Ela era a adolescente desengonçada que lhes falava. Ninguém a ouvia por não querer. Vaiada ao apresentar os trabalhos em classe. A última do time. A fileira isolada. O ruidoso silêncio.
Aquela que chorou a perda da única amiga. Ninguém nunca soube decifrar o quanto ela poderia ser uma boa companheira.
Era mais fácil atirar pedras no cachorro sarnento do que oferecer-lhe alguns miolos de pão e um pouquinho de água.