Vivaldo se tornou alvo de chacota por causa da soletração mais vexaminosa que a própria eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo. Pode até ter sido realmente um ato falho ou uma confusão momentânea, dadas as circunstâncias, mas a internet não perdoou.
Muito se especula como o tetracampeão conseguiu autorização para lecionar, já que é docente da disciplina de Motivação no Esporte na UNIRUBÃO e percorre o país ministrando palestras.
A assessoria da UNIRUBÃO foi localizada, mas preferiu não comentar o caso.
Com exclusividade para o Portal Malacubaca, nossa equipe obteve uma entrevista com a ilustre Dona Almerinda, mãe do tetracampeão. Receptiva e simpática, essa senhora fez questão de nos receber com um cafezinho para ninguém colocar defeito, enquanto revelava bastidores do nosso eterno craque.
— A gente sempre foi muito humilde. A primeira bola do Vivaldo era de vôlei, toda murcha, porque a gente não tinha dinheiro pra comprar uma bola de futebol... — Almerinda batia a massa de bolo como quem colecionava embaixadinhas.
A tal bola murcha de vôlei realmente existe e segue sendo um patrimônio da família.
— Meu Vivaldo sempre teve muita vontade de ser doutor. Não foi doutor porque a vida quis que ele jogasse bola, mas meu filho poderia ter sido um doutor, um advogado, até um astronauta... Ele zerava em todas as provas, de tão bom que era; a professora só repetia as notas...
Questionada se o filho realmente havia "zerado" todas as provas, Dona Almerinda confirmou com convicção:
— Zerava tudo. Sempre foi muito inteligente.
Dona Almerinda contou a história enquanto mostrava desenhos da infância, fotografias e cadernos escolares de Vivaldo, todos guardados com carinho.
— Meu filho virou tetracampeão, virou até doutor... dá aula de futebol, motiva essa meninada a sonhar, acreditar, a seguir os passos dele. Até na TV meu filho aparece. Eu não perco meu Vivaldo na TV por nada no mundo. Tenho orgulho desse meu menino. Pode até já ter crescido, mas ainda é o meu menino.
Inquirida a respeito da situação da Seleção Brasileira, Dona Almerinda não poupou elogios ao filho.
— Se tivessem ouvido o meu Vivaldo, essa Copa teria sido outra história. Meu menino sempre foi muito esperto. Desde pequeno ele resolvia tudo.
Após a entrevista, Dona Almerinda insistiu para que a equipe de reportagem levasse um pedaço de bolo e uma fotografia autografada de Vivaldo quando tinha oito anos de idade.
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