Destrinchando a Letra | Opinion overload - Simple Plan

 


Se você é um adolescente 30+ que viveu os anos 2000 como se não houvesse amanhã, mas naquela época não tinha dinheiro nem idade para ir a um show do Simple Plan, como está esse coraçãozinho?

Na semana passada, as redes sociais entraram em polvorosa quando o Simple Plan divulgou que sua turnê passará aqui pelo Brasil. Até o momento, as apresentações estão confirmadas no Rio de Janeiro, em Curitiba e em São Paulo, marcadas respectivamente para acontecer nos dias 13, 15 e 16 de maio. 

No entanto, só a expectativa do retorno da banda já foi suficiente para evocar as lembranças de (quase) vinte anos atrás. A única ocasião em que eu quis estar no BBB foi num momento da sétima edição, quando o SP se apresentou para os brothers e caiu na piscina também. Nossa, tirei essa do fundo do baú.

Brincadeiras à parte, a faixa escolhida para o Destrinchando a Letra de hoje é Opinion Overload, do álbum Taking One for the Team, lançado em 19 de fevereiro de 2016. Esse disco mistura o pop-punk característico da banda com influências de pop, reggae, rock e outras sonoridades.

Terças com Tita | A difícil arte de renascer

 

Deve ser muito legal fazer aniversário no Halloween. Meu plano não deu muito certo porque devo ter perdido a hora ou me distraído tanto que só percebi ter entrado na fila errada quando chegou a minha vez e já não tinha nem mais senha para distribuir.

Paciência. Como se não tivesse um pavio curto demais para linhas tão breves.

Mary Recomenda | Gostosuras, travessuras e um castiçal antigo: Especial Halloween OCDM 🕯️🦇

 


Nem todo terror é feito de sustos. Alguns se escondem nas entrelinhas, nos sussurros, nas sombras de um castiçal antigo. Estes livros nos lembram que o medo, quando bem escrito, pode ser também uma forma de arte. É nesse clima que o Mary Recomenda hoje celebra a programação especial do OCDM.

os sinais estavam claros desde antes da explosão

 

Sempre prometo não me envolver, mas quebro meu próprio juramento quando o preço do silêncio me chama à realidade. Injustiças me tiram do sério, preconceitos disfarçados de "personalidade forte", moralidade condicional, hipocrisia seletiva... 

Tem muitos sentimentos misturados, tanto que não nego a dificuldade para elencar um que possa tomar a dianteira para melhor me representar neste exato momento.

É provável que muitos concluam que não sei separar uma coisa da outra. Eu deveria me defender com parágrafos maiores do que a disposição em escrevê-los. Tolerar diferenças pontuais é tão natural na rotina que não chega a ser uma questão problemática... 

Talvez eu não saiba mesmo tolerar preconceito.

Vejo muito mais do que deveria ver. Aquilo que dói, que não sei nem nomear, que tolerância nenhuma engole sem sentir o amargor debaixo da língua e a aspereza das palavras sufocadas pela ânsia de ser a boa moça. Não que eu não me esforce para ser; contudo, parece-me totalmente sem propósito ser guiada pelo medo de desagradar. 

Não consigo aguentar calada.

O palavrão que sai no calor da raiva e vai direto para o banco dos réus sem conciliação é o elemento mais inocente nessa história toda. Todo mundo aponta o dedo para julgar os "excessos", mas ninguém realmente percebe que os sinais estavam claros desde antes da explosão.

A estrela para sempre brilhará

 

Foram três semanas muito difíceis, marcadas por uma tensão muito grande, um medo profundo de ser engolida pela onda do retrocesso. Passei muita raiva, não está escrito. Duvidei, confesso. O medo tentou ser mais forte do que tudo. Porque eu sabia o que estava em jogo. E a liberdade vale mais do que possíveis desagrados.

o tempo me mostrou que a gente só escreve em linhas tortas quando teima em continuar uma história que já acabou

 

Estou puta da cara. Estranho seria se eu não estivesse. Inserir símbolos seria suavizar demais; me falta disposição para mais autocensura. Algumas mensagens precisam da literalidade inegociável para serem entendidas. Pode ser que ainda restem dúvidas, considerando que o velho hábito de me subestimar continua tão latente... 

Não há sorriso capaz de disfarçar a percepção cínica de quem me quer no chão.

Terças com Tita | A matemática do esquecimento

 

"Que pena que a gente esquece o que aprendeu em matemática, mas não esquece os traumas."


Nunca admiti antes, por vergonha, mas não sou lá muito boa em português, não tanto quanto alguns acham que eu deveria ser. Para quem quer ser escritora, uma confissão dessas parece um sacrilégio. Antes que me atirem pedras, peço calma. Muita calma nessa hora. 

Tem tantos estudiosos que, mesmo depois de décadas de carreira, continuam tendo dúvidas e fazendo descobertas. Não serei eu, uma simples aprendiz, a encher a boca para dizer que sei tudo de tudo.

Destrinchando a Letra | Opinion overload - Simple Plan

  Se você é um adolescente 30+ que viveu os anos 2000 como se não houvesse amanhã, mas naquela época não tinha dinheiro nem idade para ir a ...