21 de janeiro | Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, lembrado em 21 de janeiro, existe para reforçar um princípio básico de qualquer sociedade democrática: o direito de cada pessoa viver sua fé — ou sua ausência de fé — sem sofrer violência, discriminação ou perseguição.
A data foi instituída no Brasil em memória de Mãe Gilda, ialorixá do candomblé que faleceu em 2000 após sofrer perseguições e ataques motivados por intolerância religiosa. Sua história simboliza milhares de outras que ainda hoje se repetem.
O que é intolerância religiosa?
Intolerância religiosa é toda forma de:
-
preconceito,
-
violência simbólica ou física,
-
discriminação,
-
tentativa de silenciamento
motivada pela crença (ou não crença) de alguém.
Ela pode aparecer de muitas formas:
desde ofensas “disfarçadas de opinião” até agressões diretas, depredação de templos e negação de direitos.
No Brasil, religiões de matriz africana são as mais atingidas, mas nenhuma fé está imune quando o respeito deixa de existir.
Fé não é arma
A liberdade religiosa está garantida na Constituição brasileira.
Isso significa que ninguém tem o direito de impor sua crença ao outro, nem de usar a religião como justificativa para humilhar, excluir ou violentar.
Fé, quando usada como arma, deixa de ser espiritualidade e vira opressão.
Combater a intolerância religiosa não é atacar religiões — é defender a convivência.
Respeito também é prática diária
Não é preciso concordar com a crença do outro para respeitá-la.
Respeito se manifesta em gestos simples:
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não ridicularizar símbolos religiosos;
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não associar fé alheia a ignorância ou maldade;
-
não silenciar quem sofre discriminação;
-
entender que o espaço público é plural.
Silêncio diante da intolerância também é uma forma de consentimento.
Por que essa data importa?
Porque intolerância religiosa não é “coisa do passado”. Ela está presente no cotidiano, nas redes sociais, nos discursos travestidos de moralidade e nas agressões que passam muitas vezes impunes.
O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa não é apenas simbólico. Ele é um convite à consciência, à empatia e à responsabilidade coletiva.
Com carinho,
dos Cadernos de Marisol 🤍

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