Falam tanto da Copa do 7 a 1, mas ao menos o Brasil chegou a uma semifinal... desde 2018, nem das quartas de final temos conseguido passar.
A chegada da Copa inunda de alegria os corações tão cansados da rotina, reúne amigos e familiares, todo mundo se sente um pouquinho treinador durante os 90 minutos e os acréscimos. O verde e amarelo aparece discreto no princípio, mas até os mais incrédulos dão o braço a torcer quando a rede balança e se renovam as nossas esperanças.
A gente passa a acreditar.
Acreditar que pode dar certo.
Que vai dar certo.
A gente faz promessa, mergulha de cabeça, espera e confia.
Quando o relógio marca cinco da tarde pela hora de Brasília, o silêncio das ruas faz até uma pedrinha chutada no asfalto parecer uma bomba. Com ou sem delay, todas as atenções se concentram nos verdes do gramado, no amarelo da camisa, para onde vai a bola.
Vencer é tudo que se quer, nem que seja com um magrinho 1 a 0. Segurar o empate ao menos garante a prorrogação. Perder de um só não é o fim do mundo enquanto a bola estiver em campo, mas... dois?
O psicológico em campo se abala...
Os ponteiros do relógio parecem voar na velocidade da luz...
A bola escorrega dos pés... e com ela também o sonho de avançar.
Mais uma vez, as esperanças arrefecem junto com o apito.
Fim de jogo.
Não tem prorrogação, nem pênaltis, nada...
Só o choro das nossas crianças, a desconfiança daqueles que já se acostumaram a ficar pelo caminho e a nostalgia de quem já viveu tempos áureos, desacredita do presente e teme o futuro.
Se sou contrária ao linchamento virtual de um ou mais supostos culpados pela eliminação, também não escondo a tristeza de ver o sonho do hexa acabar tão cedo, ampliando um jejum de gerações que não terão o deleite de ver a Seleção levantando a taça.
Felizmente, essa não é a última Copa de todos os tempos, mesmo que ela tenha acabado hoje para nós.
Parece distante de olhar agora, mas 2030 é logo ali. E esse livro ainda não foi escrito.
O 7 a 1 lá de 2014 infelizmente faz parte da nossa história — ainda que tenha sido um capítulo obscuro —, porém ele não é o ponto alto da nossa história, tampouco o epílogo. As cinco estrelas bordadas no peito continuam sendo exclusividade do nosso futebol.
Podemos chorar as pitangas pela chance desperdiçada, faz parte. Agora, o que resta é tocar o barco. Amanhã, a vida volta ao normal... talvez sem aquela expectativa gostosa de antes, só a ressaca apática de quem precisará esperar por quatro (ou até mais) anos... mas para quem já aguardou por 20, faz diferença?
Claro que faz... quatro anos é tempo pra caramba... muitas pessoas poderão não estar mais aqui em 2030.
E nada lá é tão garantido assim, favoritismo não vence Copa, e viver de passado só tornou esses tombos ainda mais humilhantes.
O Nimbus comeu na tigela do Brasil, o coelho vidente, o hipopótamo idem... mas vidência não entra em campo... bom, para quebrar o clima de dramalhão — porque de amarga já basta a vida normal que volta com tudo a partir de agora —, tem alguém que nem sequer entrou em campo, no entanto, poderia resolver tudo se entrasse.
Se você pensou no Edu Meirelles, acertou no gol... e olha que eu não faço gol nem no videogame, nem em futebol de botão, nem no pebolim.
Culpa do mercúrio retrógrado?
Os videntes L & L tinham previsto que o jogo seria truncado devido à influência de mercúrio retrógrado. Nas próximas semanas, tudo que der ruim na nossa vida é culpa dele.
— Nós escapamos da maldição do alfabeto porque a Dinamarca não se classificou...
— E agora, se a gente perder será culpa do mercúrio retrógrado? — questionou Rubão no pré-jogo.
— É hoje que o Neymar desencanta e faz o seu hat-trick — garantiu a vidente L. — Me cobrem se eu errar essa... as chances são altamente favoráveis, vejo boas possibilidades... o Brasil vai passar de fase.
— Mas não se empolguem antes do tempo porque será uma partida difícil. — completou o vidente L. — Teremos pênaltis, brigas e expulsões, gol contra, uns sustos, mas o Brasil vai colocar a Noruega no bolso.
— Desde 2002 a gente não ganha de seleções europeias — Edu Meirelles entrou na conversa. — Será que é hoje que a gente quebra esse tabu?
— Essa história vai passar na tela da Malacubaca — interveio Rubão, para evitar que Edu começasse com aquela ladainha de craque injustiçado. — Vem, cola aqui com a gente... vai chamando o pai, a mãe, a tia, o cunhado, a sogra, a vizinhança, o papagaio... aqui tem bola no pé e sorriso no rosto, na transmissão mais sem noção da televisão mundial.
***
Edu Meirelles ainda tentava digerir a manhã difícil que teve ao descobrir que Renata, por engano ou não, jogou a cueca da sorte dele. Quando saiu do banho e começou a vasculhar a gaveta de roupas íntimas sem encontrar o seu amuleto, foi ter com a namorada.
— Eu só queria dar um jeitinho nessa bagunça, querido. Há quantos anos você não faz uma limpeza naqueles armários? Guardando um monte de tranqueira.
— Tudo, menos ela.
— Edu, por favor...
— O resto você pode jogar fora, mas ela é o meu amuleto. Preciso dela hoje.
— Já estava toda esfarrapada... — argumentou Renata.
— Cada buraco conta uma história!
— Não acredito que você atribui o êxito da seleção a essa cueca?
— Usei ela na final de 94, o Brasil levou, usei em 2002 e o Brasil levou também, eu uso nos jogos decisivos do Flamengo e é batata: a gente sempre ganha.
— Larga mão de ser supersticioso, homem.
— Hoje não é mesmo o meu dia!
— Eu apostei 2 a 1.
— Do Brasil?
— Não... 2 a 1 pra Noruega.
— Pô, Renata! Toda vida você faz isso, estraga o barato!
— As chances de eu errar também são grandes, relaxa. Eu apostei em outras combinações também, querido. Sou o que poderiam chamar por aí de precavida ou amargamente realista.
— Retrospecto não ganha torneio, isso se ganha em campo. Eles são grandes, mas não são dois. E eu lá tenho cara de quem arreda o pé quando o inimigo chega? Eu sou homem de brio e luto até o fim. Sou brasileiro. Mas preciso dela, por favor.
— O caminhão do lixo já passou!
Edu caiu ajoelhado no chão, cobrindo o rosto.
***
— Hoje não é o meu dia! — murmurou Edu Meirelles, logo no início da partida, quando a Noruega marcou aquele primeiro gol anulado.
O pênalti desperdiçado murchou as expectativas, mas Vivaldo precisava dar o ar da graça:
— Pra ganhar, tem que fazer gol. Nunca vi que time que não faz gol ser campeão. Sem gol não tem vitória. Sem vitória, não tem taça. E sem taça não tem festa!
— Qual é o seu palpite pra esse jogo, Vivaldo? — perguntou Rubão.
— 2 a 1 pro Brasil. Eu estou muito confiante, Rubão. Só o que o Brasil precisa é fazer gol. Tem que ter força, garra e determinação. Eu sempre digo nas minhas palestras, pros meus alunos, que o jogo só acaba quando termina. A filosofia de um craque é nunca desistir. Até o último segundo, a gente corre atrás da bola, luta, apela até pra malandragem, mas não desiste.
— No seu tempo você apelava pra malandragem? — Rubão aproveitou para deixar Vivaldo falar, já que o jogo não andava lá aquelas coisas.
— O que eu acho que falta é malandragem. Eu joguei futebol raiz, Rubão.
— E você, Meirelles?
— Só não indo para os pênaltis, está de bom tamanho!
— Pessimista?
— Pessimista, não... só talvez um pouco abalado porque perdi... um amuleto da sorte!
— Você é do time dos supersticiosos? — quis saber Vivaldo.
— Supersticioso, não, mas acredito em... coincidências. Isso, sim, coincidências!
Gol da Noruega.
O áudio de Edu e Vivaldo foi cortado porque os dois desandaram a falar termos que não seriam adequados ao respeitável público, porém, com certeza o pessoal de casa também não aplaudiu o gol do Haaland.
— Vamos ter emoção até o último segundo, minha gente. Como diria minha velha e saudosa mãe: só peru morre de véspera! Enquanto tiver jogo, tem esperança. O Brasil ainda pode empatar e, quem sabe, até virar essa partida.
— Com essa seleção aí já foi um milagre ter passado do Japão! — desabafou Edu.
— Engraçado... antes do jogo você dizia que o Brasil ia ganhar.
— Depois que a cueca desapareceu, eu atualizei minhas projeções.
Opa...
A risada de Vivaldo escapou pelo microfone.
— Quer dizer que a patroa jogou a cueca da sorte fora?
— Por coincidência, sempre que usei essa cueca, o Brasil foi campeão.
— Então faz tempo que você não usa, né, Meirelles? — provocou Rubão, rindo.
— Nem tanto tempo assim.
— Só uns 24 aninhos, né? — motejou Vivaldo. — Quase nada...
— Não fala o número 24, senão o Vespúcio Sartori vai ter um piriri — Edu Meirelles aproveitou para recordar o amigo que tem... problemas com o número 24.
— E o que tem a ver o 24 com a calça? — indagou Vivaldo. — Era o número dele nas peladas da emissora?
— Vespúcio preferiria perder a camisa do que usar a 24.
— Alô, Vespúcio! — saudou Rubão. — Um abraço pra você, rapá! O Vespúcio está assistindo a gente lá na casa dele.
A quem interessar possa, Vespúcio também se manifestou acerca do seu problema com o número 24.
— O Vespúcio mandou o recado dele aqui pra vocês, hein? Ele disse que não tem problema nenhum com o número 24, que tudo isso aí é intriga da oposição. Só não é o número preferido dele... E ele pediu para deixar registrado que, se precisarem dividir a pizza em vinte e quatro fatias, ele prefere comer pão. Ah, e também esclareceu que mora no apartamento 23-A. O síndico sugeriu mudar para o 24, mas ele recusou por questões... logísticas.
Segundo gol da Noruega, mas poderia ser pior...
— O torcedor brasileiro ainda acredita... o torcedor brasileiro nutre a esperança... o torcedor brasileiro conta com uma jogada inspirada e com esse empate que leva o confronto para a prorrogação... e aí, rapá, serão mais trinta minutos de muita emoção. Eu que o diga... aproveitei a pausa para hidratação e tomei meu suquinho de maracujá. Se eu tomar energético, caio morto, minha gente! Não dá, não!
— É, Meirelles, a cueca está fazendo falta! — ironizou Vivaldo.
— Não quero ser pessimista, mas acho que a cueca foi embora e o hexa foi junto. Vai ficar pra 2030...
— Vespúcio acabou de enviar uma mensagem dizendo que esse gol da Noruega foi culpa de a gente ter tocado no... número proibido. — contou Rubão.
— Tem número proibido? — Vivaldo parecia realmente confuso.
— O Vespúcio tem essas restrições com o número 24 por questões pessoais, mas superstição não entra em campo. O tempo está correndo, a pressão é muito grande, mas ainda dá pra sonhar com um empate.
— O que o Brasil precisa é fazer gol, meus amigos. O Brasil precisa ir atrás do gol.
— E atrás do caminhão do lixo também, pelo visto. — devolveu Rubão.
— Cair no choro não decide partida... a gente aqui só chora se alguém der uma entrada violenta e quebrar algum osso da gente... dando pra fazer gol, até gol contra dos inimigos a gente aceita...
— Sábias palavras, Vivaldo! E ainda tem tempo. Mas a gente sabe que a Seleção tem um histórico de apagão em momentos de grande pressão. Em Copa do Mundo não dá pra bobear, rapá!
— Eu sou do futebol raiz. A gente jogava até com 40⁰C de febre, chovendo canivete, nevando, até podre de bêbado.
— Peraí, Vivaldo... vocês jogavam bêbados? — Edu Meirelles, ainda incrédulo, também apelou para o milagroso suquinho de maracujá.
— Não era todo mundo. Às vezes só o goleiro.
— Era outra época, Rubão. Hoje o pessoal mede batimento cardíaco, hidratação, qualidade do sono... no meu tempo a gente media era a temperatura da cerveja.
— Pênalti! É pênalti para o Brasil! — anunciou Rubão, empolgado. — Será que sai o golaço da esperança? É, pessoal de casa, vamos mandar nossas boas energias! Neymar pega a bola. A convocação dele foi mais polêmica do que a história das passas no pudim, mas dos pés dele vem a esperança...
Saiu o gol de honra do Brasil, se assim podemos dizer... os acréscimos já estavam no final. O gol do empate brasileiro seria um milagre, porém ainda não era de todo uma hipótese impossível. Não podemos negar que a máxima do craque Vivaldo não tem lá seu fundo de verdade.
— É isso aí, Rubão! — concordou Vivaldo. — O cara tem mesmo é que tirar satisfação!
— Você tirava satisfação no seu tempo?
— Eu não sou cara de levar desaforo pra casa, Rubão. Eu sempre fui raiz.
— E quantos cartões vermelhos você tomou?
— Oficiais ou injustos?
— Essa eu não sabia... — Edu riu. — Gandula tomando cartão vermelho!
— Gandula foi a sua avó! Eu fui tetracampeão...
— Mas tomou ou não tomou? — insistiu Rubão.
— Tomei porque o juiz não conhecia a regra.
— Que regra?
— A regra do bom senso! — insistiu Vivaldo. — O argentino provocou.
— O argentino era o gandula também? — retrucou Edu.
— E apita o árbitro. Fim de jogo! A Seleção Brasileira acaba de ser eliminada da Copa do Mundo de 2026...
— Eu desconfiava... — Edu colocou uma das mãos no bolso da calça jeans, embora as câmeras da Malacubaca estivessem mostrando os jogadores brasileiros desolados em campo, com destaque para o inconsolável Neymar, que acabava de se despedir de Copas do Mundo sem ter vencido nenhuma.
— Essa é a última Copa do Neymar, cara. Quem viu, viu! — lamentou Vivaldo.
— Eu fui super massacrado nas redes sociais quando falei que a convocação dele foi um erro. Agora quero saber quem vai ter coragem de me pedir desculpas! — revelou Edu. — Não quero levantar questão aqui, mas todo mundo sabe que eu, se tivesse ido a quatro mundiais, teria pelo menos levantado o caneco em três.
— Em fanfic até eu seria o pica das galáxias... — Vivaldo deixou escapar.
— Não seria ciúme?
— Eu? Ciúmes de você? Pfff, eu sou tetracampeão, meu caro!
***
Enquanto Noviça corria pelo estádio tentando entrevistar algum jogador do Brasil, também participava da transmissão.
— A torcida brasileira aqui presente está aos prantos e vai deixando o estádio aos poucos. Muitas crianças inconsoláveis, abraçadas aos pais, as cores sumindo da arquibancada. Já tive a honra de cobrir muitas Copas do Mundo, mas toda vez que o Brasil fica pelo caminho é sempre desolador. Sim, a gente sabe que daqui a quatro anos tem mais, que agora não adianta mais chorar o leite derramado, mas essa eliminação precoce evidencia o que há muitos ciclos todos nós temos percebido: o futebol brasileiro está clamando por socorro!
***
— Não quero bancar o supersticioso, longe de mim, mas acho que a Noviça é o verdadeiro pé-frio.
— Eduardo Meirelles! Eu ouvi isso! — advertiu Noviça, pois Edu se esqueceu de que a transmissão ainda não havia acabado.
— Porque eu não vi o Mick Jagger no estádio.
— Se a seleção perdeu gols feitos, a culpa é minha? Eu, por acaso, entro em campo?
— Toda Copa do Mundo que você cobre in loco, dá ruim pro Brasil.
— 2018 provou que essa teoria é só mais uma besteira da internet.
***
— Essa doeu! — disse Vivaldo, bebendo suco de maracujá.
— Ninguém sente mais essa eliminação do que os caras. Usar o manto verde e amarelo carrega uma responsabilidade e uma pressão que muitos não conseguem dar conta. Essas cinco estrelas contam uma história muito bonita, muito importante, uma história que cada um de nós faz questão de honrar. O planejamento de quatro anos foi pelo ralo, sejamos francos. Pra eles, a quem é confiada essa responsabilidade, não se trata apenas de uma eliminação, significa também lidar com a revolta da torcida, com as expectativas frustradas... — discursou Rubão. — Com ou sem as superstições, os pés quentes e os pés frios, ainda tem muito futebol pela frente: a Copa do Mundo ainda não acabou!
— E agora a gente vai secar a Noruega! — anunciou Vivaldo.
— E eu pensando que seria mais fácil com Alemanha, Holanda e Croácia eliminadas... — lamentou Edu Meirelles.
— Se azar pouco é bobagem, a Argentina pegou um caminho mais moleza do que sopa de minhoca...
— Engolir um bicampeonato consecutivo da Argentina vai ser difícil, viu? Nem com água, nem com farofa! — admitiu Rubão.
— Cadê aqueles charlatões numa hora dessas? — Edu Meirelles pensou alto demais.
— Estamos aqui — respondeu a vidente L, entrando na cabine de transmissão. — Inclusive, esperando a deixa do grande craque só que não pra sair em minha defesa: foi culpa do mercúrio retrógrado.
— E o hat-trick do Neymar, hein? — chacoteou Rubão.
— Nós previmos um jogo muito difícil...
— Prever o que já aconteceu é moleza!
![]() |
| Imagens de arquivo da Malacubaca |
— Não percam! Daqui a pouco teremos a coletiva da Seleção com o técnico Carlo Ancelotti. Continuem aqui na Malacubaca... o hexa fica pra 2030, mas ainda tem muito futebol pela frente!
— Já faz tempo que o Brasil deixou de ser o país do futebol... — o vidente L não escondeu o suspiro decepcionado.
Vivaldo fez menção de falar, mas Rubão gesticulou para cortarem a imagem.
— Qual o palpite de vocês para México e Inglaterra?
— O México jogará em casa, contando com o apoio de sua numerosa torcida e seus inúmeros simpatizantes ao redor do mundo... mas a Inglaterra também não vem fraca... vai pros pênaltis... e vai dar México. — cravou a vidente L.
— Prevejo uma noite inspirada do Harry Kane — disse Edu, como quem desistiu de acreditar no impossível.
E como a gente nunca desiste de acreditar, agora é começar a contagem regressiva para 2030 e, claro, secar a Argentina contra o Egito. A turma da Malacubaca é Egito desde criancinha, a quem interessar possa.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Muito obrigada pela visita ao OCDM, espero que você tenha gostado do conteúdo e ele tenha sido útil, agradável, edificante, inspirador. Obrigada por compartilhar comigo o que de mais precioso você poderia me oferecer: seu tempo. Um forte abraço. Volte sempre, pois as páginas deste caderno estão abertas para te receber. ♥