

21 de setembro | Dia da Árvore 🌳

 


📚 Os Cadernos de Marisol

🌳 Toda árvore começa pequena. Algumas crescem sozinhas, outras em meio a roçados, quintais, calçadas rachadas ou matas esquecidas. Todas carregam história. A nossa também.

O Dia da Árvore é celebrado no Brasil desde os anos 1970, mas ganhou mais atenção com a expansão da educação ambiental na década de 1990. A escolha do 21 de setembro, próxima ao início da primavera no hemisfério sul, tem valor simbólico: é o tempo do florescer, do renascer, do verde que insiste mesmo depois do cinza.


🕰️ Árvore também é tempo.
Quem já brincou sob uma goiabeira, esperou alguém debaixo de uma mangueira ou chorou ao lado de uma paineira sabe: as árvores escutam.

  • Escutam segredos.

  • Guardam risos de infância.

  • Amparam balanços de pneu, festinhas de aniversário, tardes de tédio.

  • E são as primeiras a sentir quando a rua muda, quando a cidade se apressa, quando a vida corre demais.

🌿 Toda árvore é também um diário que não responde, mas sempre está ali.


📖 O Brasil é um dos países com maior biodiversidade arbórea do mundo.
São mais de 5 mil espécies nativas, entre elas:

  • Ipê-amarelo, símbolo nacional da resistência

  • Pau-brasil, cuja exploração marcou nossa história

  • Castanheira, que guarda sementes imensas e histórias maiores ainda

  • Jacarandá, cedro, peroba, seringueira, aroeira, jequitibá

🌎 Mas também somos um dos países que mais desmata.
A cada ano, perdemos milhares de hectares de floresta nativa para dar lugar a monoculturas, pastos, garimpos e estradas.
E cada árvore tombada sem consciência é também uma memória arrancada do chão.


Memórias que florescem: Zezé e Rubem Alves entre as árvores

📖 “O meu pé de laranja-lima era o meu segredo. A única criatura do mundo que sabia que eu estava triste.”
Zezé encontrou numa árvore o que faltava nos braços da própria casa.
Em Meu Pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos plantou uma amizade que chorava, sonhava e partia — como tantas infâncias marcadas pela dureza do mundo. E talvez por isso esse livro tenha marcado tanta gente: porque lembrar de uma árvore é também lembrar de como a gente sobreviveu.



🌼 Já Rubem Alves via nos ipês-amarelos uma forma de resistência da beleza.
Amava observar quando floresciam em setembro, mesmo depois do frio, mesmo com a cidade indiferente.
Dizia que os ipês ensinavam o valor da surpresa, da gratuidade, do encanto que não serve para nada — e por isso mesmo é essencial.

“As flores dos ipês são inúteis. E talvez por isso mesmo sejam tão importantes.”

🌳 Zezé se despediu da sua árvore com lágrimas.
Rubem abraçava as suas com palavras.
E nós seguimos — lembrando, plantando, florindo… à nossa maneira.

28 de agosto | Dia Nacional do Voluntariado

 


📚 Os Cadernos de Marisol

💙 O voluntariado não é só um gesto de ajuda. É uma forma de transformar vidas, inclusive a própria.

🎥 LIVE DO TINO: DIREITO DE RESPOSTA

⚠️ AVISO IMPORTANTE Este post, assim como o e-mail e a própria existência do personagem Tino Cavalli, faz parte do universo ficcional das ob...