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| Publicado originalmente em 7 de março de 2020, no blog Perguntas, prerrogativas e provocações. |
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"A culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser" — Homer Simpson
Que alegria imensa poder comemorar mais um aniversário seu, querida amiga! É sério, parece que foi ontem o seu aniversário passado, que caiu num domingo de Páscoa, e até o retrasado, aquele em que você, a Carolzinha e eu fomos àquela exposição do Monet lá no Mueller, mas cá estamos, um ano de muitos mais que esperamos vê-la celebrar.
A vida adulta pesa consigo. São tantos compromissos, afazeres e prazos que o cansaço responde antes do corpo, porém as verdadeiras amizades não são taças de material frágil, a fortaleza delas é comparável aos troncos dos carvalhos e resistem àquelas fases em que a rotina parece sufocar a criatividade, desbotar as cores e ser cumprida de forma mecânica.
Nossos amigos são esses faróis que nos lembram de quem somos quando a tristeza tenta confundir os sentidos, mesmo quando pensamos estar sós. Cada reunião serve de bálsamo para acalmar o coração a respeito daquilo que não depende somente de nós, recarregar as energias e agradecer pelos momentos em que simplesmente deixamos a seriedade de lado e rir, brincar, sem ouvir as groselhas que a pressa se antecipa em dizer para pesar o clima.
Nunca terminamos um ano do mesmo jeito que começamos. Suas mudanças de visual delimitaram as várias fases de 2025. O resultado fica em segundo plano quando você para e reflete que ao menos você se permitiu mudar, arriscar, não deixou tudo só na promessa, esperando um dia perfeito que pode nunca vir.
Talvez você não sinta isso agora, mas se você olhar para trás, não deixe de sentir orgulho de si pelas inúmeras conquistas. Não abra mão da sua independência por nada, nem por ninguém. Você merece ser feliz e guardar espaço na alma para carregar os seus sonhos, não as críticas alheias, nem os pré-conceitos de ninguém.
Você não é um “tanto faz”, você merece ser amada por alguém que deseje estar ao seu lado, sem desculpas, sem joguinhos. Você merece um brinde no alto de uma cobertura, com alguém que segure na sua mão e veja o fulgor das estrelas no seu olhar, alguém que, ao te abraçar, sinta a responsabilidade de cuidar do seu mundo inteiro. Não aceite menos, nem quando a carência vier com conversinha mole.
Mas hoje o choro só está liberado se for de alegria e emoção. Lute com unhas e dentes pelos seus sonhos, seja uma leoa determinada, seja por você antes de qualquer outra pessoa. Sofrer na vida faz parte, porém, não se torture pelo que não depende de você e tenha a certeza de que o mesmo vento que arrasa tudo que vê pela frente também é aquele abraço gostoso num dia abafado.
Perdoa o textão e se eu viajei muito na maionese tentando “falar bonito”. Não sei me limitar às frases feitas, gosto de não colocar amor em tudo que faço, em cada palavra escolhida e pensada para fazer sentido daqui a muitos anos ou diversas outras versões suas — e não somente neles.
Saúde, alegria, paz, realizações, prosperidade, amor, coragem, determinação… ah, são tantos os pedidos. Que a luz do seu sobrenome te guie a cada escolha e essa mensagem te abrace caso eu não esteja por perto. Obrigada por existir.
Com carinho,
Mary =)
Mas, para além dos gênios de museu, a arte é, sobretudo, a ferramenta que a humanidade encontrou para dar forma ao que não se pode tocar: o sentimento, a dor, o pânico e, por fim, a esperança.
A arte como sobrevivência
Às vezes, pensamos na arte como um luxo, mas para muitos de nós, ela é um item de sobrevivência. É a "tristeza diferente" que a Lisa Simpson expressa no saxofone quando o mundo ao redor parece devolver apenas incompreensão.
A arte está no mural que colore o concreto cinza de Curitiba, mas está principalmente na música que nos salva quando o mundo lá fora está barulhento demais. Está na literatura, onde personagens como encontram o espaço para existir que a realidade insiste em nos negar.
O Sagrado no cotidiano
Neste dia, enaltecemos Da Vinci, que unia ciência e estética com perfeição. Entretanto, eu convido você a olhar para os artistas invisíveis:
Aquele que escreve poesias na gaveta para não esquecer quem é.
O autor independente que luta contra o bloqueio criativo e o calor do dia a dia para publicar na Amazon.
Quem transforma o caos doméstico em crônica para não deixar a alma murchar.
Para mim, escrever é o meu território soberano, com suas Perguntas, prerrogativas e provocações. É o lugar onde o barulho alheio não entra e onde eu mando e desmando no tempo. Escrever vai além de um simples ofício, significa proteger um espaço sagrado onde o grito do mundo não pode me alcançar.
O Convite
A perfeição é uma utopia da arte; acima de tudo, ela precisa de verdade. Por isso, deixo uma provocação: qual foi a última vez que você se permitiu criar algo sem o peso do julgamento alheio?
Hoje, tente algo novo. Rabisque um papel, escreva um verso, ouça uma música que te transporte para longe. Deixe a arte ser o bálsamo para os seus dias tensos. No fim das contas, se a realidade é estreita, a arte é o que nos permite respirar.
Tenho um pé atrás com continuações ou reencontros porque quase sempre eles não correspondem às expectativas. Se seu desejo é ler uma resenha acadêmica, técnica, detalhada e repleta de palavras difíceis, esse post não é para você. Quero conversar com aquela jovem que um dia eu fui, sem "higienizar" minha história porque fulana pode ficar chocada com as anedotas de alguns anos atrás, sem me envergonhar das páginas zoadas, dos tombos e até das referências que solidificaram a personalidade.
Publicado originalmente em 7 de março de 2020, no blog Perguntas, prerrogativas e provocações. ele nunca foi o algoz refletiu a represent...