ondas revoltas inundavam as cercanias dos castelos
erguidos na firmeza de uma promessa vazia
apesar da escuridão, ainda era dia
e o lugar seguro dispensava a tradicional rigidez
nem perto do mar, nem na capital
pombos encharcados no telhado
a sacola plástica, marionete de mãos invisíveis, voava sem freios
da janela, a imagem embaçada
ondas se formando no asfalto
impacientes faróis amarelados preenchiam a avenida
um por um a entrar nessa dança funesta
no sentido antihorário
contabilizados nas estatísticas
bueiros regurgitavam as velhas queixas de verões passados
transbordando o que sempre foi ignorado.
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