![]() |
| Captura de tela do The Sims 4 (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary) |
A vida universitária corrobora uma teoria que eu queria veementemente ter refutado: os idiotas também chegam ao ensino superior.
![]() |
| Capa da edição brasileira de Minha amiga Anne Frank, publicado pela Buzz Editora |
Livros necessários nem sempre são fáceis de serem digeridos, sobretudo quando eles nos mostram uma realidade dura, penosa e inimaginável para nós, uma história que não devemos nos esquecer para não repeti-la. O Mary Recomenda de hoje é dedicado a discorrer sobre Minha amiga Anne Frank, de Hanna Pick-Goslar, a querida Hanneli, mencionada no diário de Anne Frank.
![]() |
Se já escrevi, não lembro quando, mas não é a primeira vez que me questiono o porquê de a nostalgia Y2K resgatar e reciclar o que tinha de mais abjeto naquela longa década. Permaneci alguns segundos dramáticos fitando a tela, tentada a apagar essas ideias ridículas e pelo menos tentar seguir o tal fluxo, abraçar a nostalgia e ignorar a podridão varrida para debaixo do tapete.
Hoje o post é diferente. Neste 8 de março, decidi trazer uma obra que não apenas se lê, mas se sente como um ato de justiça. Se você, assim como eu, acredita que a história é feita de muitas vozes (e que muitas delas foram caladas), a recomendação de hoje é obrigatória: Nós, Mulheres, da brilhante Rosa Montero.
![]() |
| Após a chuva de verão (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary) |
"Eu não sou uma fraude por não saber tudo porque tenho a humildade de buscar aprender o que não sei. Minha força não está na perfeição da regra, mas na precisão da minha observação, de rir dos meus erros."
Quando Pedro Bial se referia aos participantes do BBB como “nossos heróis”, a pergunta que surgia sempre era: heróis de quê? Eles estavam confinados em uma casa, vivendo suas experiências privadas, enquanto o mundo lá fora precisava de heróis reais: médicos, voluntários, pessoas que enfrentam guerras e desastres naturais. O heroísmo verdadeiro não aparece em reality shows, mas no trabalho invisível de auxiliar o próximo.
O Mary Recomenda de hoje vem com o pé na porta, mas por uma boa razão: a indicação de hoje, definitivamente, não é para os fracos.
Sandy Leah cantou muito bem sobre ter grandes sonhos, as costas doerem, ser jovem demais para ser velha e velha demais para ser jovem. Há anos vivemos nesse limbo paradoxal, mesmo que cada geração vivencie uma época da vida em um contexto bem diferente do que o dos pais e avós.
Com a mesma idade, minha avó tinha uma casa própria. Mamãe tinha uma filha adolescente e um veículo velho na garagem. Eu mal tenho uma casa para chamar de própria. Quanto aos filhos, só os de quatro patas e, olhe lá; não está fácil mimar a cambada.
Eu não sabia a melhor forma de começar, mas optei pela franqueza. O assunto hoje é muito sério e diz respeito a todas nós, pouco importam quais sejam as nossas diferenças. Somos todas mulheres e, portanto, corremos o mesmo risco de perder a vida por sermos quem somos.
Alguns livros nos arrebatam de maneira silenciosa, mas profunda. A voz que ninguém escutou é um desses casos. Trata-se de uma narrativa densa e pungente, que atravessa décadas de história brasileira — do Estado Novo à Ditadura Militar — com coragem e sensibilidade. Mais do que uma ficção, é uma memória coletiva transfigurada em arte.
Que ninguém tente me explicar que os altos e baixos ajustam a entonação da história. Nem me diga que eu não me esforço o suficie...