Já faz tempo que o Destrinchando a Letra dá o ar da graça na programação do OCDM, mas antes tarde do que mais tarde, temos uma edição extraordinária. O motivo: um sonho. Se você aceitar café com bolo, posso detalhar melhor essa aventura.
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Terças com Tita | Simplesmente Tita, simplesmente emo
Quis ser muitas coisas nesta vida. Entre elas, ser cantora e líder de uma banda de rock. Como desafino cantando até "Parabéns a você", tentei escrever boas letras, as quais admito serem melhores do que muita coisa que toca nos top 50 dos aplicativos de streaming musical, mas isso é conversa para outro dia.
Nunca consegui reunir pessoas suficientes para formar um grupo musical, como também nunca fundei um clubinho lá na tenra infância; porém, a inteligência artificial me permitiu realizar esse desejo de ver minhas letras transformadas em canções.
Simplesmente Tita | Teasers de músicas
Decidi compartilhar com vocês alguns testes que fiz com o novo recurso do Gemini,que permite criar músicas. Na versão grátis, os créditos são poucos e o tempo de duração também é curtinho, 30 segundos. Na versão pró talvez seja possível explorar melhor a sonoridade, porém esses vídeos são algumas das tentativas de versos que são de minha autoria, mas ganharam uma sonoridade toda especial.
Destrinchando a Letra | 25 anos de All that you can't leave behind
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| All that you can't leave behind comemora jubileu de prata |
Em outubro de 2000, a banda irlandesa U2 lançou seu décimo álbum de estúdio, All That You Can’t Leave Behind, marcando mais que um lançamento: um reencontro com sua essência. Produzido por Brian Eno e Daniel Lanois, o álbum representou uma volta ao rock melódico, após anos de experimentação sonora nos anos 90.
Destrinchando a Letra | Flowers – Miley Cyrus
Alguns poderão dizer que agosto é o mês do desgosto, mas não aqui no OCDM. Prova disso é a escolha do primeiro Destrinchando a Letra, nada menos do que um hit de Miley Cyrus, que pode muito bem servir para embalar o Dia do Solteiro, celebrado no próximo dia 15, além de nos lembrar que, às vezes, a melhor declaração de amor é saber deixar alguém ir.
Destrinchando a Letra | I Love Rock 'n Roll – Joan Jett & the Blackhearts
Julho está chegando ao fim, mas para fechar o mês do rock com chave de ouro e muita atitude, o Destrinchando a Letra de hoje taca o pé na porta com Joan Jett & the Blackhearts.
“I love rock 'n' roll / So put another dime in the jukebox, baby”
Aqui, a sofrência não tem vez. Aqui, é rock 'n roll, atitude, rebeldia. Aqui, não tem espaço para clean girls e sua paleta de bege-vômito a verde-cocô-de-barata, não tem submissão para macho escroto, é energia de mulher empoderada de verdade mandando a real… aqui, somos weird girls com orgulho, batom vermelho, estampas que não querem combinar, muito rock tocando na vitrola e amor, só se for de alguém que não tem receio da verdadeira energia feminina, a da mulher que subverte o sistema em vez de se moldar a ele.
Destrinchando a Letra | (I can't get no) Satisfaction
🎙️ "I can’t get no satisfaction / 'Cause I try and I try and I try and I try..."
Lançada em 1965, “(I Can’t Get No) Satisfaction” é um hino de inconformismo que atravessou gerações. Os Rolling Stones, com sua aura provocadora e sexual, deram voz a uma juventude que já não se contentava com o que a sociedade vendia como “felicidade”.
No Destrinchando a Letra de hoje, mergulhamos na revolta de Mick Jagger e Keith Richards contra a padronização do consumo, a hipocrisia midiática e o vazio existencial de um mundo cada vez mais plástico. A música é mais do que um desabafo: é uma crítica enérgica à cultura de massas e aos padrões impostos — inclusive ao que se esperava dos próprios roqueiros.
Destrinchando a Letra | I Was Made for Lovin’ You — KISS
Na virada da década de 70 para os anos 80, o KISS ousou ao lançar uma canção que unia o peso do rock com os elementos dançantes da Disco Music. “I Was Made for Lovin’ You” não somente marcou uma das fases mais comerciais da banda, como também revelou que até o rock mais performático podia, sim, falar de amor — e falar bem.
Destrinchando a Letra | War Pigs – Black Sabbath
O grito anti-guerra que moldou o heavy metal
Imagine um campo de batalha em chamas. Sirenes ecoando como lamentos. O céu cinza de fumaça e medo. Agora troque as armas por guitarras e a submissão por denúncia. É nesse terreno que o Black Sabbath finca os pés para compor War Pigs, talvez uma das maiores críticas musicais à guerra já escritas.
Lançada em 1970, a música não só escancara os horrores da guerra do Vietnã, como também constrói uma narrativa política densa — onde os verdadeiros vilões vestem terno e assinam decretos de morte no conforto de gabinetes. Aqui não se canta por cantar: se canta para gritar.
Destrinchando a Letra | Walking on the moon - The Police
Julho é o mês do Rock “n” Roll, bebê. E aqui no OCDM é julho o ano inteiro, então nem venha com sofrência e autotune que aqui amamos solos de guitarra, coturnos, letras atemporais e metáforas etéreas.
Neste mês, o Destrinchando a Letra será totalmente dedicado ao rock. Para iniciar com estilo e tradição, a escolha de hoje é Walking on the moon, do The Police.
Abelha-rainha (10/09/2017)
Porque você era a
abelha-rainha
Mentora intelectual de todo
mal
Acompanhada dos fiéis
seguidores
Sua última palavra se fez
ordem
Boatos reverberaram pelos
corredores.
E
eu, eu não tive para onde correr...
E
eu, eu não tive onde me esconder...
Eu
não tive alguém para me socorrer...
Movida pelo ódio tórrido e
irracional,
Me acusou de não levar na
brincadeira
Os adultos compraram a sua
versão,
Que descanse em paz aquela
lancheira.
Sua risada sempre me
desconcentrou,
Das minhas lágrimas você
debochou
Porque minha desgraça te
entretinha.
Desfilou nas passarelas de
papel picado
Ostentando na cabeça a coroa
de latão.
Milhões de reputações você
ceifou
Por pura e simplesmente
diversão.
E
eu, eu não tive como me divertir...
E
eu, eu não tive como te impedir...
Eu
não tive quem acreditasse em mim...
Textões descrevem a doce
infância
Sorrisos, brincadeiras,
modinhas.
Naquela fotografia eu não
apareço
Tudo o que você me fez passar
Abelha-rainha, eu jamais me
esqueço.
Para as atrocidades sem
retratação,
Tardará também o desejo de
perdão.
Encarregam o tempo de ser,
de ser
De ser o grande senhor da
razão,
Encarregam o tempo de fazer,
fazer
Fazer a justiça dar a cada
um
O que por direito é seu, é
seu, é seu...
O tempo se atrasou,
abelha-rainha,
Do preconceito floresce a
intolerância,
O senhor da razão tem a
visão míope,
A maldade é formosa e
eloquente
E eu, uma criatura magoada e
impaciente.
Mimimi, você pode até
dizer...
Mimimi, pra você que nunca
foi piada,
Tudo o que ofenda a
integridade alheia,
É motivo para cair na
gargalhada...
Mimimi, você pode até
dizer...
Mimimi, porque não é com
você...
Mimimi, porque não foi você
que cresceu
Olhando a felicidade do alto
da janela...
Mimimi, porque você jamais
chorou
E padeceu ao inferno da
inadequação
Que gente como você à
revelia me impôs...
Mimimi, você pode até
dizer...
Mimimi eu quero ver quando a
justiça se fizer...
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Manifesto de uma nefelibata #2
Nem todas as boas histórias começam com "era uma vez", suspeito que as primeiras páginas contem sobre paredes rabiscad...


