zero vocação para encarnar a heroína sofredora.
sem um pingo de paciência para lição de moral aplaudida.
algumas ideias em busca de sentido
num mundo adoecido.
a normalidade e eu nos repelimos,
cada qual no seu quadrante,
significados flutuantes.
falar bonito e eternizar versos sem alma...
falhar bonito,
sem necessidade de rimar.
a única dança possível agora
é a da chuva.
nenhum dos polos me representa,
nunca foi tão desencorajador
pavimentar o tal caminho do meio.
em algumas batalhas, Golias vence;
ser a boa perdedora é o que sobra.
uma cicatriz a mais ou a menos
para quem já deixou de acreditar
não passa de arranhão.
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