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Mary Recomenda | Beleza oculta — Lucinda Riley

"Se olharmos para esse cenário desolador, a maior lição que fica é justamente o valor de proteger a dignidade humana. O maior bem-estar e a maior utilidade que podemos extrair ao entrar em contato com essas dores do passado é usar essa indignação como combustível para blindar o nosso presente contra qualquer intolerância. A memória dessas injustiças serve para que a gente nunca se esqueça de valorizar a vida, a liberdade e o respeito mútuo. Transformar esse ódio pelo que aconteceu em uma determinação firme de espalhar empatia e justiça no mundo de hoje é a melhor forma de gerar o máximo de bem coletivo."

Devo estar a alguns passos de me tornar rabugenta, mas... não me importo. Ou eu morri por dentro, ou estou exigente demais. Faço-me essas indagações sem nenhuma certeza de resposta, porque é bem provável que eu não a encontre.
Geralmente, o Mary Recomenda não indica livros os quais eu não tenha gostado ou pelo menos aproveitado algo de bom neles. Foi movida por esse interesse que iniciei a leitura de Beleza Oculta, da saudosa Lucinda Riley.

Mary Recomenda | Minha amiga Anne Frank — Hannah Pick-Goslar

Capa da edição brasileira de Minha amiga Anne Frank, publicado pela Buzz Editora 


Livros necessários nem sempre são fáceis de serem digeridos, sobretudo quando eles nos mostram uma realidade dura, penosa e inimaginável para nós, uma história que não devemos nos esquecer para não repeti-la. O Mary Recomenda de hoje é dedicado a discorrer sobre Minha amiga Anne Frank, de Hanna Pick-Goslar, a querida Hanneli, mencionada no diário de Anne Frank.

Mary Recomenda | O diário de Anne Frank - Anne Frank

 

Reler (ou comentar) Anne Frank é sempre um exercício de humildade. Em um mundo onde as pessoas gritam por atenção nas redes sociais, o diário de uma menina escondida em um anexo secreto em Amsterdã continua sendo uma das vozes mais potentes da história. Mas não se engane: o valor deste livro não está apenas na tragédia que o encerra, mas na vida que transborda de cada página.

O que mais me impressiona em Anne não é a sua condição de perseguida, mas a sua qualidade como escritora. Ela não estava apenas relatando fatos; ela estava fazendo literatura de si mesma. Anne era perspicaz, muitas vezes ácida ao descrever os outros moradores do anexo, e tinha uma honestidade cortante sobre as próprias falhas e desejos.

Ao ler Anne, a gente percebe que a maior resistência dela não foi apenas se esconder, mas se recusar a deixar que o medo apagasse sua identidade. Ela escreve sobre o desabrochar do corpo, sobre o conflito com a mãe, sobre as descobertas do amor e, acima de tudo, sobre a sua ambição de ser jornalista e escritora.

É devastador pensar que o mundo perdeu a mulher que Anne se tornaria, mas é reconfortante saber que ela conseguiu o que mais queria: “continuar vivendo depois da morte”. Seu diário é a prova de que a sensibilidade e a verdade são as únicas coisas que o autoritarismo não consegue enterrar.

Minhas impressões: Muitas vezes evitamos o Diário por medo da dor que ele causa, mas a leitura nos entrega algo muito diferente: uma vontade imensa de viver. Anne nos ensina que, mesmo no lugar mais apertado e escuro do mundo, o pensamento pode ser livre. É um livro que exige escuta, entrega, empatia.

Terças com Tita | A história que sempre se repete (Qual será o próximo alvo?)



20 de março de 2003

O que aconteceu ontem no capítulo da novela ficou em segundo plano por conta do Boletim Extraordinário. A aula era de Biologia e a Arlete nem nos repreendeu por discutir (a possível) guerra. Quem consegue abordar outro assunto?

Destrinchando a Letra | War Pigs – Black Sabbath

O grito anti-guerra que moldou o heavy metal

Imagine um campo de batalha em chamas. Sirenes ecoando como lamentos. O céu cinza de fumaça e medo. Agora troque as armas por guitarras e a submissão por denúncia. É nesse terreno que o Black Sabbath finca os pés para compor War Pigs, talvez uma das maiores críticas musicais à guerra já escritas.

Lançada em 1970, a música não só escancara os horrores da guerra do Vietnã, como também constrói uma narrativa política densa — onde os verdadeiros vilões vestem terno e assinam decretos de morte no conforto de gabinetes. Aqui não se canta por cantar: se canta para gritar.

Nas Lentes da Malacubaca | Batalha do Tuiuti: a maior carnificina da América do Sul




O que aconteceu em 24 de maio de 1866 — e por que essa data virou nome de rua (mas nunca de luto nacional)

Por Mary Luz

Em muitas cidades brasileiras, inclusive Curitiba, existe uma Rua 24 de Maio. Muita gente passa por ela todos os dias sem saber que carrega o nome de uma das batalhas mais sangrentas da história da América Latina: a Batalha do Tuiuti, travada durante a Guerra do Paraguai.

Neste post, vamos entender o que foi essa batalha, por que ela marcou a guerra, e como o Brasil entrou num conflito que quase destruiu um país vizinho — mesmo já devendo até os fundilhos das ceroulas para a Inglaterra.

Manifesto de uma nefelibata #2

Nem todas as boas histórias começam com "era uma vez", suspeito que as primeiras páginas contem sobre paredes rabiscad...