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Arquivo Malacubaca | A estréia de Noviça (1984)
Boletim Extraordinário
Direto do Túnel do Tempo - 21 de Abril de 1984
Foi nesse dia estranho que a jovem repórter Carmen Angélica Esteves, recém-contratada da Malacubaca, entrou no ar pela primeira vez. Conhecida como Noviça — apelido que ainda era motivo de cochichos nos bastidores da redação —, ela foi escalada para cobrir o expediente do feriado de Tiradentes enquanto os colegas mais experientes descansavam nas praias do litoral sul.
O plantão, que prometia ser monótono, virou um turbilhão: três óbitos consecutivos no mesmo endereço, uma velha pensão do centro de Balneário dos Anjos , abalaram o noticiário e colocaram a cidade em estado de alerta.
As vítimas
- 01h32: O senhor Isaías Porto, relojoeiro aposentado, foi encontrado sem vida em seu quarto. Suspeita inicial: ataque cardíaco.
- 04h15: A jovem Mirtes Maria, datilógrafa de 24 anos, apareceu morta na lavanderia da pensão. Suspeita: queda acidental.
- 07h00: A dona da pensão, Raimunda das Dores, 63 anos, foi encontrada sem sinais vitais na sala de estar. Suspeita: envenenamento.
"Coincidência demais?" — indagou Noviça
Em sua cobertura dramática, a repórter não se contentou com os laudos iniciais e lançou hipóteses ao vivo sobre a existência de uma possível maldição na casa, ou mesmo de um assassino silencioso agindo na madrugada. Seus trechos narrados com voz embargada e olhos arregalados marcariam o estilo da jornalista dali em diante.
“Quem se beneficia com a morte da proprietária da pensão?” — perguntou, em tom conspiratório. “E o que une essas três vítimas? Seria um caso de vingança antiga, ou apenas o destino zombando de nós?”
O principal suspeito
A Noviça apontou o inquilino do quarto 8, o misterioso Seu Reinaldo, como possível elo entre as três vítimas. Ele havia discutido com Isaías dias antes, era ex-namorado de Mirtes e devia dinheiro a Dona Raimunda. Fugiu da cidade naquela manhã e nunca foi encontrado.
O desfecho do caso
As autoridades arquivaram o inquérito como coincidência trágica, mas a cobertura de Carmen Angélica virou lenda interna na Malacubaca. Com três enterros cobertos em menos de 12 horas, ela ganhou fama de "repórter do além" e passou a cobrir casos cada vez mais macabros.
Anos depois, transformaria sua voz e sua verve mórbida no programa Madrugada Animada, onde contava contos da cripta, histórias de amor fadadas ao fracasso e especulações cósmicas envolvendo OVNIs e perfumes vencidos.
🎭 Figurante de mim
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Não parecia um autêntico sábado de verão. Mal começou e ficou suspenso num tempo indefinido entre tudo que acabou e tudo que jamais voltará ...