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Mary Recomenda | Beleza oculta — Lucinda Riley

"Se olharmos para esse cenário desolador, a maior lição que fica é justamente o valor de proteger a dignidade humana. O maior bem-estar e a maior utilidade que podemos extrair ao entrar em contato com essas dores do passado é usar essa indignação como combustível para blindar o nosso presente contra qualquer intolerância. A memória dessas injustiças serve para que a gente nunca se esqueça de valorizar a vida, a liberdade e o respeito mútuo. Transformar esse ódio pelo que aconteceu em uma determinação firme de espalhar empatia e justiça no mundo de hoje é a melhor forma de gerar o máximo de bem coletivo."

Devo estar a alguns passos de me tornar rabugenta, mas... não me importo. Ou eu morri por dentro, ou estou exigente demais. Faço-me essas indagações sem nenhuma certeza de resposta, porque é bem provável que eu não a encontre.
Geralmente, o Mary Recomenda não indica livros os quais eu não tenha gostado ou pelo menos aproveitado algo de bom neles. Foi movida por esse interesse que iniciei a leitura de Beleza Oculta, da saudosa Lucinda Riley.

12 de março | Dia do Bibliotecário 📚✨💼

Nada como homenagear nossa lendária Biblioteca Pública do Paraná (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary)


Muitas vezes, as melhores histórias não são aquelas que criamos do zero, mas as que descobrimos ao navegar pelo caos organizado da informação. Confesso que, nas minhas próprias jornadas — seja tentando decifrar o mistério do universo ou buscando a precisão histórica para as crônicas da Malacubaca —, foram os bibliotecários que seguraram a minha lanterna. Eles são os GPSs humanos de um mundo que insiste em se perder no excesso de dados.

Por isso, neste 12 de março, deixo aqui uma reflexão sobre a importância desses profissionais e um pouco da história que envolve esta data no Brasil. Afinal, se o escritor é quem semeia as histórias, o bibliotecário é quem garante que o solo esteja sempre fértil para quem deseja colher conhecimento.

Mary Recomenda | Leitura Rubro-Negra: Livros para quem ama o Flamengo 🔴⚫

Se tem uma coisa que rubro-negro sabe fazer, além de sofrer e comemorar como ninguém, é contar história. Poucas torcidas têm uma bibliografia tão rica, cheia de memória, paixão, política, folclore e emoção.

Para celebrar o Flamengo, sua trajetória de 130 anos e curtir esse clima gostoso de Libertadores, preparei uma seleção de livros reais, perfeitos para quem quer mergulhar no universo do Mais Querido — seja pela literatura, pela história, pelas táticas ou pela saudade.

Aperte o cinto, ajeite a camisa e bora para essa lista.

Mary Recomenda | Especial Dia da Consciência Negra

 

No Dia da Consciência Negra, a literatura se torna uma ponte: não para falar por alguém, e sim para ouvir, respeitar e aprender com quem viveu e vive realidades que o Brasil insiste em apagar.

Nesta edição especial do Mary Recomenda, a equipe do OCDM preparou uma lista de obras indispensáveis para quem deseja ampliar o olhar, desenvolver empatia e compreender melhor camadas profundas da nossa história, identidade e desigualdade.

Mary Recomenda | A Hora da Estrela — Clarice Lispector



Hoje a indicação é de um livro curto no tamanho, mas enorme no impacto. Um daqueles que a gente lê em poucas horas, mas que fica ecoando na cabeça, como se Clarice tivesse soprado perguntas que não querem calar.

Mary Recomenda | Nunca se esqueça: O Menino, a Toupeira, a Raposa, o Cavalo e a Tempestade — Charlie Mackesy



A edição extraordinária do Mary Recomenda hoje é de um livro que eu ainda não tive a oportunidade de ler, mas se trata da continuação muito especial da aventura de quatro amigos muito especiais. 
Se você estava sentindo saudades do menino, da toupeira, da raposa e do cavalo, a espera chegou ao fim.

Mary Recomenda | Queria morrer, mas no céu não tem tteokbokki — Baek Se-hee

O Mary Recomenda de hoje presta tributo a uma autora que partiu recentemente, cuja perda nos deixou em estado de choque, consternação e profunda tristeza. Na última semana, recebemos a notícia da precoce morte da escritora sul-coreana Baek Se-hee, com apenas 35 anos.

Mary Recomenda | Leituras de agosto

Sexta-feira é dia de acompanhar as dicas do Mary Recomenda e nada como uma boa retrospectiva das leituras de agosto para te ajudar a escolher o próximo livro do seu coração.

Mary Recomenda | Fogo Morto - José Lins do Rêgo

 


Hoje é sexta-feira e você já sabe que no OCDM tem literatura no happy hour, tem Mary Recomenda, sempre com uma sugestão de leitura para o fim de semana ou, neste caso, para o mês.

O livro de hoje dispensa longas apresentações, a típica “leitura de vestibular”, que pode afugentar muitos leitores num primeiro momento. Essa obra-prima do escritor paraibano José Lins do Rego merece um espaço especial aqui no blog porque já esteve na lista das obras indicadas para resolver as questões de literatura do vestibular da UFPR.

Minha resenha é simples e resumida. Não sou especialista em literatura, só quero deixar minhas considerações sinceras sobre um livro que me atravessou mais do que eu esperava.

Mary Recomenda | Belo mundo, onde você está? - Sally Rooney

 

🌍 Mary Recomenda: Belo mundo, onde você está? – Sally Rooney

Um retrato desencantado de uma geração que sente demais — e disfarça

Autora: Sally Rooney
Gênero: Romance contemporâneo, drama existencial
Páginas: 352
Editora: Companhia das Letras


🖋️ O que esperar?

Sally Rooney escreve sobre pessoas que pensam demais, amam com dificuldade e veem a vida sem glitter.
Belo mundo, onde você está? não é exceção.
Mas, ao contrário dos livros anteriores, aqui há uma leve evolução, um passo a mais no amadurecimento narrativo — e na dor também.


🧠 Sobre o que é?

Alice é uma escritora que alcançou fama, mas não encontra sentido em nada.
Eileen é sua amiga de longa data, trabalha como editora e parece viver à sombra da própria vida.
Simon, ligado à Eileen, funciona como seu porto-seguro — sem grandiosidades, apenas sendo.
As relações são exploradas com silêncios, e-mails extensos e reflexões pesadas sobre política, fé, decadência do mundo e o que significa amar em tempos de ruína.


🎭 O que me marcou

  • Alice e Eileen são, para mim, complementares.
  • É como se cada uma carregasse uma parte da Frances, de Conversas entre Amigos.
  • Agora, no entanto, o olhar é mais maduro, mais existencial.
  • Aqui não tem ninguém correndo atrás de casamento antes dos 30.
  • Não tem disputa amorosa boba, nem personagens sonsas.
  • Tem mulheres cheias de falhas, dúvidas e autoconsciência.


📚 Estilo da Rooney (e o que pode incomodar)

  • As discussões filosóficas e políticas voltaram nas longas conversas por e-mail, praxe das obras de Rooney

  • Há um viés político evidente, especialmente à esquerda, o que pode afastar leitores de outras visões.

  • A escrita não é poética, mas visual, quase cinematográfica.

  • Não há grandes acontecimentos — mas muitos silêncios que dispensam parágrafos rebuscados.

  • É uma leitura que exige disponibilidade emocional e paciência.

  • E o mais importante: não espere romance “água com açúcar”.


💬 Um livro para quem…

  • já se perguntou se o mundo ainda vale a pena

  • sente que a maturidade chega cheia de desânimo e lucidez

  • busca personagens que não vivem pra agradar

  • está pronto pra ler sobre o amor sem maquiagem


✨ Avaliação pessoal:

📚 Rooney não escreve para ser adorada. E talvez por isso, seu trabalho me ensinou muito.
Seus livros não tentam agradar. Eles somente existem — como suas personagens: intensas, reais, um pouco tristes e muito humanas.
⭐️⭐️⭐️⭐️☆

Mary Recomenda | Três - Valérie Perrin

 


Sabe aquele tipo de livro que você termina e sente que viveu uma vida inteira com os personagens? É exatamente o que acontece em Três, da Valérie Perrin. Não é apenas uma história sobre amizade; é um mergulho profundo no que o tempo faz conosco — com as promessas que fazemos aos dez anos e com as cicatrizes que acumulamos até os quarenta.

26 de junho | Dia Internacional de Combate às Drogas

 


💔 Mel era linda, inteligente, cheia de futuro. Mas bastou uma porta errada se abrir para que tudo virasse neblina.

📺 Em O Clone (2001), muitos brasileiros viram pela primeira vez a dependência química ser tratada com verdade emocional na TV aberta. Mas ao contrário do que os resumos de novela podem sugerir, a trajetória da Mel (Débora Falabella) não começou nas drogas — começou na tristeza que ninguém viu.

👨‍👩‍👧 Lucas, o pai, era mocorongo e alheio, mais preocupado em reviver a adolescência perdida. Maysa, a mãe, no início era mais preocupada com aparências do que com presenças. E foi com Dalva, a empregada, que Mel encontrava o afeto real — aquele que vem com escuta, com cuidado, com colo.

🖤 Mel já era uma menina depressiva, sufocada pelas cobranças, pela ausência emocional dos pais e pela angústia de não conseguir ser o que esperavam. As drogas entraram como válvula de escape. O colapso foi só a consequência.

📣 Mel não queria morrer. Queria parar de doer.

Mary Recomenda | Conversas entre amigos - Sally Rooney

 

Quando o afeto não cabe nas definições — e nem sempre no final esperado

Autora: Sally Rooney
Gênero: Romance contemporâneo, drama psicológico
Páginas: 336
Editora: Companhia das Letras


✍️ Sinopse emocional

Frances e Bobbi, ex-namoradas e melhores amigas, são jovens intelectuais de Dublin, vivendo o início da vida adulta com sarcasmo, insegurança e aquela sensação de que o mundo espera mais delas do que elas sabem dar.
Ao conhecerem Melissa, uma escritora mais velha, e Nick, seu marido ator, se envolvem em uma teia de relações silenciosas, intensas e desconfortáveis.
Frances, que tenta manter o controle de tudo — da mente ao corpo — acaba envolvida emocionalmente com Nick, e isso desencadeia o que talvez seja sua primeira crise real de identidade e pertencimento.


🎭 O que me tocou (e o que me incomodou)

Na época em que li, tinha outra percepção sobre a vida, logo, não fui justa nas considerações, mas me vi profundamente atraída pela relação entre Frances e Nick.
Isso me causou conflito, raiva, confusão — porque eu achava que ela devia ficar com a Bobbi. Entretanto, o livro não entrega o que se espera. Ele te força a ver que os sentimentos nem sempre seguem o roteiro.

Por outro lado, me senti deslocada de certos aspectos do livro:
As discussões geopolíticas em banquetes, os diálogos que parecem sempre carregados de um tipo de intelectualismo emocional que nem todo mundo compartilha.

A autora tem um posicionamento claramente à esquerda, o que pode afastar quem não compartilha das mesmas ideias.
Isso não torna o livro ruim — mas talvez menos acolhedor para quem vem de fora dessa bolha.


🧠 Forma e estilo

A escrita de Rooney não é poética.
É visual, quase como um roteiro cinematográfico, o que explica a adaptação fácil para o audiovisual.
Poucos grandes acontecimentos, muitas camadas internas.
Para quem procura ritmo e clímax, pode parecer arrastado.
Para quem aceita a lentidão da dor e do afeto real, é uma experiência silenciosamente marcante.


🪞 Frances é uma jovem de 21 anos — e isso é importante

Frances é madura demais em alguns pontos e absurdamente perdida em outros.
Mas é coerente: ela tem 21 anos.

O livro, inclusive, me fez refletir sobre essa fase da vida, onde se pensa demais e sente-se tudo em silêncio.
E talvez por isso o final — em aberto — tenha me frustrado na época.
Hoje, o entendo como um retrato fiel da incerteza que é amar e viver aos vinte e poucos. Estamos aprendendo, quebrando a cara, mudando de ideia, e isso não cabe num simples epílogo.


✨ Avaliação pessoal

📚 Conversas entre Amigos me marcou por causa do que não disse em voz alta.
E me incomodou pelo mesmo motivo.
É um livro que propõe mais do que entrega — mas talvez seja essa a ideia.
⭐️⭐️⭐️⭐️☆

Mary Recomenda | Minha vida de menina - Helena Morley

Segunda versão da identidade visual do Mary Recomenda

Sexta-feira combina com Mary Recomenda e hoje decidi trazer uma obra que conheci meio ao acaso, anos atrás, e que se tornou um divisor de águas para mim. Já aviso: já sofri hate por defender esse livro, mas não me importo. O ódio alheio geralmente é apenas um espelhamento; a pessoa projeta em nós o que ela não suporta em si.

Mary Recomenda | A Amiga Maldita - Beatrice Salvioni

 📖 A Amiga Maldita, de Beatrice Salvioni

Quando o título engana e a verdade emociona

Autora: Beatrice Salvioni
Gênero: Ficção histórica, drama psicológico
Páginas: 336
Publicação: 2023
Ambientação: Itália fascista sob o regime de Mussolini

Mary Recomenda | A Marca Humana - Philip Roth

Hoje o Mary Recomenda traz uma indicação para quem não tem receio de ser tirado da zona de conforto. Se você sente que vivemos em uma era onde o linchamento moral virou esporte nacional, você precisa ler Philip Roth. Publicado em 2000, A Marca Humana é um espelho cruel da sociedade que prefere destruir uma reputação a tentar entender a complexidade de um ser humano.

A história se passa no final dos anos 90, sob a sombra do escândalo Clinton-Lewinsky. É o cenário perfeito para Roth dissecar o moralismo seletivo. O protagonista, Coleman Silk, é um professor respeitado que vê sua vida desmoronar devido a uma única palavra. Ele é acusado de racismo por um mal-entendido bobo, e a velocidade com que seus colegas e alunos se voltam contra ele é assustadora. É aquele tipo de “justiça” que não quer ouvir a defesa; quer apenas o sangue do culpado da vez.

O que torna tudo mais profundo (e genial) é o segredo de Silk: ele é um homem negro que passou a vida inteira se fazendo passar por branco. Essa revelação vira o livro do avesso. Roth nos joga na cara a pergunta: quem tem o direito de decidir quem somos? E como a sociedade se sente no direito de “marcar” alguém para sempre?

O livro também é um retrato visceral da velhice. Coleman e o narrador, Nathan Zuckerman, são homens que carregam o peso do tempo e das histórias que não podem mais ser reescritas. A relação de Silk com Faunia, uma mulher marcada por traumas e muito mais jovem, é tratada com uma crueza que incomoda, mas necessária para mostrar que a vida não é um romance de banca, ela é feita de perdas, desejos e sobrevivência.

Philip Roth não escrevia para agradar. Ele escrevia para tirar a película de falso moralismo que a gente usa para se proteger. Ele nos lembra que a “marca humana” é exatamente essa mancha que todos carregamos, mas que muitos fingem não ver em si enquanto apontam o dedo para o vizinho.

Minhas impressões: Ler A Marca Humana é um exercício de resistência. É um livro denso, ácido e absurdamente atual. Em tempos de julgamentos rápidos e prints fora de contexto, a obra de Roth é um grito de alerta: a verdade nunca é simples. Se você busca uma leitura que te agregue e que te faça questionar a própria natureza dos linchamentos virtuais, esse é o caminho.

Elementar, meu caro leitor: hoje é dia de Sherlock Holmes

 


Uma homenagem ao detetive mais famoso do mundo — e ao homem que o criou

Por Mary Luz


Hoje, 22 de maio, é celebrado o nascimento de Sir Arthur Conan Doyle (1859–1930), o escritor escocês que deu vida a um dos personagens mais icônicos da literatura: Sherlock Holmes. Com sua mente lógica, frases célebres e uma habilidade impressionante de desvendar mistérios, o detetive atravessou gerações e continua inspirando leitores, cinéfilos e roteiristas.

Gostaria de agradecer à Carol, minha irmã e também leitora do OCDM, pela sugestão de post. 🩷

Terças com Tita | Como a escrita salvou minha infância e me ensinou a resistir


Como a escrita salvou minha infância e me ensinou a resistir
Por Tita


Hoje me peguei lembrando do dia em que alguém me ouviu pela primeira vez — de verdade. Não foi em casa. Não foi entre colegas. Foi num momento simples, numa sala de aula barulhenta, com cheiro de merenda e barulho de ventilador.
Foi a primeira vez que senti que escrever poderia me salvar.
Nem todo mundo vai entender o que isso significa. E tá tudo bem. Porque escrever, para mim, é como conversar com a menina que fui e dizer a ela: “Você não estava errada. Só nasceu num mundo que ainda não sabia como lidar com a sua força.”
Este é um pedaço da minha memória guardado com grafite, dor e alguma poesia.

Mary Recomenda | Querida Kitty - Anne Frank

 



Hoje é sexta-feira e nada como sextar acompanhando o Mary Recomenda.
Na edição de hoje, nossa convidada especial é Anne Frank e sua Querida Kitty.
Bora pegar um cafezinho?

1⁰ de maio | Dia da Literatura Brasileira


Enquanto o mundo lembra dos direitos trabalhistas neste feriado de 1º de maio, o Brasil tem também outro motivo de celebração: o Dia da Literatura Brasileira, uma homenagem à arte que registra a alma do nosso povo — a escrita.

A data marca o nascimento de José de Alencar, em 1829, um dos principais nomes do Romantismo brasileiro e autor de obras que ajudaram a moldar a identidade cultural do país.

José de Alencar: o romancista da brasilidade

José de Alencar não escreveu apenas histórias de amor: ele criou mitos nacionais, valorizou o indígena como herói, retratou o sertão com realismo e deu protagonismo à mulher em uma sociedade ainda conservadora.

Suas obras mais conhecidas:

  • O Guarani (1857): Aventura indígena com ares épicos.
  • Lucíola (1862): Uma cortesã com alma sensível e crítica à hipocrisia social.
  • Iracema (1865): A "virgem dos lábios de mel" tornou-se símbolo da formação do povo brasileiro.

Literatura: mais que letras, é memória viva


A literatura brasileira é o espelho da nossa história:

É onde estão os sonhos das meninas que queriam estudar, os gritos sufocados dos que foram silenciados, a beleza da nossa terra, as dores das nossas injustiças, os amores que resistem ao tempo.

Ler um autor brasileiro é ouvir o eco das vozes que ajudaram a formar o Brasil, com toda sua complexidade e beleza.

Curiosidade: o Brasil escreve sua história em várias vozes


  • Cecília Meireles, que nos ensinou a poesia do tempo.
  • Carolina Maria de Jesus, que escreveu o Brasil real com o caderno do lixo.
  • Machado de Assis, que riu da elite com ironia e genialidade.
  • Lygia Fagundes Telles, que retratou a alma feminina como ninguém.
  • Conceição Evaristo, que faz da palavra uma arma de luta e amor.

Escrever é resistir. Ler é sonhar.

A literatura brasileira é uma ponte entre o que fomos, o que somos e o que ainda podemos ser. No Dia da Literatura Brasileira, celebre lendo, escrevendo, ouvindo histórias — e valorizando cada palavra que nos aproxima da nossa própria identidade.

Manifesto de uma nefelibata #2

Nem todas as boas histórias começam com "era uma vez", suspeito que as primeiras páginas contem sobre paredes rabiscad...