26 de junho | Dia Internacional de Combate às Drogas

 


💔 Mel era linda, inteligente, cheia de futuro. Mas bastou uma porta errada se abrir para que tudo virasse neblina.

📺 Em O Clone (2001), muitos brasileiros viram pela primeira vez a dependência química ser tratada com verdade emocional na TV aberta. Mas ao contrário do que os resumos de novela podem sugerir, a trajetória da Mel (Débora Falabella) não começou nas drogas — começou na tristeza que ninguém viu.

👨‍👩‍👧 Lucas, o pai, era mocorongo e alheio, mais preocupado em reviver a adolescência perdida. Maysa, a mãe, no início era mais preocupada com aparências do que com presenças. E foi com Dalva, a empregada, que Mel encontrava o afeto real — aquele que vem com escuta, com cuidado, com colo.

🖤 Mel já era uma menina depressiva, sufocada pelas cobranças, pela ausência emocional dos pais e pela angústia de não conseguir ser o que esperavam. As drogas entraram como válvula de escape. O colapso foi só a consequência.

📣 Mel não queria morrer. Queria parar de doer.

Mary Recomenda | A Pindonga Azarada

Quem gosta de festa junina tem grandes chances de amar a edição extraordinária do Mary Recomenda, em clima de São João. Não vou pular a fogueira, mas proponho um brinde com quentão e um punhado de paçocas.

Era para ela ser a personificação do capiroto com passos de dragão preguiçoso, honrando a piadinha “quando morrer, essa aí vai precisar de dois caixões: um para o corpo e outro só para a língua”. Se os olhos não veem, o copo na parede conta, sabe até do que nem aconteceu; aumenta, inventa e cria versões alternativas.

No entanto, meses depois, ao ganhar vida no The Sims (salvando quem os escreve), está célebre figura roubou literalmente a cena e não só entrou no coração dos leitores como ganhou a própria história.

Com vocês, Graça Cavicholo.

Terças com Tita | De bolha em bolha


Por Tita | Os Cadernos de Marisol

Às vezes me questiono se o mundo não passa de uma bolha. Se de bolhas em bolhas vamos deixando nossas antigas peles, bem como antigos sonhos, nossa inocência e nossas lentes cor-de-rosa.

❄️ Frio em Curitiba: sensação térmica de -1°C e nenhuma nuvem no céu

🕰️ Dados registrados às 08h45 – Simepar

Hoje o dia amanheceu com a temperatura marcando apenas 2,2°C em Curitiba, com sensação térmica de -1°C, segundo os dados do Simepar. O vento gelado vindo do sul/sudoeste e a baixa umidade aumentam a rigidez do frio.

E o mais impressionante: nenhuma previsão de chuva e o céu, apesar de límpido, não está trazendo alívio térmico.

🌡️ Resumo do clima de hoje:

Mínima: 2°C
Máxima: 11°C
Vento: até 53 km/h de rajadas
Umidade relativa: entre 27% e 77%
Chuva: 0% de chance
Nascer do sol: 7h04
Pôr do sol: 17h37

🧣 O que esperar dos próximos dias?

A semana seguirá seca e gelada até a quinta-feira (27). Depois, as temperaturas começam a subir aos poucos.
📈 O domingo (29) promete máxima de 23°C e o início de julho pode trazer uma semana mais amena e ensolarada, com máximas de até 24°C.

🫖 Dica dos Cadernos:

Proteja-se!
Use meias grossas, cachecol, hidratante labial e, se puder, prepare uma bebida quente para aquecer o corpo e o coração. 🧤💙

E se você, como eu, também sente que o frio às vezes machuca mais por dentro do que por fora… saiba que aqui sempre tem um cantinho quentinho para você. 🌙



24 de junho | Dia de São João 🌽🔥✨

 

Dia de São João: Fogueiras, Fé e Tradições Juninas

Introdução

No dia 24 de junho, celebramos o Dia de São João, uma data marcada pela alegria, pela devoção e por um mergulho nas ricas tradições culturais. Um dos santos mais populares das Festas Juninas, São João Batista é lembrado como o precursor de Cristo e um símbolo de renovação espiritual. Esse dia mistura religiosidade e cultura em celebrações que iluminam o Brasil inteiro com fogueiras, danças e comidas típicas.

Quem Foi São João Batista?

São João Batista foi um profeta e pregador, conhecido por batizar Jesus no rio Jordão e anunciar sua chegada. Sua vida foi marcada por simplicidade e compromisso com a mensagem divina de conversão e arrependimento.

O nascimento de São João é celebrado no dia 24 de junho, e sua figura é associada à pureza, à água como símbolo de renovação e à força da fé. É por isso que as festas em sua homenagem trazem elementos que refletem celebração e espiritualidade.

As Tradições das Festas de São João

O Dia de São João é parte essencial das Festas Juninas, um momento de comunhão e alegria que une comunidades por todo o Brasil. Entre as tradições mais emblemáticas, estão:

  • As Fogueiras de São João: A fogueira é um símbolo central das festividades, representando a luz e o calor da fé. Diz-se que, na noite de São João, as fogueiras são acesas para honrar o santo e fortalecer laços de união.

  • As Quadrilhas: As danças típicas, acompanhadas pelo famoso “casamento caipira”, trazem um toque teatral e divertido, homenageando a vida no campo.

  • Comidas Típicas: Os quitutes juninos, como canjica, pamonha, bolo de milho e pé-de-moleque, são indispensáveis e celebram a colheita e a fartura.

  • Os Balões e os Fogos de Artifício: Embora os balões sejam menos usados hoje devido a questões de segurança, os fogos de artifício continuam a iluminar os céus em homenagem ao santo.

  • Os Pedidos e Simpatias: Assim como Santo Antônio, São João é alvo de pedidos e simpatias, principalmente ligados à colheita e à vida familiar.

Lições de São João para Hoje

São João nos ensina a importância de renovar nossa fé e de cultivar valores como simplicidade, humildade e generosidade. Sua vida é um lembrete poderoso de que a verdadeira força está em viver com propósito e servir ao próximo.

Reflexão Pessoal

Para mim, o Dia de São João é uma celebração que une espiritualidade e cultura de uma forma única e apaixonante. Ele nos convida a compartilhar momentos de alegria, refletir sobre nossas escolhas e renovar nossos laços com a comunidade e a fé.

Conclusão: A Alegria de Celebrar São João

Neste 24 de junho, celebremos São João com alegria, acolhendo suas lições e desfrutando das festas juninas como um momento de união e gratidão. Seja em uma dança de quadrilha, ao redor de uma fogueira ou saboreando um quitute típico, essa data é um convite para se conectar com nossas tradições e fortalecer nossa espiritualidade.

São João, ilumine nosso caminho com sua luz e nos guie na fé e no amor ao próximo.

Se quiser adicionar mais detalhes ou ajustar algo, é só me avisar. Esse rascunho vai ser o coração das Festas Juninas do seu blog! 🌽🔥✨

Nas Lentes da Malacubaca | Criminalidade, medo e o boom dos carros blindados no Brasil

 

2001: Quando o medo virou mercado — e o Brasil se blindou

Especial 2001 – Os Desencontros do Cupido

“No Brasil de 2001, blindar um carro não era mais questão de luxo. Era escudo. Era sobrevivência.”


🔐 Introdução

“O que acontece quando a violência ultrapassa os muros da casa?”
“E quando andar pela rua exige planejamento, rota, horário e fé?”

Em 2001, o Brasil não enfrentava uma guerra declarada. Mas a sensação de insegurança era coletiva, cotidiana, cravada no imaginário urbano. Nas grandes cidades, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro, o medo da violência transformou não só comportamentos, mas também mercados inteiros.

Foi o ano em que o setor de blindagem automotiva bateu recordes. Em paralelo, o país acumulava mais de 50 mil homicídios por ano. A mídia explorava o terror, os políticos prometeram segurança, e a população — quem podia — blindava o carro para não precisar blindar o próprio coração.


🔫 O Brasil às avessas: segurança como produto de luxo

A virada do século marcou a consolidação da blindagem automotiva como símbolo de status e de autoproteção. Entre 1996 e 2001, a demanda por carros blindados cresceu mais de 700%. Só naquele ano, mais de 3 mil carros foram blindados em São Paulo.

A blindagem virou fetiche. Havia fila de espera em oficinas especializadas. Empresários, artistas, políticos — e até celebridades emergentes da televisão.

“Era como andar com um cofre sobre rodas”, disse um cliente anônimo da zona sul.


📉 Uma estatística que gritava

  • Homicídios em 2001: mais de 52 mil, segundo o IBGE;

  • São Paulo e Rio lideravam o ranking de crimes violentos;

  • O medo gerou um aumento da vigilância privada, alarmes, porteiros armados, cercas elétricas e câmeras analógicas com imagem granulada.

Mas o problema não era só a criminalidade em si. Era a sensação de impunidade, desigualdade, abandono do Estado. Quem podia se proteger, pagava. Quem não podia… era deixado no escuro.


🎙️ Nas Lentes da Malacubaca

Em abril de 2001, Carmen Angélica Esteves foi enviada a São Paulo para cobrir a “nova moda da blindagem”, com sua conhecida ironia ácida:

“Há uma nova tendência nas ruas da elite paulistana: não fazer contato visual e ignorar o mundo por trás do vidro à prova de balas.”

Na matéria, Carmen entrevista:

  • Um empresário que blindou dois carros por medo dos semáforos;

  • Um motoboy que sofreu tentativa de assalto cinco vezes — e disse que “não é o vidro que salva, é Deus”;

  • E um sociólogo que definiu bem: “Blindagem é o modo mais caro de fugir da realidade.”

flexão final

O Brasil de 2001 se blindava de tudo: da dor, da violência, da pobreza que crescia ao redor.
Mas nenhuma blindagem era capaz de conter a rachadura invisível da confiança coletiva.

“Quando o medo vira mercado, a liberdade deixa de ser um direito — e passa a ser uma aposta cara.”


📚 Referências (ABNT)

  1. CALDEIRA, Teresa P. R. do R. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Edusp, 2000.

  2. WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa da Violência 2002: os jovens do Brasil. Brasília: UNESCO/INEP, 2002.

  3. FOLHA DE S.PAULO. “Blindagem vira febre em SP”. Folha Online, São Paulo, 28 jul. 2001. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 15 jun. 2025.

Danke Schön, Milka

  Presente de aniversário Milka (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary) Esta história começou há dois séculos, em Neuchâtel, na Suíça ocidental...