Como surgiu Pô, Pai?

A história de Pô, Pai começa em 2007, com A Governanta. Pouca gente sabe, mas no rascunho da novela, Beto queria ser ator e, enquanto não conseguia um papel de destaque, vivia às custas da Nina. Quando reformulei a trama, ele tornou-se ninguém menos que o baixista da lendária banda de pop rock 5 Pra Meia Noite, aquele cara que tinha 26 anos, só queria ver desenho animado, ouvir Simple Plan, Forfun, tocar Guitar Hero, esperar o FVNT e trabalhar que é bom, nada. Começou a faculdade de música pensando que seria a escola de rock e largou na metade. Quem nunca gostou dessa folga toda é o Augusto, o pai médico que queria ver o filho tendo atitudes de um varão maduro e independente, algo distante de acontecer.
Grande parte das brigas de Beto e Nina se dá justamente devido à preguiça extrema dele, a imaturidade que decepciona a esforçada professora primária. Alzira, a sogra do parasita, é contrária ao namoro, enquanto Marcela já sonha com o casamento e os netinhos.

(Dos tempos do WNBM) No silêncio do seu quarto


Enquanto é dia você segura a barra com esse sorriso no rosto, cumprindo com as obrigações, aconselhando, observando. Quem te encontra assim nem imagina o que esconde esse coração, as lágrimas que você chora todos os dias quando entra no seu quarto e se fecha em seu mundinho, olhando no espelho e se odiando, machucando a si mesma e o coração de Deus quando diz que se odeia, que queria ter "aquela beleza" que faz muitos homens perderem a cabeça. Você ase desdobra em mil, já não acredita mais quando alguém diz que você é legal. Todos que "te amavam" partiram. Aqueles que diziam que você é linda, inteligente e excepcional apenas estavam de fossa por outra, usando a você como escudo para ferí-las, mas olha só quem se feriu: VOCÊ. Ninguém sabe o quanto foi difícil ouvir aquilo tudo e engolir a seco a falta de caráter. Você sonhou, alguém partiu na sua frente e traiu sua confiança. Nunca mais volta a ser como antes. O medo de reincidência grudará nos pensamentos, tipo uma obsessão fantasmagórica clamada na insegurança. As duas partes perderam os créditos, sem palavras para a mesquinharia, para o sorriso cínico de quem se divertiu e na ressaca desfrutou da carne, no ápice do desejo, brincando de amantes. Você esperou pelo dia em que aquele beijo faria o seu mundo girar em outra direção e olha só! Esse beijo nunca vai acontecer. Parece o fim, e talvez seja mesmo... mas o fim de uma história escrita em linhas tortas, tão inútil quanto segurar a dor e a revolta. Talvez nessa mesma data daqui a um ano você esteja novamente falando de amor, com um brilho diferente, sem medo nem falsas esperanças. Ninguém sabe. Ninguém sabe...

Cinco anos sem você, vó

Não parecia um autêntico sábado de verão. Mal começou e ficou suspenso num tempo indefinido entre tudo que acabou e tudo que jamais voltará ...