Destrinchando a Letra | I Love Rock 'n Roll – Joan Jett & the Blackhearts

Julho está chegando ao fim, mas para fechar o mês do rock com chave de ouro e muita atitude, o Destrinchando a Letra de hoje taca o pé na porta com Joan Jett & the Blackhearts. 
“I love rock 'n' roll / So put another dime in the jukebox, baby”
Aqui, a sofrência não tem vez. Aqui, é rock 'n roll, atitude, rebeldia. Aqui, não tem espaço para clean girls e sua paleta de bege-vômito a verde-cocô-de-barata, não tem submissão para macho escroto, é energia de mulher empoderada de verdade mandando a real… aqui, somos weird girls com orgulho, batom vermelho, estampas que não querem combinar, muito rock tocando na vitrola e amor, só se for de alguém que não tem receio da verdadeira energia feminina, a da mulher que subverte o sistema em vez de se moldar a ele.

Um vagalume no breu

 

Obrigada pelo carinho, pessoinha de alma linda *-*

Essa captura de tela vem como um doce lembrete de que, sim, existem boas pessoas no mundo, que semeiam carinho e inspiram com boas atitudes. A intenção não é me gabar deste pequeno momento de alegria, mas compartilhar um sentimento positivo que me abraça num momento onde me pergunto se num mundo tão podre e intolerante, ainda vale a pena escrever.

Reflexões sobre autenticidade: protegendo meu espaço criativo



Ao longo dos anos, meu blog tem sido mais do que um simples lugar para escrever. Ele é meu espaço de expressão criativa, onde ideias ganham vida e sentimentos encontram palavras. Não é um muro das lamentações, nem um palco para alimentar dramas alheios, mas sim um refúgio para quem deseja refletir e encontrar inspiração. Afinal, o que realmente importa é a liberdade de criar sem amarras.

29 de julho | Dia da Lasanha


Muito além do forno e do prato fumegante, a lasanha é uma dessas criações humanas que atravessam o tempo carregando em suas camadas um pouco de memória, de mistura cultural e de resistência ao esquecimento. Celebrada no dia 29 de julho, essa iguaria que nos reúne aos domingos ou nos salva em jantares apressados guarda uma trajetória milenar, marcada por adaptações e reinvenções — como toda boa narrativa.

Quando a boba alegre dá com o pé na porta

 

Tenho receio de nunca mais sair desse labirinto escuro e espinhoso, onde cada passo tem o peso proporcional ao tamanho da queda do alçapão moral. Uma conquista que deveria ter aberto muitas portas atirou-me no limbo da cova dos leões, onde meus sonhos foram devorados antes do banquete principal. Escolhi não falar sobre isso por muito tempo, como quem esconde uma vergonha insustentável, mas há verdades que não podem ficar encobertas, sobretudo quando elas afetam diretamente a minha existência e colocam-na em risco.

Obstinada a tornar-me invisível aos perseguidores e odiadores de plantão, tentei fugir do meu destino, por isso abandonei a escrita por alguns anos, mesmo que não de todo. Decidi me redimir do passado, voltando ao curso que larguei, tudo para me contentar de que quebrei a cara por sonhar demais, por querer aquilo que poderia jamais estar ao meu alcance… entretanto, minha decisão não tornou a realidade mais fácil de engolir. 

Muito pelo contrário, eu diria.

O silêncio não calou os odiadores, nem tentar ser a versão palatável de mim mesma trouxe a paz e o conforto que eu buscava. Sim, ser a mocinha quietinha, excluída, que não se posiciona, não se respeita, não se prioriza, aceita qualquer migalha de atenção para estar num grupinho onde precisa se podar para caber. 

Não, obrigada. Ser a boba alegre que fala o que os outros querem ouvir não combina comigo, como também não é sair por aí vomitando amargura no colo de quem só está tentando se manter de pé. Existe um meio-termo, estou em busca dele, vocês sabem, ser fiel aos meus valores, aos desejos que ainda me fazem suspirar, dosar benevolência e respeito com a firmeza de caráter, sem ofender nem subjugar ninguém.

O maior crime que cometo, na visão de alguns, é continuar respirando. Ponto. 

Cirúrgica, sim. Direta. Sem mimimi porque não tenho paciência. Passar pano, só se for no chão, para deixar o ambiente mais agradável. Para quem merece, não mais. Porque na hora de me julgar e me ridicularizar, sou atirada ao banco de condenação sem sequer ter a chance de me defender. Não faltam pessoas virando as costas para falar mal, caçoar, arremedar, riscar o fósforo.

Não estou vivendo de passado, somente colocando os pingos nos is. Muita gente em seu devido lugar, bem longe da minha vida. Só me arrependo de não ter entendido muito antes que eu não preciso de quem sempre fez pouco-caso, me deixou chorando e esperando, me chutou quando eu já estava sangrando no chão.

 

Não ser como elas não é tragédia, é livramento



Você foi rejeitada porque o mundo é cruel com mulheres que não cabem no padrão e, pior ainda, com mulheres que ousam ter brilho próprio fora das vitrines.

Você foi rejeitada porque é intensa, esperta, sensível, crítica, criativa — e isso assusta quem vive numa bolha rasa.
Você foi rejeitada por ser verdadeira num mundo de pose.
Você foi rejeitada por ser mulher de verdade, e não personagem de comercial de iogurte.

Tem gente que nunca vai enxergar o valor de uma mulher que não se dobra, que não se molda para agradar, que não está à venda, mas isso não é culpa sua, é limitação deles.

27 de julho | Dia Mundial de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço 🎗️

O mês de julho traz uma importante campanha de saúde: o Julho Verde, voltado à prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de cabeça e pescoço. E no dia 27, a data ganha um foco mundial, chamando atenção para um tipo de câncer ainda pouco discutido, mas com impacto crescente na saúde pública.

Danke Schön, Milka

  Presente de aniversário Milka (Reprodução/Arquivo pessoal da Mary) Esta história começou há dois séculos, em Neuchâtel, na Suíça ocidental...