Malacubaca na Copa 2026 | Deu a louca no bolão


Nada como um dia após o outro e uma cobrança de pênaltis para dar aquela calibrada nas expectativas
Os videntes L & L quase não dão conta das mensagens que chegam pelas redes sociais, tudo porque Senegal realmente avançou para a segunda fase do torneio e o Brasil venceu o Japão no sufoco, mas sem levar para os pênaltis. 
Sem a maldição do alfabeto, o Brasil tem chances reais de levantar a taça e quebrar esse jejum de duas décadas sem um título mundial. Vencidos os Samurais Azuis, a depender de uma combinação de resultados, pode dar Brasil e Argentina numa semifinal com cara de final, prova de resistência para cardíacos, para enfrentar a pedreira do outro lado do chaveamento.
De acordo com os videntes, a final será a vez do Brasil comer esse prato frio, com a elegância de quem ri por último. Pois, sim, após enfrentar a Argentina de Messi, a Seleção chega em 19 de julho para fazer história.
Agora vamos comemorar mais uma eliminação da Alemanha. A Maldição do 7 a 1 está on e não é lorota dos videntes. A tabela abaixo está pronta para quem quiser voltar aqui em 2042 (se essa página ainda existir até lá) e confirmar.

2018 — eliminado na fase de grupos pela Coreia do Sul
2022 — eliminado na fase de grupos depois de perder pro Japão 
2026 — eliminado nos 16 avos de final pelo Paraguai (e nos pênaltis)
2030 — eliminado pela China na fase de grupos
2034 — eliminado pela Turquia nas oitavas de final
2038 — eliminado pelo Japão nas quartas de final
2042 — cai na fase de grupos e nem pontua 

Se por acaso eles errarem alguma previsão, vocês já sabem: foi culpa da IA. Algum sacana usou os videntes para fazer deepfakes e não se fala mais sobre isso. Caso acertem, melhor ainda.
Mary transcreveu no papel os palpites dos videntes, mas não se responsabiliza por eventuais crises de riso do outro lado da tela. 

Os videntes querem lembrar que em 2002 eles previram Brasil e México na final... ao menos o Brasil eles acertaram... hihihi 

⛪ Dia de São Pedro | 29 de junho

⛪ Dia de São Pedro | 29 de junho

Entre a fé, a pescaria e as fogueiras de junho

Hoje, 29 de junho, celebramos o Dia de São Pedro, uma data tradicional no calendário cristão e muito presente nas festas populares brasileiras. Por aqui, o OCDM acende a fogueira simbólica, pendura as bandeirinhas no varal da memória e te convida pra conhecer quem foi esse santo tão importante para o catolicismo — e por que ele é tão querido nos arraiais pelo Brasil afora.

Quem foi São Pedro?

São Pedro foi um dos doze apóstolos de Jesus e é considerado o primeiro papa da Igreja Católica. Seu nome original era Simão, mas Jesus o rebatizou como Pedro, que significa "pedra" ou "rocha", simbolizando que ele seria o alicerce da Igreja.

Homem simples, pescador de profissão, Pedro é descrito nos evangelhos como impulsivo, corajoso e de fé intensa — embora também tenha negado Jesus três vezes antes do canto do galo, o que o humaniza profundamente na narrativa cristã.

Segundo a tradição, Pedro foi martirizado em Roma no ano de 64 d.C., crucificado de cabeça para baixo por não se julgar digno de morrer como Cristo.

Protetor dos pescadores, porteiros e viúvas

No Brasil, São Pedro é amplamente cultuado como padroeiro dos pescadores e das viúvas, além de ser o "chaveiro do céu" — aquele que, segundo a crença, guarda as chaves do paraíso.

Sua imagem com as chaves nas mãos aparece em muitas igrejas, e seu nome batiza inúmeras cidades, portos, paróquias e festas tradicionais. No imaginário popular, é São Pedro quem “abre as torneiras do céu”, sendo também associado à chuva.

São Pedro nas festas juninas

Se Santo Antônio é o santo casamenteiro e São João é o mais animado das festas juninas, São Pedro costuma ser o santo do encerramento.

Em várias regiões do Brasil, o dia 29 de junho marca o fim do ciclo de festas de junho. É comum ver procissões marítimas, especialmente em cidades litorâneas, como homenagem dos pescadores ao seu padroeiro. Fogueiras, quadrilhas e comidas típicas continuam firmes — mas com um tom mais solene, de agradecimento e fé.

🪕 E claro: em algumas tradições, se você não casou com Santo Antônio nem com São João… ainda dá tempo de apelar pra São Pedro!

Crenças populares ligadas ao santo

🌧️ Dizem que se chover no dia de São Pedro, é sinal de que ele "deixou a torneira aberta lá no céu".

🔑 Também há quem diga que, se você pedir algo com fé a São Pedro, ele destranca até as portas mais difíceis.

⚓ Em cidades como Salvador, Belém e Paraty, a festa de São Pedro é celebrada com procissões marítimas que encantam moradores e turistas.


Tradição que resiste

Mesmo com o tempo passando e as festas juninas mudando de formato, as homenagens a São Pedro continuam vivas. Seja na fé do pescador que entra no mar, no portão decorado de bandeirinhas ou no milho verde assando no fogão, há um pedacinho de São Pedro nas memórias de muitos brasileiros.

Malacubaca na Copa 2026 | Muito suco de maracujá na causa


Um gole de suco de maracujá, Rubão. A noite mal começou. 
Se o Neymar entrará em campo, ninguém sabe ao certo, mas o rei da televisão correria para as colinas se pudesse. Nem preciso recapitular todas as pérolas da dupla Edu Meirelles e Vivaldo para o respeitável público, elas falam por si. 
— Em que posição o Brasil vai se classificar? 
— Campeão que é campeão não escolhe adversário, então, que venha a Holanda! — declara Edu Meirelles. 
— Desde que o Brasil faça gol, não importa quem venha pela frente... — concorda Vivaldo.
— E se os alienígenas aparecerem durante a partida? — pergunta Rubão, sem qualquer esperança na resposta.
— Se vierem em paz, podem assistir ao jogo conosco — responde Edu Meirelles.
— Desde que façam gol... — acrescenta Vivaldo.
— ALIENÍGENAS NÃO JOGAM FUTEBOL, VIVALDO!
— Vocês estão botando fé nessa previsão de invasão alienígena no campo? — pressiona Rubão, tudo para evitar o gatilho do "gol", senão Vivaldo não para mais de falar.
— Deixei de acreditar em previsões falaciosas no início deste mundial — dissimula Edu. 
— Pois a nossa produção conseguiu entrar em contato com a assessoria de imprensa dos videntes L & L. Após semanas dedicadas a una peregrinação en local não divulgado, eles estão de volta.
A câmera mostra a cara de decepção de Eduardo Meirelles.
— Queiram entrar, videntes L & L! — convida Rubão. — A casa é de vocês!

Os videntes surgem lentamente pelo corredor do estúdio e, claro, sempre tem câmeras exclusivas da Malacubaca para mostrar a cena de todos os ângulos. Apesar dos trajes extravagantes de seus alter egos místicos, ambos usam a camisa jeans oficial da Malacubaca, com o cachorro mascote bordado à mão sobre o peito. Um deles carrega uma pasta repleta de anotações indecifráveis; o outro segura um cristal que parece ter sido comprado numa loja de R$ 1,99.
Rubão respira fundo. Eduardo Meirelles desvia o olhar para o teto. Vivaldo sorri como se estivesse reencontrando velhos amigos.
— Quem é vivo sempre aparece! — Rubão se dirige aos videntes para cumprimentá-los. — A gente já estava com saudades de vocês por aqui. Quantos anos de peregrinação? Quinze?
— Pensei que vocês tivessem se aposentado depois de tanta bola fora — debocha Edu.
— A gente vai se aposentar no mesmo dia em que você ganhar a Bola de Ouro honorária — reage Lilly (a vidente L), mordaz.
— Essa doeu até em mim, mana! — diz Luís Carlos, o vidente L. 
— Eu ri, mas com respeito. — Vivaldo se manifesta.
Respeito é algo que ninguém tem por um homem que poderia ter revolucionado o futebol... — desabafa Edu.
— Ah, Lilly, não acredito que interrompi minhas férias pra isso — reclama Luís Carlos. 
— Até que uma invasão alienígena não seria de todo uma tragédia — murmura Rubão, esvaziando o jarro de suco de maracujá e bebendo como se fosse energético.
— O Meirelles já é caso perdido, já começou a acreditar nas próprias fanfics — caçoa Lilly.
— Olha quem fala, a vidente que só dá bola fora e prevê o que já aconteceu.
— Sabe quando você vai ser titular da seleção? Eu digo quando: quando você for dormir. Sonha que é de graça, vacilão.
— Se vocês começarem de picuinha, corto os microfones de todo mundo e acabo com essa palhaçada! — Rubão bronqueia com todos os presentes. — Essa é uma transmissão de respeito! A família brasileira está reunida para acompanhar o futebol e não um bando de palhaços com delírios de grandeza querendo aparecer mais do que a bola no pé. Estou falando: se vocês começarem de picuinha, do próximo jogo ninguém participa! Vou dar cartão vermelho pra todo mundo!
— Tecnicamente eu nem falei tanto assim — Luis Carlos cochicha com Lilly.
A câmera fecha no Rubão enquanto ele aponta o dedo para todos:
— Estou falando sério! Fui bem claro ou vou precisar desenhar?
Silêncio. O suco de maracujá acabou e a paciência do patrão também. 
Não à toa o comunicador se sente o motorista de uma excursão repleta de crianças travessas batendo pratos, cantando alto, correndo, desafiando todas as leis do bom senso. É um fala-fala danado, um querendo falar por cima do outro...
— Sobre a possibilidade de invasão alienígena — Lilly pede a palavra —, nunca ouvi tanta abobrinha.
— Não tem previsão de invasão alienígena?
— Então não tem nave-mãe? Não tem estádio sobrevoado? Não tem Neymar sendo levado para outro planeta?
Lilly suspira.
— Rubão, isso é o equivalente esotérico de corrente de WhatsApp. Além disso, o vidente L e eu decidimos em comum acordo interromper nossas férias... nossa peregrinação porque estavam fazendo deepfakes com previsões fajutas e alarmistas utilizando nossos nomes, inclusive, palpites da Copa.
— Essas previsões aí usando nosso nome são todas falsas — confirma o vidente L, olhando compenetrado para a bola de cristal.
— Muitos videntes sem credenciamento aproveitam períodos de grande mobilização nacional para fazer profecias apocalípticas e implantarem a semente do terror coletivo, mas essa bola de cristal que já viu o passado e o futuro prevê vitória do Haiti contra o Marrocos.
— E hoje? Vai dar Brasil? — pergunta Rubão.
— Ah patrão, você acredita em Papai Noel? Porque acreditar nesses dois aí dá no mesmo que acreditar em Papai Noel.
— Você arrisca um palpite de quem será o adversário do Brasil na próxima fase? — Rubão ignora os protestos de Eduardo.
— Agora é fácil culpar as deepfakes — reclama o bonitão.
— Quer eu transforme esse aí em sapo? — propõe Lilly.
— Vou dar mais uma colher de chá — sentencia Rubão para Eduardo. — Na próxima é cartão vermelho!
— Mal acerta o placar de uma partida, vai me transformar em sapo... 
— 

 

Malacubaca na Copa 2026 | Secador às avessas


— Por que você está ouvindo Mick Jagger? — pergunta Renata ao entrar na sala e encontrar Edu batucando animado no tampo da mesa dele.
— Estou aquecendo os tamborins para o Dia do Rock — responde Eduardo. — Acabando o São João, tem o Dia do Rock. Eu quero é rock, bebê!

Haumea: o elipsoide frenético além de Plutão

Captura de tela do planeta-anão Haumea (Reprodução/Stellarium)


No vasto e gelado Cinturão de Kuiper, muito além da órbita de Netuno, reside um dos objetos mais exóticos do nosso sistema: o planeta-anão Haumea. Se a maioria dos corpos celestes se assemelha a esferas perfeitas, Haumea desafia essa estética, apresentando-se como um elipsoide alongado — um formato que lembra mais um charuto ou uma massa de pizza esticada do que um planeta tradicional.

🌀 A Física da velocidade extrema

O formato bizarro não é um acidente geológico, mas uma consequência direta de sua dinâmica orbital. Haumea possui uma das rotações mais rápidas do Sistema Solar: um dia completo ali dura apenas quatro horas.

Essa velocidade é tão extrema que a força centrífuga impede que a gravidade molde o corpo em uma esfera. Haumea é, literalmente, uma lição de física sobre a resistência dos materiais; ele gira tão rápido que se alongou para aliviar a tensão de sua própria rotação. É o contraste perfeito entre a agitação frenética e o silêncio gélido das profundezas do espaço.

🔴 A mancha e o passado violento

Observações detalhadas revelaram uma característica intrigante na superfície cristalina de Haumea: uma mancha escura e avermelhada. Cientistas sugerem que essa marca pode ser o registro de uma colisão catastrófica ocorrida há bilhões de anos — o mesmo evento que provavelmente acelerou sua rotação e deu origem às suas duas luas, Hi'iaka e Namaka. O que vemos hoje é a cicatriz de um "esbarrão" intergaláctico que alterou permanentemente o destino deste mundo.

🔭 Perspectiva no Stellarium

Para localizar Haumea no simulador, é necessário um "zoom" agressivo e persistente. Localizado em uma região de luz escassa, ele aparece como uma "batata esticada" que gira em alta velocidade. No Stellarium, essa visualização ajuda a compreender como a distância e a escala transformam um planeta anão em um pequeno prodígio da mecânica celeste.

Malacubaca na Copa 2026 | O retorno dos que nunca foram

 

Uma partida foi suspensa devido às fortes chuvas na Filadélfia. Com isso, a Malacubaca trabalha dobrado para responder às indagações dos espectadores sobre a carreira de Vivaldo, o tetracampeão. 

Figurinha carimbada nos jogos da Seleção, imortalizou o bordão "Pra ganhar tem que fazer gol. Sem gol não tem vitória. Sem vitória não tem taça. Sem taça não tem festa." Ninguém sabe muito bem como ele foi parar na Malacubaca, mas esse agregado — diga-se de passagem — foi ficando, ficando... Parece que sempre esteve ali.

Malacubaca na Copa 2026 | Os segredos de um quase craque


Eduardo Meirelles pode até não ser o mascote da Copa, mas está sempre na boca do povo. Que ele é o artilheiro do time dos jornalistas da emissora, ninguém contesta. O ego, no entanto, ultrapassa o tamanho do Maracanã. Se duvidar, não está conformado até agora de não ter sido convocado para defender a Seleção.

Malacubaca na Copa 2026 | Teorias da conspiração na calada da noite


A televisão falava sozinha na sala escura. Na poltrona, Luís Carlos roncava, alheio aos comentários de Rubão na mesa-redonda pós-jogo. Lilly cochilava refestelada no sofá... até o celular vibrar ruidosamente.
Apavorados, os irmãos videntes charlatões tropeçaram na escuridão tentando identificar de onde vinha o som, se não estavam delirando ou dentro de um sonho daqueles bem esquisitos.
— Você ativou o despertador pra assistir ao jogo do Paraguai? — ralhou Lilly. — Quase me matou do coração, hein?

Malacubaca na Copa 2026 | Enquanto você lia essas desventuras, eles erraram mais uma previsão


Quando ela chega, não tem jeito. A gente se envolve. Uns mais, outros menos. Quem não gosta não entende que o significado vai além de 22 homens atrás de uma bola... 
É o frio na barriga, a tradição em campo, a televisão sintonizada na Malacubaca, o bolão da família, o animal vidente, as promessas, o ressoar das vuvuzelas, o cheirinho de pipoca com manteiga, do churrasco na brasa, o grito de gol que vem lá do fundo da garganta, do fundo da alma, que grita tudo que está engasgado, que até esquece um pouco dos problemas e das mágoas. 
Num abraço apertado, pula-se e festeja-se como se a torcida estivesse ali pertinho, vibrando a vitória, o entusiasmo e a bem-vinda injeção de ânimo que não vem em melhor hora.
Mas a festa não se faz sozinha...

Que alerta foi esse?



Tomei um susto daqueles agora há pouco. Receber alerta da Defesa Civil é assustador, mas a mensagem foi meio estranha, como indica a captura de tela. Minha irmã recebeu esse alerta e agora estamos querendo saber se mais gente recebeu e quem pode nos explicar o que aconteceu.

Mary Recomenda | Se deus me chamar eu não vou — Mariana Salomão Carrara


Esse título aparecia bastante nas recomendações de leitura, mas outros passavam na frente dele. Decidi saciar a curiosidade e foi assim que fiquei cara a cara com Se deus me chamar eu não vou, de Mariana Salomão Carrara, a indicada do Mary Recomenda de hoje. 

Observações astronômicas (16/6/2026)

 

No domingo (14) e na segunda-feira (15), as condições climáticas estiveram desfavoráveis para acompanhar o céu, mas hoje o Sol saiu e tive a alegria de registrar momentos do céu que mais pareciam uma pintura em movimento.

Precisava compartilhar 💕

Manifesto de uma nefelibata #2

Nem todas as boas histórias começam com "era uma vez", suspeito que as primeiras páginas contem sobre paredes rabiscadas e bichos de pelúcia brilhando sob os holofotes imaginários de novelas improvisadas pela imaginação quase infinita de uma criança solitária e incompreendida.
Ideias pedem morada e vão florescendo até que as pétalas preencham dezenas de folhas de papel, tudo muito poético e até certo ponto romântico... ninguém descreve a angústia de segurar a caneta e a página em branco encarar de volta, um pouco impaciente, adepta da praticidade acima de tudo. O perfeccionismo ajeita o capuz na cabeça e murmura trêmulo atrás das cortinas que seria melhor nem começar. Por outro lado, as primeiras palavras vão ganhando corpo e assumindo o compromisso de reproduzir esse desabrochar de sonhos grandes demais para serem guardados junto com os brinquedos, os velhos e fiéis companheiros de aventuras. 
Os grandes um dia foram pequenos, não há nada de vergonhoso em partir de algum lugar, com o que se tem e o que se sabe. As bruxas são inofensivas diante da punhalada vinda de quem diz amar, pelas costas, para não deixar dúvidas, para não haver chance de defesa. Os mentirosos bem-intencionados inventam uma narrativa convincente e as folhas desaparecem, sentimentos não passam de arremedos e uma criança amedrontada chora até adormecer, no peso da injúria e da desmedida reação de quem sequer ouve outra versão. 
Mesmo assim, ela insiste. Ainda não sabe bem no que vai dar, o quebra-cabeça ficou todo irregular, mas existe um lugarzinho onde o ódio e a maldade não podem invadir, pelo menos não enquanto a esperança for sua sentinela. A rotina é pequena, sufocante e limitadora, porém, as palavras constroem pontes e refúgios seguros, as primeiras estruturas de histórias que ainda haverão de ser escritas. 
Cada divisória colorida desse caderno argolado do Mickey Mouse conta uma perspectiva da mesma noite — e tantas outras —, sempre em busca do aprimoramento, da versão definitiva, por mais penoso que seja reconstruir uma edificação lembrada pelas ausências. É tudo que tem. Cabe dentro da mochila, viaja por toda parte, considerando que a privacidade tem o mesmo peso de uma moeda sem valor. 
O desejo de transcrever o florescer com a mesma riqueza de detalhes da imaginação segue nesse embate passional com todos os entraves. A inocência fenece, de estilhaços sobrevive a confiança. São muitos dizendo o que fazer, poucos para entender. Todos pensam saber o que é melhor para ela, são boas as intenções descritas num tom paternal ou maternal de quem no fundo fala consigo mesmo. 
O bater das teclas tenta acompanhar o ritmo voraz dos pensamentos, aquela sintonia meio fora da caixa que parece dar muito certo. Não adianta seguir uma "receita de bolo" se o seu paladar se afina mais com uma boa macarronada ou uma pizza com camadas de queijo derretido e tomates. Muito além da boa gastronomia, é questão de lealdade aos próprios valores, vender mentiras cobra juros impagáveis.
Quem cobra perfeição não é exemplo de nada. Quem julga com rigor religioso tem um teto de vidro disfarçado. Quem despreza só escancara o despeito escorrendo pelo canto da boca. Quem escolhe o caminho do ódio não pode reclamar das tempestades no trajeto de volta, as coisas são como são. 
Ela é bombardeada diariamente com milhares de cobranças em todas as áreas da vida. Faça isso, não aquilo. Pense assim e não assado. A arte precisa de culhão. Quem não viraliza não existe.
Será que não existe uma incoerência em todos esses lugares-comuns?
A menina que rabiscava parede não pensava em ranking nenhum, só gostava da sensação de segurar uma caneta e brincar com palavras soltas. Os bichinhos de pelúcia eram as grandes estrelas das novelas faladas, não tinham fãs nem milhares de visualizações, não colecionavam medalhas, nem tampouco tinham a necessidade de validação externa ou de agradar uma cartilha de costumes cujos critérios são muito ambíguos.
Foi essa menina de coração quebrado que saiu de cena e aprendeu a gostar de passar despercebida, de não ter que dar opinião sobre tudo, nem se cobrar a perseguir um ideal que mais contribuiu para aprisionar a criatividade e roubar o prazer de escrever por escrever.
Se ela não viraliza não existe para o senso comum iludido por mentiras bem editadas e ilusões filtradas. Ademais, enquanto o amor pela arte se sobrepõe aos interesses mundanos, as palavras se amontoam, ávidas por redigir não um final feliz repleto de efeitos especiais, mas o grande momento em que o perfeccionismo é deixado de lado e arriscar é o verbo de ação que liga dedicação, intenção e satisfação. 

Observações astronômicas (12/6/2026)

Na quarta-feira (10) e na quinta-feira (11), a chuva roubou a cena, mas nesta sexta-feira (12), contrariando as expectativas, o solzinho apareceu. Tudo bem, de manhã o céu estava carrancudo e meio choroso, ah, e as rajadas de vento cortaram o barato de quem está sentindo saudades do verão.

Júpiter e Vênus continuam visíveis no céu ao anoitecer, como mostra essa captura de tela do Stellarium, exatamente no momento em que fiz os primeiros registros da noite. 

Pode não parecer hoje, mas tudo vai ficar bem

 


Não gosto muito dessas frases genéricas de autoajuda, mas hoje decidi fazer um contraponto respeitoso sobre a ideia de que o amor romântico é o único válido e existente, só isso. Viver algo bonito e correspondido, quem não quer?

Amor romântico não é o único tipo de amor do mundo



Essa história de "o amor vem para os distraídos" me faz revirar os olhos. Mais distraída do que eu — e por natureza, a ponto de colecionar manchas roxas na perna e não saber por que — duvido que haja alguém.
A bem da verdade, hoje é uma sexta-feira comum, a exemplo de tantas outras sextas-feiras do ano. Passar o Dia dos Namorados sozinha é perfeitamente possível, bem como me divertir mesmo sem um namorado também é. 

Dia da Chatice aka Dia dos Namorados


Eis que chegou o Dia da Chatice, aka Dia dos Namorados. Sou do time que odeia a data e cutuco a ferida da hipocrisia comercial. Temos outros 364 dias no ano para demonstrar amor, não somente em 12 de junho e fomentado pelo exibicionismo barato em troca de algumas curtidas.

Alguns amores nos machucam

Alguns amores nos machucam.
E não é sempre por maldade — às vezes é por imaturidade, desatenção ou medo.
Mas machucam.

Mary Recomenda | Fechado por motivos de futebol — Eduardo Galeano


Para quem ama futebol e fortes emoções, a temporada promete. Hoje começa a Copa do Mundo na América do Norte, com 48 seleções, uma partida a mais e a expectativa para conhecer a próxima campeã. Se o hexa virá ou não, o desfecho dessa história será conhecido nos gramados. 
Teremos animais videntes? Um hit que supere o impacto emocional e cultural do Waka Waka (difícil)? Um favorito caindo cedo e um azarão surpreendendo por chegar a uma semifinal?
Estamos diante do prólogo de mais um mundial e nós poderemos testemunhar cada parágrafo em tempo real, por isso o Mary Recomenda Edição Extraordinária tinha de estar à altura.
Se você gosta de Eduardo Galeano, a indicação de hoje não será nenhuma surpresa, porém, para quem ainda não conhece o legado deste grande escritor uruguaio, Fechado por motivo de futebol pode te deixar ainda mais no clima da Copa. 

Feliz aniversário, irmã!



Seu aniversário coincide com a cerimônia de abertura da Copa do Mundo deste ano, igualzinho a 2010 e também 1998. Além disso, nós duas nascemos em quintas-feiras de anos bissextos, com a Lua na fase crescente, em dias ímpares. Só não falei sobre o frio que faz (quase) todo ano porque ainda não cheguei a essa parte. É questão de tempo.

Observações astronômicas (9/6/2026)

Retrato do céu de hoje à noite 

Ontem não foi possível compartilhar nenhuma observação astronômica porque o céu estava nublado no início da noite. No entanto, comparando os registros recentes com alguns mais antigos e apurações em fontes confiáveis, suspeito ter registrado Procyon e Sirius. Comecei a escrever sobre o Triângulo de Inverno e deixei no rascunho, caso me encoraje de publicar em breve.

Observações astronômicas (7/6/2026)

Faltam 4 dias para começar a Copa do Mundo e 14, se não me engano, para o início do inverno astronômico (e o ingresso do Sol no signo de Câncer/Caranguejo). Júpiter parece ser só um pontinho minúsculo do céu que até nos esquecemos de que caberiam umas 1300 Terras nele.

Júpiter e Vênus em conjunção (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary)

Vênus e Júpiter em conjunção

Hoje é dia de registrar Vênus e Júpiter a olho nu. Se o céu estiver limpo na região onde você mora, vale a pena dar uma olhadinha.

5 de junho | Dia Mundial do Meio Ambiente

  

🌱 Uma viagem pelas raízes da consciência ambiental

Hoje, o blog Os Cadernos de Marisol convida você a fazer uma pausa — dessas que a alma precisa — para olhar com mais carinho o mundo ao redor. 🌍 Em 5 de junho, celebramos o Dia Mundial do Meio Ambiente, uma data que vai além de slogans: é um chamado à responsabilidade, à memória e ao futuro.

Fobos e Deimos: o futuro anel do planeta vermelho



Na mitologia, Fobos (Medo) e Deimos (Terror) acompanhavam Marte, o deus da guerra, em suas batalhas. Na astronomia, essa relação é igualmente intensa e peculiar. Diferentemente da nossa Lua, que é um corpo esférico e solitário, as luas marcianas assemelham-se a asteroides capturados pela gravidade do planeta vermelho, mantendo formas irregulares e órbitas fascinantes.

Bem-vindo, junho


Junho é um dos meses mais legais do ano. 🩷
Tem uma pessoa muito especial na minha vida que faz aniversário em junho, logo vocês saberão quem é porque vai ter um espacinho pra ela aqui. Ah, e a Copa está quase aí também... 😎
Por ora, recebam meu abraço apertado e meus votos para que junho seja um mês muito abençoado para todos. 

🍕 10 de julho | Dia da Pizza

Venha, pode entrar! Não tem bolo, mas nossa cantina está cheirando a massa assando, queijo derretido e manjericão fresco, porque a ocasião p...