Todo dia é dia do rock, bebê
Terças com Tita | Simplesmente Tita, simplesmente emo
Quis ser muitas coisas nesta vida. Entre elas, ser cantora e líder de uma banda de rock. Como desafino cantando até "Parabéns a você", tentei escrever boas letras, as quais admito serem melhores do que muita coisa que toca nos top 50 dos aplicativos de streaming musical, mas isso é conversa para outro dia.
Nunca consegui reunir pessoas suficientes para formar um grupo musical, como também nunca fundei um clubinho lá na tenra infância; porém, a inteligência artificial me permitiu realizar esse desejo de ver minhas letras transformadas em canções.
Mary Recomenda | Se não eu, quem vai fazer você feliz? - Graziela Gonçalves
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| Joe Cool leu de óculos escuros porque os olhos dele suaram (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary) |
Há 13 anos, 6 de março carrega consigo uma nuvem de dor, não é uma data que gostemos de lembrar… a propósito, queríamos que ela nunca tivesse existido. Infelizmente, Chorão se foi, deixando saudades, sonhos inacabados e sua obra que ainda hoje nos consola nos dias de luta e nos de glória também.
A edição do Mary Recomenda de hoje presta um tributo mais do que merecido a Alexandre Magno Abrão, nosso querido e inesquecível Chorão, por isso escolheu indicar a obra Se não eu, quem vai fazer você feliz?, da autoria de Graziela Gonçalves, a querida e inesquecível Grazon, leitura indispensável.
Destrinchando a Letra | 25 anos de All that you can't leave behind
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| All that you can't leave behind comemora jubileu de prata |
Mary Recomenda | Só Garotos - Patti Smith
Destrinchando a Letra | I Love Rock 'n Roll – Joan Jett & the Blackhearts
“I love rock 'n' roll / So put another dime in the jukebox, baby”
Destrinchando a Letra | (I can't get no) Satisfaction
🎙️ "I can’t get no satisfaction / 'Cause I try and I try and I try and I try..."
Destrinchando a Letra | I Was Made for Lovin’ You — KISS
Nas Lentes da Malacubaca | Dia Mundial do Rock: da rebeldia ao ringtone de operadora
Quando o grito virou trilha de comercial — e ainda assim, resistiu.
“13 de julho é Dia Mundial do Rock. Mas o que é o rock — e o que ele se tornou?”
“Entre guitarras distorcidas, censura, rebeldia de palco e figurinha em álbum teen, o rock foi da revolução à indústria.”
📺 Introdução
“Quem transformou o barulho em símbolo?”
“Como um gênero nascido na fúria virou trilha de propaganda de carro?”
No dia 13 de julho de 1985, o mundo assistia a um dos maiores festivais da história: Live Aid, evento simultâneo em Londres e na Filadélfia com lendas como Queen, U2, Led Zeppelin, David Bowie e The Who, transmitido para mais de 1 bilhão de pessoas.
A data ficou conhecida, com o tempo, como Dia Mundial do Rock — embora essa celebração só tenha pegado mesmo no Brasil.
E é aqui que a história fica mais interessante.
🗿 Origens e contracultura: quando o rock era revolução
Nascido da mistura entre blues, gospel e música negra nos Estados Unidos dos anos 1950, o rock foi, desde o início, um grito incômodo. Não era sobre técnica. Era sobre atitude.
Nos anos 60 e 70, o rock foi:
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Motor do movimento hippie;
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Trilha sonora contra a Guerra do Vietnã;
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Expulsão do “bom gosto” da elite;
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Sinônimo de juventude barulhenta, suada e pensante.
De Jimi Hendrix queimando guitarras a Raul Seixas pregando sociedade alternativa, o rock ainda não cabia em comerciais — mas cabia em corações indignados.
🇧🇷 O Brasil descobre o rock — e o censura
No Brasil, o rock chegou com Tim Maia, Roberto Carlos (sim!), Mutantes e Raul. Mas logo foi vigiado, censurado, perseguido. As bandas que sobreviveram nos anos 70 e 80 o fizeram com resistência criativa.
Com o fim da ditadura, o rock BR explodiu nos anos 80: Legião, Titãs, Barão, Plebe, Ultraje, Paralamas — todos colocando o dedo nas feridas abertas do país.
📻 O rock em 2001
No ano da novela Os Desencontros do Cupido, o rock já vivia um novo ciclo:
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A explosão de bandas como Linkin Park, Evanescence, Nickelback, The Strokes;
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O boom do emo/screamo alternativo no underground;
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No Brasil, CPM 22, Detonautas, Pitty e Charlie Brown Jr. ganhavam força;
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O rock voltava a ser “coisa de jovem” — mas agora disputando espaço com o pop pasteurizado.
Muitos diziam: “o rock morreu.”
Mas, na verdade, ele só havia mudado de roupa — e de gravadora.
🎧 Reflexão final
O rock não acabou. Ele só não está mais nas paradas — está nos porões, nos fanzines, nas playlists caseiras e nos gritos abafados.
“Enquanto houver injustiça, haverá alguém escrevendo uma música de três acordes para enfrentá-la.”
O rock pode não salvar o mundo. Mas sempre terá um microfone ligado para quem quer gritar.
📚 Referências (ABNT)
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NAPOLITANO, Marcos. Seguindo a canção: engajamento político e indústria cultural na MPB (1959-1969). São Paulo: Annablume, 2001.
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TRINDADE, Fábio. A história do rock brasileiro. São Paulo: Panda Books, 2007.
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WIKIPÉDIA. Dia Mundial do Rock. Wikipédia: a enciclopédia livre, 2024. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Mundial_do_Rock. Acesso em: 15 jun. 2025.
Destrinchando a Letra | War Pigs – Black Sabbath
Destrinchando a Letra | Walking on the moon - The Police
Destrinchando a Letra | The little things you give away - Linkin Park
"The Little Things You Give Away" do Linkin Park, como muitas das suas canções, tem um toque pessoal e profundo. O processo criativo da letra de Mike Shinoda e Chester Bennington reflete um olhar sobre as pequenas coisas da vida que, muitas vezes, negligenciamos, mas que, no final, são as mais significativas.
Destrinchando a Letra | Time the avenger - The Pretenders
"Time the Avenger" é uma canção do álbum Learning to Crawl (1984) da banda Pretenders, liderada por Chrissie Hynde. A música é uma balada com uma sonoridade intensa e poética, marcada pelo estilo único da banda, que mescla elementos de rock, new wave e até uma certa melancolia no tom das letras.
Converse All Star – Um Século de Estilo, Rebeldia e Memória
| Ilustração inspirada em uma imagem real, adaptada para anime do Studio Ghibli (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary/Chat GPT) |
Do basquete à contracultura, do pé da sua mãe ao seu: a história afetiva do tênis mais querido do mundo.
Por Mary Luz
Bonito? Sem dúvidas.
Confortável? Com certeza.
Estiloso? Modéstia à parte, sua permanência já é uma resposta!
Mais do que uma moda passageira, o Converse All Star ultrapassa gerações, se estabelece como ícone da cultura pop e, não menos importante, conta a minha própria história.
Você sabia que esse tênis tão presente nos pés e nas memórias afetivas de milhões tem mais de 100 anos de existência?
A equipe do OCDM viajou pela história para descobrir por que o tênis mais querido do mundo se tornou um fenômeno atemporal, rebelde e afetivo.
Destrinchando a Letra | Life is simple in the moonlight - The Strokes
"Life Is Simple in the Moonlight", faixa que fecha o álbum Angles (2011) dos The Strokes, é uma verdadeira contemplação sobre a vida, a inocência perdida e a luta interna para manter a simplicidade num mundo cada vez mais complicado.
Essa música foi composta em um momento em que a própria banda enfrentava conflitos internos, e isso se reflete no tom de certa melancolia, mas também de aceitação serena que permeia a canção.
Crônicas Desbocadas | Rock não morreu, só não precisa gritar pra ser ouvido
Você já percebeu como o Top 50 do Spotify parece uma playlist de castigo?
Castigo, não.
Tortura.
Destrinchando a Letra | Moments of Love — Cathy Dennis
Depois de revisitar uma das músicas mais marcantes de Confissões de Laly na última edição do Destrinchando a Letra , resolvi aproveitar o e...
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