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| Após a chuva de verão (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary) |
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| Após a chuva de verão (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary) |
"Eu não sou uma fraude por não saber tudo porque tenho a humildade de buscar aprender o que não sei. Minha força não está na perfeição da regra, mas na precisão da minha observação, de rir dos meus erros."
Quando Pedro Bial se referia aos participantes do BBB como “nossos heróis”, a pergunta que surgia sempre era: heróis de quê? Eles estavam confinados em uma casa, vivendo suas experiências privadas, enquanto o mundo lá fora precisava de heróis reais: médicos, voluntários, pessoas que enfrentam guerras e desastres naturais. O heroísmo verdadeiro não aparece em reality shows, mas no trabalho invisível de auxiliar o próximo.
O Mary Recomenda de hoje vem com o pé na porta, mas por uma boa razão: a indicação de hoje, definitivamente, não é para os fracos.
Sandy Leah muito bem cantou sobre ter grandes sonhos, as costas doerem, ser jovem demais para ser velha e velha demais para ser jovem. Há anos vivemos nesse limbo paradoxal, mesmo porque cada geração vivencia uma época da vida em um contexto bem diferente dos nossos pais e avós.
Com a mesma idade, minha avó tinha uma casa própria. Mamãe tinha uma filha adolescente e um veículo velho na garagem, eu mal tenho uma casa para chamar de própria. Quanto aos filhos, só os de quatro patas e olhe lá, não está fácil mimar a cambada.
Alguns livros nos arrebatam de maneira silenciosa, mas profunda. A voz que ninguém escutou é um desses casos. Trata-se de uma narrativa densa e pungente, que atravessa décadas de história brasileira — do Estado Novo à Ditadura Militar — com coragem e sensibilidade. Mais do que uma ficção, é uma memória coletiva transfigurada em arte.
Autora: Beatrice Salvioni
Gênero: Ficção histórica, drama psicológico
Páginas: 336
Publicação: 2023
Ambientação: Itália fascista sob o regime de Mussolini
Sinto, dia após dia, o olhar enviesado de quem espera que eu me encaixe.
Porque não suporto blazer que me aperta, salto que me cala, nem a obrigação de parecer adulta para satisfazer expectativas alheias.
Gosto de roupas que contam quem sou — e não de figurinos pensados para agradar o LinkedIn dos outros.
Julgar meu profissionalismo pelo que visto é uma das formas mais escancaradas de misoginia estrutural.
A régua da maturidade é torta. E pesa só para um lado.
📚 Os Cadernos de Marisol
🌍 12 de janeiro de 2010: um desastre sem precedentes abala o Haiti
Há 15 anos, em 12 de janeiro de 2010, o Haiti foi atingido por um dos terremotos mais devastadores da história recente, com magnitude de 7.0 na escala Richter. O epicentro do tremor ocorreu a apenas 25 km da capital Porto Príncipe. O desastre causou a morte de mais de 230 mil pessoas e destruiu a infraestrutura de um país já empobrecido e vulnerável. Mais de 1,5 milhão de haitianos ficaram desabrigados, e o número de feridos foi incalculável.
Você já percebeu como o Top 50 do Spotify parece uma playlist de castigo?
Castigo, não.
Tortura.
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| O intelecto está de barriga vazia, e a obsessão pela estética nos conduz ao ápice da estupidez e intolerância. |
Em tempos de onde modismos vêm e vão, a busca pela aparência “perfeita” parece estar conduzindo a sociedade a um ciclo interminável de tendências vazias. Sejam os padrões de barriga negativa, músculos à mostra, ou as dietas extremas que prometem resultados milagrosos, a prioridade da estética sobre o caráter nos desafia a refletir: até onde estamos dispostos a ignorar o essencial por aquilo que é passageiro?
⚠️ AVISO IMPORTANTE Este post, assim como o e-mail e a própria existência do personagem Tino Cavalli, faz parte do universo ficcional das ob...