Mary Recomenda | Beleza oculta — Lucinda Riley

"Se olharmos para esse cenário desolador, a maior lição que fica é justamente o valor de proteger a dignidade humana. O maior bem-estar e a maior utilidade que podemos extrair ao entrar em contato com essas dores do passado é usar essa indignação como combustível para blindar o nosso presente contra qualquer intolerância. A memória dessas injustiças serve para que a gente nunca se esqueça de valorizar a vida, a liberdade e o respeito mútuo. Transformar esse ódio pelo que aconteceu em uma determinação firme de espalhar empatia e justiça no mundo de hoje é a melhor forma de gerar o máximo de bem coletivo."

Devo estar a alguns passos de me tornar rabugenta, mas... não me importo. Ou eu morri por dentro, ou estou exigente demais. Faço-me essas indagações sem nenhuma certeza de resposta, porque é bem provável que eu não a encontre.
Geralmente, o Mary Recomenda não indica livros os quais eu não tenha gostado ou pelo menos aproveitado algo de bom neles. Foi movida por esse interesse que iniciei a leitura de Beleza Oculta, da saudosa Lucinda Riley.

Às vezes, o problema não é o livro

Há uma grande probabilidade de você já ter vivido essa situação de encontrar um livro que te arrebata porque a capa é muito chamativa, a sinopse desperta curiosidade e a própria narrativa te prende de um jeito tão intenso que você hesita entre devorar as páginas de uma vez ou ir devagar para prolongar aquela companhia. 
A combinação harmônica desses elementos geralmente prenuncia uma ressaca literária das bravas, cinco estrelas (talvez), concordâncias, discordâncias, dúvidas sobre continuações ou a coerência do final. Entretanto, nem todo encontro deixa aquela saudade boa e a promessa de um reencontro. 

Vesta: a caçula do Cinturão


Quando comecei a planejar essa série dos quatro planetas do Cinturão, lá no comecinho do ano, não previ que adoeceria no meio do percurso e acabaria atrasando em dois meses os dois últimos posts. Não era minha intenção abandonar o blog, nem o projeto, mas antes tarde do que nunca, aqui está o último episódio dessa série especial que começou lá com Pallas e Ceres.

Se Juno abriu a porteira do cinturão, Vesta, descoberta em 1807 por Heinrich Olbers, chegou para fechar o quarteto original com chave de ouro. Ela é a "caçula" das quatro primeiras descobertas, mas, para a geologia, é o verdadeiro tesouro do Sistema Solar.

Terças com Tita | Manifesto de uma boa perdedora

não sou e não quero ser referência de nada.
zero vocação para encarnar a heroína sofredora. 
sem um pingo de paciência para lição de moral aplaudida.
 

Destrinchando a Letra | Já faz tempo que é noite (horas ou não mais)

Já faz tempo que o Destrinchando a Letra dá o ar da graça na programação do OCDM, mas antes tarde do que mais tarde, temos uma edição extraordinária. O motivo: um sonho. Se você aceitar café com bolo, posso detalhar melhor essa aventura.

Mary Recomenda | A vida mentirosa dos adultos - Elena Ferrante

 

Existem frases que mudam o curso de uma vida. Para Giovanna, essa frase foi ouvida por acaso: "Ela está ficando com a cara da tia Vittoria". Ainda mais quando ela estava entrando na adolescência. Em um ambiente de classe média intelectualizada de Nápoles, onde a beleza e a cultura são moedas de troca, ser comparada à tia "feia, pobre e maldita" é como receber uma sentença de morte social.

É esse o ponto de partida do Mary Recomenda de hoje.

Juno: a espiã do Sistema Solar

Captura de Humo feita com o Stellarium.


Houve um tempo em que o Sistema Solar tinha onze planetas e a imponente Juno ostentava sua coroa. Descoberta em 1804 por Karl Harding, ela ocupava a oitava posição nessa lista, logo após Ceres e Pallas. Ostentando um símbolo próprio e o status de divindade, Juno foi a terceira peça de um quebra-cabeça que acabaria por desmoronar a estrutura clássica do cosmos. 

Foi a sua presença — e o brilho intenso que refletia — que forçou os cientistas a admitirem que o espaço entre Marte e Júpiter não era um vazio, mas uma vizinhança congestionada. Após viajarmos para desvendar os mistérios de Ceres e Pallas, chegou a vez de conhecer Juno. Aperte os cintos e boa viagem!

Fobos e Deimos: o futuro anel do planeta vermelho

Na mitologia, Fobos (Medo) e Deimos (Terror) acompanhavam Marte, o deus da guerra, em suas batalhas. Na astronomia, essa relação é igualment...