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🍕 10 de julho | Dia da Pizza


Venha, pode entrar! Não tem bolo, mas nossa cantina está cheirando a massa assando, queijo derretido e manjericão fresco, porque a ocasião pede. Sextou, e sextou combina com pizza.

Se você chegou até aqui atraído pelo cheiro de queijo derretido que está escapando da cantina da Malacubaca, fique à vontade. Hoje ninguém está contando calorias; a Noviça já pediu uma pizza inteira só para ela, o Vivaldo jurou que conhece a verdadeira origem da marguerita e o Luís Carlos está prestes a iniciar uma discussão completamente desnecessária sobre colocar ou não ketchup na pizza.

Enquanto a turma debate assuntos de extrema importância gastronômica, aproveite para descobrir como uma receita criada há séculos atravessou oceanos, conquistou o Brasil e acabou virando presença obrigatória nas noites de sexta-feira.

Malacubaca na Copa 2026 | Pé-frio ou coincidência desastrosa?

 

A fama de pé-frio de Noviça no futebol foi vista como um alento aos internautas, sobretudo porque a própria diva parece levar a brincadeira toda na esportiva e compartilhar as postagens mais engraçadas nas suas redes sociais. Foi assim que teve início a campanha para ela declarar torcida para a Argentina contra o Egito. 

Para quem esteve distante ou acaba de chegar aos babados da Copa, vale recapitular o histórico da Noviça desde o início do torneio.

Malacubaca na Copa 2026 | Tudo começou com uma bola murcha

 

Vivaldo se tornou alvo de chacota por causa da soletração mais vexaminosa que a própria eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo. Pode até ter sido realmente um ato falho ou uma confusão momentânea, dadas as circunstâncias, mas a internet não perdoou.

Muito se especula como o tetracampeão conseguiu autorização para lecionar, já que é docente da disciplina de Motivação no Esporte na UNIRUBÃO e percorre o país ministrando palestras.

A assessoria da UNIRUBÃO foi localizada, mas preferiu não comentar o caso.

Malacubaca na Copa 2026 | Uma quase análise com quase craques (é o que nosso orçamento permite)


Com o adiamento de México e Inglaterra por uma hora devido às tempestades na Cidade do México, o pós-jogo da Malacubaca continuou repercutindo a vexatória eliminação do Brasil diante da Noruega.

Malacubaca na Copa 2026 | Deu a louca no bolão


Nada como um dia após o outro e uma cobrança de pênaltis para dar aquela calibrada nas expectativas. 
Os videntes L & L quase não dão conta das mensagens que chegam pelas redes sociais, tudo porque Senegal realmente avançou para a segunda fase do torneio e o Brasil venceu o Japão no sufoco, mas sem levar para os pênaltis. 
Sem a maldição do alfabeto, o Brasil tem chances reais de levantar a taça e quebrar esse jejum de duas décadas sem um título mundial. Vencidos os Samurais Azuis, a depender de uma combinação de resultados, pode dar Brasil e Argentina numa semifinal com cara de final, prova de resistência para cardíacos, para enfrentar a pedreira do outro lado do chaveamento.
De acordo com os videntes, a final será a vez do Brasil comer esse prato frio, com a elegância de quem ri por último. Pois, sim, após enfrentar a Argentina de Messi, a Seleção chega em 19 de julho para fazer história.
Agora vamos comemorar mais uma eliminação da Alemanha. A Maldição do 7 a 1 está on e não é lorota dos videntes. A tabela abaixo está pronta para quem quiser voltar aqui em 2042 (se essa página ainda existir até lá) e confirmar.

2018 — eliminado na fase de grupos pela Coreia do Sul
2022 — eliminado na fase de grupos depois de perder pro Japão 
2026 — eliminado nos 16 avos de final pelo Paraguai (e nos pênaltis)
2030 — eliminado pela China na fase de grupos
2034 — eliminado pela Turquia nas oitavas de final
2038 — eliminado pelo Japão nas quartas de final
2042 — cai na fase de grupos e nem pontua 

Se por acaso eles errarem alguma previsão, vocês já sabem: foi culpa da IA. Algum sacana usou os videntes para fazer deepfakes e não se fala mais sobre isso. Caso acertem, melhor ainda.
Mary transcreveu no papel os palpites dos videntes, mas não se responsabiliza por eventuais crises de riso do outro lado da tela. 

Os videntes querem lembrar que em 2002 eles previram Brasil e México na final... ao menos o Brasil eles acertaram... hihihi 

Malacubaca na Copa 2026 | Muito suco de maracujá na causa


Um gole de suco de maracujá, Rubão. A noite mal começou. 
Se o Neymar entrará em campo, ninguém sabe ao certo, mas o rei da televisão correria para as colinas se pudesse. Nem preciso recapitular todas as pérolas da dupla Edu Meirelles e Vivaldo para o respeitável público, elas falam por si. 
— Em que posição o Brasil vai se classificar? 
— Campeão que é campeão não escolhe adversário, então, que venha a Holanda! — declara Edu Meirelles. 
— Desde que o Brasil faça gol, não importa quem venha pela frente... — concorda Vivaldo.
— E se os alienígenas aparecerem durante a partida? — pergunta Rubão, sem qualquer esperança na resposta.
— Se vierem em paz, podem assistir ao jogo conosco — responde Edu Meirelles.
— Desde que façam gol... — acrescenta Vivaldo.
— ALIENÍGENAS NÃO JOGAM FUTEBOL, VIVALDO!
— Vocês estão botando fé nessa previsão de invasão alienígena no campo? — pressiona Rubão, tudo para evitar o gatilho do "gol", senão Vivaldo não para mais de falar.
— Deixei de acreditar em previsões falaciosas no início deste mundial — dissimula Edu. 
— Pois a nossa produção conseguiu entrar em contato com a assessoria de imprensa dos videntes L & L. Após semanas dedicadas a una peregrinação en local não divulgado, eles estão de volta.
A câmera mostra a cara de decepção de Eduardo Meirelles.
— Queiram entrar, videntes L & L! — convida Rubão. — A casa é de vocês!

Os videntes surgem lentamente pelo corredor do estúdio e, claro, sempre tem câmeras exclusivas da Malacubaca para mostrar a cena de todos os ângulos. Apesar dos trajes extravagantes de seus alter egos místicos, ambos usam a camisa jeans oficial da Malacubaca, com o cachorro mascote bordado à mão sobre o peito. Um deles carrega uma pasta repleta de anotações indecifráveis; o outro segura um cristal que parece ter sido comprado numa loja de R$ 1,99.
Rubão respira fundo. Eduardo Meirelles desvia o olhar para o teto. Vivaldo sorri como se estivesse reencontrando velhos amigos.
— Quem é vivo sempre aparece! — Rubão se dirige aos videntes para cumprimentá-los. — A gente já estava com saudades de vocês por aqui. Quantos anos de peregrinação? Quinze?
— Pensei que vocês tivessem se aposentado depois de tanta bola fora — debocha Edu.
— A gente vai se aposentar no mesmo dia em que você ganhar a Bola de Ouro honorária — reage Lilly (a vidente L), mordaz.
— Essa doeu até em mim, mana! — diz Luís Carlos, o vidente L. 
— Eu ri, mas com respeito. — Vivaldo se manifesta.
— Respeito é algo que ninguém tem por um homem que poderia ter revolucionado o futebol... — desabafa Edu.
— Ah, Lilly, não acredito que interrompi minhas férias pra isso — reclama Luís Carlos. 
— Até que uma invasão alienígena não seria de todo uma tragédia — murmura Rubão, esvaziando o jarro de suco de maracujá e bebendo como se fosse energético.
— O Meirelles já é caso perdido, já começou a acreditar nas próprias fanfics — caçoa Lilly.
— Olha quem fala, a vidente que só dá bola fora e prevê o que já aconteceu.
— Sabe quando você vai ser titular da seleção? Eu digo quando: quando você for dormir. Sonha que é de graça, vacilão.
— Se vocês começarem de picuinha, corto os microfones de todo mundo e acabo com essa palhaçada! — Rubão bronqueia com todos os presentes. — Essa é uma transmissão de respeito! A família brasileira está reunida para acompanhar o futebol e não um bando de palhaços com delírios de grandeza querendo aparecer mais do que a bola no pé. Estou falando: se vocês começarem de picuinha, do próximo jogo ninguém participa! Vou dar cartão vermelho pra todo mundo!
— Tecnicamente eu nem falei tanto assim — Luis Carlos cochicha com Lilly.
A câmera fecha no Rubão enquanto ele aponta o dedo para todos:
— Estou falando sério! Fui bem claro ou vou precisar desenhar?
Silêncio. O suco de maracujá acabou e a paciência do patrão também. 
Não à toa o comunicador se sente o motorista de uma excursão repleta de crianças travessas batendo pratos, cantando alto, correndo, desafiando todas as leis do bom senso. É um fala-fala danado, um querendo falar por cima do outro...
— Sobre a possibilidade de invasão alienígena — Lilly pede a palavra —, nunca ouvi tanta abobrinha.
— Não tem previsão de invasão alienígena?
— Então não tem nave-mãe? Não tem estádio sobrevoado? Não tem Neymar sendo levado para outro planeta?
Lilly suspira.
— Rubão, isso é o equivalente esotérico de corrente de WhatsApp. Além disso, o vidente L e eu decidimos em comum acordo interromper nossas férias... nossa peregrinação porque estavam fazendo deepfakes com previsões fajutas e alarmistas utilizando nossos nomes, inclusive, palpites da Copa.
— Essas previsões aí usando nosso nome são todas falsas — confirma o vidente L, olhando compenetrado para a bola de cristal.
— Muitos videntes sem credenciamento aproveitam períodos de grande mobilização nacional para fazer profecias apocalípticas e implantarem a semente do terror coletivo, mas essa bola de cristal que já viu o passado e o futuro prevê vitória do Haiti contra o Marrocos.
— E hoje? Vai dar Brasil? — pergunta Rubão.
— Ah patrão, você acredita em Papai Noel? Porque acreditar nesses dois aí dá no mesmo que acreditar em Papai Noel.
— Você arrisca um palpite de quem será o adversário do Brasil na próxima fase? — Rubão ignora os protestos de Eduardo.
— Agora é fácil culpar as deepfakes — reclama o bonitão.
— Quer eu transforme esse aí em sapo? — propõe Lilly.
— Vou dar mais uma colher de chá — sentencia Rubão para Eduardo. — Na próxima é cartão vermelho!
— Mal acerta o placar de uma partida, vai me transformar em sapo... 
— 

 

Malacubaca na Copa 2026 | Secador às avessas


— Por que você está ouvindo Mick Jagger? — pergunta Renata ao entrar na sala e encontrar Edu batucando animado no tampo da mesa dele.
— Estou aquecendo os tamborins para o Dia do Rock — responde Eduardo. — Acabando o São João, tem o Dia do Rock. Eu quero é rock, bebê!

Malacubaca na Copa 2026 | O retorno dos que nunca foram

 

Uma partida foi suspensa devido às fortes chuvas na Filadélfia. Com isso, a Malacubaca trabalha dobrado para responder às indagações dos espectadores sobre a carreira de Vivaldo, o tetracampeão. 

Figurinha carimbada nos jogos da Seleção, imortalizou o bordão "Pra ganhar tem que fazer gol. Sem gol não tem vitória. Sem vitória não tem taça. Sem taça não tem festa." Ninguém sabe muito bem como ele foi parar na Malacubaca, mas esse agregado — diga-se de passagem — foi ficando, ficando... Parece que sempre esteve ali.

Malacubaca na Copa 2026 | Os segredos de um quase craque


Eduardo Meirelles pode até não ser o mascote da Copa, mas está sempre na boca do povo. Que ele é o artilheiro do time dos jornalistas da emissora, ninguém contesta. O ego, no entanto, ultrapassa o tamanho do Maracanã. Se duvidar, não está conformado até agora de não ter sido convocado para defender a Seleção.

Malacubaca na Copa 2026 | Teorias da conspiração na calada da noite


A televisão falava sozinha na sala escura. Na poltrona, Luís Carlos roncava, alheio aos comentários de Rubão na mesa-redonda pós-jogo. Lilly cochilava refestelada no sofá... até o celular vibrar ruidosamente.
Apavorados, os irmãos videntes charlatões tropeçaram na escuridão tentando identificar de onde vinha o som, se não estavam delirando ou dentro de um sonho daqueles bem esquisitos.
— Você ativou o despertador pra assistir ao jogo do Paraguai? — ralhou Lilly. — Quase me matou do coração, hein?

Malacubaca na Copa 2026 | Enquanto você lia essas desventuras, eles erraram mais uma previsão


Quando ela chega, não tem jeito. A gente se envolve. Uns mais, outros menos. Quem não gosta não entende que o significado vai além de 22 homens atrás de uma bola... 
É o frio na barriga, a tradição em campo, a televisão sintonizada na Malacubaca, o bolão da família, o animal vidente, as promessas, o ressoar das vuvuzelas, o cheirinho de pipoca com manteiga, do churrasco na brasa, o grito de gol que vem lá do fundo da garganta, do fundo da alma, que grita tudo que está engasgado, que até esquece um pouco dos problemas e das mágoas. 
Num abraço apertado, pula-se e festeja-se como se a torcida estivesse ali pertinho, vibrando a vitória, o entusiasmo e a bem-vinda injeção de ânimo que não vem em melhor hora.
Mas a festa não se faz sozinha...

Arquivo Malacubaca | Trolada pelos nutricionistas (2013)

 



Essa diva é boa de garfo, mas, quando quer entrar em forma, não mede esforços para fazer bonito. Vocês devem saber como é. Agenda lotada, muitos compromissos, a pressão para estar sempre enxuta. Uma diva acumula muitas responsabilidades; comigo não poderia ser diferente.

Eu tinha um casamento para ir e queria chamar mais atenção do que a noiva, se bem que eu já causo naturalmente graças aos meus atributos — valeu aí, mãe natureza! — que deixam as outras mordidas de inveja. No entanto, entre um sonho de goiaba e outro, perdi o controle e a balança reclamou. Não sendo lá muito fã de puxar peso, fazer caretas e nada que me faça suar, estava quebrando a cuca para fazer as pazes com o espelho (apesar de sermos best friends) sem sofrer muito.

Uma coisa bacana de ter uma amiga como a Lilly é que ela sempre conhece alguém que pode oferecer ótimos serviços cobrando uma pechincha.

— Se você precisa enxugar alguns quilinhos para fazer bonito com o vestido pink, recomendo que conheça os irmãos nutricionistas que só atendem divas — recomendou a Lilly, me ajudando a pintar as unhas.

— Eles só atendem divas?

— E com hora marcada — lembrou Lilly. — É bom se apressar porque a agenda deles é muito cheia.

— Eles são bons mesmo?

— Os melhores. Só trabalham com divas e ainda por cima fazem um preço camarada.

— Diva que é diva adora uma pechincha.

No final daquele mesmo dia, recebi um e-mail com um folder promocional dos NUTRICIONISTAS DAS DIVAS e entrei em contato imediatamente com a secretaria deles. Uma voz melíflua me atendeu, marcando uma consulta para dali a dois dias. Fiquei radiante! Pensei que seria o máximo e que logo estaria desfilando com o meu vestido pink, esbanjando elegância e deixando as falsianes da redação roxas de recalque.

Os profissionais atendiam num prédio comercial requintado no coração do Batel. Logo na recepção, percebi que o negócio era de alto nível. Poltronas de veludo, espelhos dourados e um perfume suave no ar que lembrava jasmim. Fui encaminhada para o consultório principal, onde dois homens elegantíssimos me esperavam, vestindo jalecos impecáveis com as iniciais gravadas em fio de ouro. Um deles tinha sotaque francês e o outro ostentava uma postura dinamarquesa irretocável. Senti que estava na elite da saúde!

— Bonjour, Carmen Angélica. Vimos que o seu brio necessita de um realinhamento metabólico celular — disse o irmão francês, analisando-me com um carão clínico de milhões.

Eles prescreveram um "elixir da perfeição das divas", uma fórmula secreta importada diretamente de Copenhagen que, segundo eles, faria a gordura derreter na velocidade máxima de um contra-ataque. O único problema era o cheiro do bendito xarope: um aroma tridimensional que lembrava bueiro entupido em tarde de chuva no Rebouças. Mas diva que é diva sustenta o laquê e engole o que for preciso pelo manequim 36!

Para complementar, eles me encaminharam para uma aula experimental de aeróbica com um personal trainer da academia VIP do prédio. E adivinhem quem era o instrutor? O legítimo SÓSIA do Edu Meirelles! A mesma gola polo, o mesmo topete indestrutível e o mesmíssimo cinismo de catálogo! Eu odeio suar, odeio fazer careta levantando peso, mas ver o clone do Meirelles gritando comandos de posicionamento geométrico na pista me deu um brio tão monumental que pulei corda até o laquê derreter por completo!

No dia seguinte, na redação da Malacubaca, eu já estava pleníssima espalhando a fofoca. Joguei na cara da Bilu Valdez e do Edu que tinha perdido 8 kg em apenas três dias com o tratamento escandinavo. O Edu ficou possesso, achando que era bruxaria corporativa, e a Bilu quase caiu dura de tanto invejar o meu foco tático! Como sou uma colega prestativa, levei o frasco do elixir e servi o chá fedorento em copinhos de plástico para as meninas da redação, jurando que era a salvação da paróquia. O resultado? Meia hora depois, havia uma fila extraordinária de repórteres e produtoras interditando o banheiro da emissora com uma pane gastrointestinal histórica! Tarja preta total!

O meu verdadeiro calvário, contudo, foi o drama do sonho de goiaba. Os nutricionistas cortaram impiedosamente as minhas cotas da iguaria do Seu Getúlio. Passar de um estoque livre para apenas UM mísero sonho de goiaba por dia foi de uma crueldade digna de vilão de novela das nove. Eu ficava ali na calçada, namorando a barraca à distância, chorando no closet com o estômago roncando e olhando para aquelas fatias de bolo com o âmago arranhado. Quase uma mártir!

Na manhã seguinte, quando fui me pesar no banheiro para celebrar mais um quilo perdido, a balança estava de brincadeira comigo: GANHEI 5 KG POR COMER UM PEDAÇO DE BOLO.

Jaqueline parou em frente à porta entreaberta do banheiro:

— Qual é o drama agora?

— Drama? — choraminguei. — DRAMA?

— Deve ser consciência pesada, não é não? — Ela não iria perdoar o pedaço de bolo surrupiado da geladeira na noite anterior, sem deixar nem uma migalha para os cachorros dragas.

— Ninguém engorda 5 kg comendo um mísero pedaço de bolo — justifiquei-me, estarrecida, magoada, com o âmago arranhado. — Puxa vida! Eu estou me dedicando tanto, me sacrificando absurdamente...

— Quase uma mártir dos sonhos de goiaba...

— Nem me fale em sonhos de goiaba — cobri as mãos no rosto para romper em lágrimas.

Ficar sem sonhos de goiaba estava acabando comigo tanto quanto da vez em que eu passei uma semana numa cidade que não vendia sonho nem de nata. Não sei como sobrevivi a tamanha negligência. — Não me torture!

— A consciência pesada faz o resto do trabalho — argumentou a pestinha, saindo correndo para a cozinha.

— Consciência pesada, é?

Foi aí que os meus disquetes processaram a informação e eu descobri a falcatrua: a Jaqueline tinha adulterado as engrenagens da balança só para me sacanear! Eu não tinha emagrecido nem engordado um único miligrama. Os nutricionistas das divas eram uma fraude e a minha filha era uma sabotadora de dietas!

De qualquer maneira, cansei-me desse negócio de dieta. Eu estava ficando deprimida de namorar os sonhos de goiaba à distância, não sirvo para puxar ferro em academia e muito menos para fazer esses regimes malucos que deixam o sistema em frangalhos. Nada como uma bela cesta de sonhos de goiaba do Seu Getúlio para comemorar o fim do carma e o retorno triunfal da diva ao topo da passarela!

Malacubaca | Em time que está ganhando não se mexe?

 

Ilustração autoral do Zecão, o mascote futebolístico da Malacubaca (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary)

A quem interessar possa, este texto foi avaliado com rigor técnico pela equipe da Malacubaca/OCDM. Não foram encontrados indícios de Inteligência Artificial. Edu Meirelles também afirma não ter um ghostwriter. Enquanto isso, divirtam-se... ou revoltem-se!

Deveria ser uma verdade autoevidente e possível de ser comprovada mediante retrospecto. Entretanto, na calada da noite, não só os gatos são pardos, como também existe uma teimosia em subverter o axioma por certo deleite na própria estupidez.

O Falastrão | S i n o p s e

 

No cenário vibrante e caótico de Balneário dos Anjos, o horário do meio-dia sempre teve um rosto. No entanto, num belo dia… só que não, um novo rosto surgiu nas telinhas, substituindo o antigo. Muitos dirão “rei morto, rei posto”, faz parte da dança das cadeiras, a verdadeira estrela é a notícia…

Sim, mas neste caso, o homem mordeu o cão. Tino Cavalli não quer apenas informar; quer brilhar mais do que os refletores do estúdio, os furos de reportagem e as notícias extraordinárias… nada pode chamar mais atenção do que seu sorriso treinado… ou não…

O problema é que, na Malacubaca, as luzes costumam queimar quando o ego brilha demais… ou não.

O Falastrão é uma mergulho ácido nos bastidores de uma televisão onde tudo e mais um pouco podem acontecer… ou não… tudo bem, só para não perder o costume.

#BastidoresTV #HumorÁcido #NovelaOriginal #TinoCavalli #Malacubaca

Arquivo Malacubaca | Nas ondas da Malacubaca, especial de réveillon (1938)

 Muito, muito antes de Noviça ser a primeira-dama das viradas de ano da Malacubaca, a então estação de rádio não deixava os últimos suspiros do ano passarem em branco. Orgulhosamente, direto dos bastidores da Rádio Malacubaca, a cobertura especial de um réveillon inesquecível. 🌟

Arquivo Malacubaca Especial de Natal | Parte 8: Fim de festa? (2013)

 

Parte 8: Fim de festa? 

— Minha amiga oculta — anunciou Edu, segurando um embrulho cor-de-rosa com detalhes de patinhas: — É... Ela é... Bom… Ela é... Ela gosta de cachorrinhos…
 
Jaqueline sorriu e levantou-se do sofá para receber o presente.

— Eu não vim com discurso pronto, sabe como é… não sou muito bom em discursar como o nosso amigo Luís Carlos, mas quem sabe faz ao vivo. — Edu brincou com a amiga oculta: — Eu havia pensado em comprar o cd da Anitta, mas… acho que disso você fará mais proveito.

Arquivo Malacubaca Especial de Natal | Parte 7: Amigo oculto ou amigo da onça? (2013)

 

Parte 7: Amigo oculto ou amigo da onça?



Narrador: E voltamos! Voltamos com o Especial de Natal da Mão de Vaca… ops… da Malacubaca… ( resmungou baixinho) Estagiário folgado. Não, não, não quis dizer isso, quis dizer: o estagiário é o meu aliado. Tem alguém aqui que não seja eu? Se estiver, por favor, levanta a hashtag #amigoocultoMalacubaca…

William, com cara de poucos amigos, ensaboava os talheres de má vontade e Edu, ao lado dele, tomava conta dos copos. A pia ainda estava atulhada de louças sujas.

— Eu disse… Eu disse… O pior papel sempre é o meu! — choramingou William.
— Agradeça por não ser o anfitrião. — Edu deu uma piscadela marota para o melhor amigo: — Eu disse que minha casa estava em reforma. — deu de ombros. — Jogo de cintura, meu caro.
— Você, hein? Só me fala disso agora, pilantra?
— Vê lá, Will. Pilantra, não. O mundo é dos espertos, Will.
— O castigo vem a cavalo, malandro. Quer dar uma de esperto, mas vai se dar mal. Curioso isso, né? Desde que te conheci, sua casa está sempre em reformas, sua tia-avó já morreu umas duzentas vezes, seu sósia não se cansa de te colocar em encrencas e agora vem com esse caô de ser finalista do Prêmio Ratatouille.

Arquivo Malacubaca Especial de Natal | Parte 6: Quem cozinha não lava (2013)

 

Parte 6: Quem cozinha não lava

 



Mais nenhum convidado deu o ar da graça. Noviça, negando até o fim a vontade de cear, olhou as horas e solicitou a atenção de todos:

— Espero que tenham guardado lugar no estômago porque a ceia foi preparada para contemplar todos os gostos.

Todos comemoraram.

— Se houver mais alguém aqui que por costume não consuma carne animal, preparei alternativas vegetarianas… — anunciou a diva.
— Filipo agradece a consideração — manifestou-se Jaqueline.
— De novo esse troço de Filipo? — ralhou Noviça.
— Quem é Filipo? É namoradinho? — perguntou Edu Meirelles.
— É um porco! — explicou Jaqueline.
— Mais que o Luís Carlos? — provocou Edu. — Porque para superar o Vacão tem que ser porco ao nível executivo.

Arquivo Malacubaca Especial de Natal | Parte 5: É pavê ou é pacumê? (2013)

 


Parte 5: É pavê ou é pacumê? 


Narrador da Malacubaca: Voltamos com esse Especial de Natal… Se é que do outro lado existe alguma pessoa nos vendo. Marcianos, alô. Se estiverem nos assistindo, deem um sinal, qualquer que seja ele… Ok, OK. Falando sozinho ou não, o Natal continua… E os convidados aos poucos estão chegando. Vocês sabem, festa em família tem as figuras lendárias: você, ao centro, aquela pessoa que se descabelou, pechinchou, suou em frente ao forno e mal tem tempo de se arrumar porque já tem que recepcionar a todos. No mais, torça para ser divertido, no fim das contas…

******

Edu Meirelles, em pessoa, desceu do carro.

— E não é que ele veio? — espantou-se Jaqueline.

Música: Oh Yeah — Yello.

— Mais cuidado com os meus presentes, se não for pedir muito! — pediu Edu a William.
— Nem pense em vir com aquelas piadinhas do tempo que se amarrava cachorro com linguiça — recomendou Gladys.

A estrela para sempre brilhará

  Foram três semanas muito difíceis, marcadas por uma tensão muito grande, um medo profundo de ser engolida pela onda do retrocesso. Passei ...