Mary Recomenda | Artista da Fome - Franz Kafka

 

 Um Artista da Fome: O Espetáculo do Próprio Fim 🎪🦴

Se você sente que o mundo muitas vezes não compreende a sua entrega ou o seu “jeito de ser”, reserve um lugar para esta resenha. Hoje vamos falar sobre a busca pela perfeição em um mundo que prefere o entretenimento barato. Com vocês, Um Artista da Fome, também do mestre Franz Kafka.

Este conto vai além de uma história sobre um circo; é um mergulho na alma de quem faz da sua própria dor uma forma de arte. Kafka transforma a privação em um espetáculo. Para o Artista da Fome, o jejum não era um sacrifício, era a sua única verdade — um reflexo da busca humana por algo que o mundo comum não pode oferecer.

"Simplesmente porque eu não consegui encontrar o alimento que me agradasse. Se o tivesse encontrado, pode acreditar, não teria feito nenhum alvoroço..."

Janela aberta para a incompreensão

Kafka traduz como ninguém o peso da indiferença. Para o Artista, a grade da jaula não era para prendê-lo, mas para mostrar ao mundo a sua “arte pura”. No entanto, a plateia busca apenas o choque, nunca a essência. A ansiedade de querer ser entendido e o suspense de até onde o corpo aguenta são o motor dessa narrativa.

Ele descreve como o público acaba se cansando da virtude alheia, trocando o jejum do artista pela vitalidade bruta de uma pantera. A magia está na tristeza de ser um herói de si, enquanto o mundo segue para a próxima atração.

A Injustiça e o Esquecimento

Kafka usa sua obra para lançar luz sobre a crueldade do tempo. O Artista da Fome é injustamente esquecido dentro da própria jaula, coberto pela palha e pela desatenção dos cuidadores. Ele morre pedindo perdão por não conseguir comer, quando, na verdade, era o mundo que não conseguia alimentá-lo com compreensão.

Mary Recomenda | Missão Amor - Milla Souza

 

Hoje é dia de matar a saudade das recomendações e por que não escolher um livro que decidi revisitar por estar à procura de uma história leve, bonita e ambientada em meio ao universo gamer?

Performática

eu sei, você sabe...
parecer ser,
mesmo sem ser,
sem convicção,
porque é assim que deve ser
para aparecer,
porque é esse o segredo:
um cabide de plástico
pendurando falsas ideologias,
observação feroz e detalhista,
porque sei que ser
é mais importante
do que só ser.

para quem?
e para quê?
por que ser
o que não se é,
o que se vende,
se até esse sorriso
não passa de mera conveniência,
se a verdade é só um espelho quebrado?

23 de setembro | Descoberta do planeta Netuno

 


Hoje é dia de celebrar os 180 anos da descoberta do planeta Netuno. Se a descoberta de Urano foi a vitória da persistência de um músico, a de Netuno foi o triunfo absoluto da inteligência humana. No dia 23 de setembro de 1846, o horizonte do Sistema Solar se expandiu novamente, mas desta vez, o planeta foi primeiramente calculado antes de ser “visto”. 

Se você, assim como eu, é apaixonada por Astronomia e gosta de aprender ou reaprender, fique aqui e acompanhe essa viagem que a equipe do OCDM preparou com muito carinho.

Mary Recomenda | Estranho Terráqueo - borbol.E.T.rans E.T

 

Capa do e-book Estranho Terráqueo (Reprodução/Amazon/borbol.E.T.rans)

Faz tempo que o Mary Recomenda não aparece na programação, não é? Surpreendendo um total de... zero pessoas, estamos de volta.

Descanse em paz, Ninica

 


Ela costumava gritar quando eu me mexia na cama. Acorda, mãe, eu estou faminta. Levanta logo e vem me dar de papar.

Mas hoje não. Esse silêncio foi bem estranho. Quietinha, no cantinho da gaiola, a Ninica? Muito suspeito. Ela é o tipo que, quando acorda, ninguém mais consegue dormir.

Era... Ah, eu me esqueço de conjugar o verbo no tempo mais “apropriado”, pelo menos é o que aprendi a vida inteira. Ela era uma grande amiga. Era. Ninica era.

Em algum momento da madrugada, ela se foi. Em silêncio. Como quem não encontra uma maneira melhor de se despedir porque não quer chorar e também não quer que chorem por ela.

Esse sopro que a levou daqui talvez a conduza para um lugar onde uma porquinha serelepe possa dar seus pulinhos de pipoca e mastigar feno até altas horas.

Alguns corações estão partidos nesta manhã, em choque, tentando digerir o que aconteceu. Ontem mesmo ela cornetou porque queria maçã e repolho. Como pode hoje ser somente uma lembrança?

Não sei se alguém sabe dar uma resposta reconfortante. Pode ser, inclusive, que ninguém saiba o que dizer. Pensei que teríamos mais seis anos juntas, mas o dia de amanhã é realmente uma incógnita, e a nossa senha pode chegar sem que estejamos aguardando.

Ninguém nunca sabe quando o vento vai fazer nossa alma soprar noutra parte. Só o que sei agora é que preciso me acostumar com a rotina sem ela e esperar, de todo coração, que ela seja feliz nos braços do Pai.

O gosto por existir (não sou de ninguém, nem de lugar nenhum)

Que ninguém tente me explicar que os altos e baixos ajustam a entonação da história. Nem me diga que eu não me esforço o suficiente. Que só enxergo as situações sob a lente mais cruel de todas. Que estou em busca de atenção. Que, quanto mais reclamo, mais desagradável me torno.

Mary Recomenda | Artista da Fome - Franz Kafka

   Um Artista da Fome: O Espetáculo do Próprio Fim 🎪🦴 Se você sente que o mundo muitas vezes não compreende a sua entrega ou o seu “jeito...