Deveria ser uma verdade autoevidente e possível de ser comprovada mediante retrospecto. Entretanto, na calada da noite, não só os gatos são pardos, como também existe uma teimosia em subverter o axioma por certo deleite na própria estupidez.
Deveria ser uma verdade autoevidente e possível de ser comprovada mediante retrospecto. Entretanto, na calada da noite, não só os gatos são pardos, como também existe uma teimosia em subverter o axioma por certo deleite na própria estupidez.
Por Edu Meirelles
(ele garante que mesmo sem ser um cronista de mão cheia, não utilizou nenhum software de Inteligência Artificial para redigir este modesto texto)
Alô, alô, torcida do Flamengo — aquele abraço. 🎵
Hoje o Mary Recomenda entra em campo de uniforme completo, microfone em punho, e coração acelerado feito Maracanã lotado aos 45 do segundo tempo.
Por Mary Luz |Os Cadernos de Marisol
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| Bora matar a saudade das folguinhas no meio da semana? |
O som das vuvuzelas ainda ecoa na nossa memória. As figurinhas coladas no caderno, os bolões que nunca ganhamos, a pizza para comemorar as vitórias da seleção, o Galvão gritando "É tetra!", o Cafu segurando o troféu do penta…
Pois prepare o coração, porque falta exatamente 1 ano para a Copa do Mundo FIFA 2026! ⚽
Muitas vezes, o futebol é tratado na literatura apenas como um cenário de fundo para romances açucarados. Mas em Eva dos Gramados, a autora Karina Dias tenta fazer algo diferente. Ela nos apresenta Eva, uma mulher que precisa equilibrar a chuteira e o coração em um país que ainda olha torto para mulheres que dominam a bola.
O que me chamou a atenção não foi o romance em si, mas a solidão da atleta. O livro toca em pontos importantes: o preconceito, a dificuldade de patrocínio e a pressão de ter que ser “duas vezes melhor” para ser notada. É uma leitura que fala sobre o direito de ocupar espaços.
Se você espera um romance de banca tradicional, talvez se surpreenda (ou se decepcione), porque aqui o jogo é real. A maior vitória da protagonista não é o troféu no final do campeonato, mas a coragem de ser quem ela é em um gramado que, por muito tempo, nos foi proibido.
É uma leitura leve, mas que carrega a urgência de quem sabe que, para uma mulher, jogar futebol ainda é um ato político.
A imagem foi congelada na tela. Cortou para a câmera 3 do estúdio, cujo enquadramento mostrava Rubão da cintura para cima.
— Quer saber como ficou o gato borralheiro trapalhão? Só depois do intervalo! — disse o comunicador. — Não perca, depois do intervalo, a transformação dos fados padrinhos.
Edu Meirelles foi acordado por Renata pouco depois do meio-dia. Ela abriu as janelas do aposento e ele, amargando uma enxaqueca proveniente da embriaguez na véspera, cobriu os olhos.
— Você e os caras quase botaram essa casa abaixo. Não me surpreende que esteja de ressaca.
— Nunca mais bebo desse jeito! Nunca mais!
— Nem na terça-feira? — Renata lançou um olhar sapeca para o amado.
— Não me diga que estamos sem luz! — desesperou-se Edu.
— Tenta o wi-fi — sugeriu Renata, irônica.
— O Meirelles proibiu wi-fi na festa… — lamentou Salamão.
— A gente cruza os braços e espera o pombo-correio chegar — debochou Kejadin. — É rapidinho!
Renata revirou os olhos.
Edu e os amigos faziam bolões futebolísticos havia décadas. Todos, todos eles, mesmo os mais recentes, estavam anotados em cadernetas. Sentados em volta da mesa retangular próxima da churrasqueira, o jornalista, que cuidava daquele legado, abriu a cadernetinha e destampou a caneta esferográfica azul para anotar os palpites de todos.
— Vou anotar bem direitinho para ninguém depois vir com caô! — Edu provocou os amigos.
Não parecia um autêntico sábado de verão. Mal começou e ficou suspenso num tempo indefinido entre tudo que acabou e tudo que jamais voltará ...