Destrinchando a Letra | Moments of Love — Cathy Dennis


Depois de revisitar uma das músicas mais marcantes de Confissões de Laly na última edição do Destrinchando a Letra, resolvi aproveitar o embalo para homenagear mais um clássico da trilha sonora da novela.
Esse acabou ficando menos conhecido porque só entrou para a playlist oficial em 2016, quando cheguei a republicar a novela no Wattpad. Mesmo assim, combina perfeitamente com a atmosfera da primeira fase: um período de paixões, descobertas, desilusões, despedidas e escolhas.
Naquela versão reescrita da novela, Moments of Love era tema romântico de Aimée Gallardo. 

O cenário musical do início dos anos 1990
No início da década de 1990, o pop vivia um momento de transformação. Enquanto a dance music continuava dominando as pistas de dança, artistas como Cathy Dennis mostravam que também havia espaço para canções românticas e mais introspectivas. Era uma época em que baladas conviviam naturalmente com hits dançantes nas rádios, e um mesmo álbum podia reunir os dois estilos.
Lançada em 1992, "Moments of Love" faz parte do álbum Into the Skyline, o segundo trabalho de estúdio de Cathy Dennis. O disco marcou uma nova fase da cantora britânica, que buscava consolidar sua carreira após o sucesso alcançado no início da década com faixas como "Touch Me (All Night Long)" e "Too Many Walls". Embora Into the Skyline não tenha repetido o enorme impacto comercial do álbum anterior, trouxe músicas que conquistaram um público fiel e evidenciaram a versatilidade da artista, alternando entre o dance-pop e baladas cheias de emoção.
"Moments of Love" também ganhou visibilidade ao integrar um episódio da série Beverly Hills, 90210, um dos maiores fenômenos da televisão nos anos 1990, ajudando a apresentar a música a um público ainda maior.
A letra não fala de um amor que está acontecendo, mas sobre a lembrança desse mesmo amor.
Ela nos lembra que algumas pessoas e alguns momentos permanecem conosco muito depois de terem passado. 
Talvez seja por isso que ela continue me emocionando tantos anos depois: porque, toda vez que a escuto, posso sentir o mesmo frio na barriga dos meus personagens vivendo suas primeiras paixões, fechando ciclos e criando aquela casquinha de proteção que só quem vive e quebra a cara desenvolve.
Por outro lado, tem lembranças com as quais a gente não mexe para não sofrer mais, sobretudo quando não depende só do nosso querer, ou quando as circunstâncias estão além do nosso controle. Ainda bem que chorar é de graça, senão eu estava lascada. Brincadeiras à parte, as recordações são o indicativo de que tudo que foi vivido foi verdadeiro, não importa o tempo que durou.

Nesse clima gostosinho para dançar abraçado com alguém especial, o Destrinchando a Letra de hoje fica por aqui. Muito obrigada pela companhia e até uma próxima!



Em queda livre


Do sofrimento da ostra nasce a pérola. 
O arco-íris é a inesquecível promessa que vem dos céus. 
A Lua cresce e diminui todo dia um bocadinho. 
Para continuar a ler, é preciso virar a página. 
A borracha apaga as marcas do grafite quando a conta não bate.
Parece contraditório defender a ideia de que podemos ouvir nosso coração no silêncio, mas fechar os ouvidos para a verdade dói numa dimensão quase insuportável.
Quero me convencer de que há um propósito para tudo e todos, carregar este fardo com a resignação que agora me falta.
Falar sobre a angústia de nunca ser ouvida.
Escrever, nem que seja em poucas palavras, o que não cabe nas linhas, o que excede...
E deixar o dito pelo não dito para quem não faz questão de entender...
Antes fosse concentrar o foco no que falta, há tantas demandas, pedras do tamanho de montanhas atravancando o caminho.
Meus pés estão cansados desses atalhos ingratos que sempre me devolvem para o abismo.
Em queda livre...


Destrinchando a Letra | Pacific coast party — Smash Mouth


Diretamente da época em que quem os escreve pintava os cabelos das Barbies com o mesmo tubo de canetinha que assinava o próprio nome na agenda do Mickey Mouse, uma música que ainda me faz sair do chão e me sentir dentro de um clipe animado.

Confissões de Laly Songs | Dos tempos do papel

 


Se em tempos em que a inteligência artificial faz muitos pensarem que a criatividade morreu, ela também nos lembra que a busca pela perfeição não pode e nem deve apagar a nossa essência. 

Percebo também que, mesmo tentando fugir, me reencontro cada vez mais nos sonhos de menina, nesses que pensei já não passarem de cinzas, me esquecendo de que, tal como a Fênix, sei ressurgir das cinzas. 

Confissões de Laly 15 anos

 

Aquela capa feita no PhotoScape 

Bem, bem antes de o primeiro capítulo de Confissões de Laly ser publicado em um site fundamental para estar aqui hoje, eu já fui uma menina de 13 anos sonhando acordada, ouvindo música, pintando os cabelos loiros das Barbies com o tubo da canetinha, acompanhada de sonhos, curtindo as férias de julho e com saudades da Copa que rendeu o pentacampeonato ao Brasil.

Selecionar fotos para publicar e honrar este dia como ele merece só parece uma tarefa simples. Sendo Laly uma figura solar, destemida, intensa e carismática, ela detestaria uma estética monocromática, polida, forjada para ser correta e agradar ao algoritmo. Porque quem desde muito cedo lutou pelo direito de existir não desiste ao encontrar uma pedra no caminho.

Todo dia é dia do rock, bebê


Fazia uma boa dezena de anos que eu não comemorava essa data. A importância dela nunca se perdeu, nem diminuiu com as intempéries no caminho, só continuou crescendo numa resistência quase insolente que não me deixa perder os rumos nesse mundo insano feito de espelhos quebrados.

🍕 10 de julho | Dia da Pizza


Venha, pode entrar! Não tem bolo, mas nossa cantina está cheirando a massa assando, queijo derretido e manjericão fresco, porque a ocasião pede. Sextou, e sextou combina com pizza.

Se você chegou até aqui atraído pelo cheiro de queijo derretido que está escapando da cantina da Malacubaca, fique à vontade. Hoje ninguém está contando calorias; a Noviça já pediu uma pizza inteira só para ela, o Vivaldo jurou que conhece a verdadeira origem da marguerita e o Luís Carlos está prestes a iniciar uma discussão completamente desnecessária sobre colocar ou não ketchup na pizza.

Enquanto a turma debate assuntos de extrema importância gastronômica, aproveite para descobrir como uma receita criada há séculos atravessou oceanos, conquistou o Brasil e acabou virando presença obrigatória nas noites de sexta-feira.

Destrinchando a Letra | Moments of Love — Cathy Dennis

Depois de revisitar uma das músicas mais marcantes de Confissões de Laly na última edição do Destrinchando a Letra , resolvi aproveitar o e...