💌 Carta a quem acha que não é bom o bastante


Às vezes, eu me sento diante da tela e penso: para que escrever, se há tanta gente melhor?
Tanta gente com mais técnica, mais vocabulário, mais confiança, mais seguidores. Sou assaltada por aquele velho pensamento que sussurra que nada do que eu diga tocará ninguém, ou que seja algo além de bobagens jogadas num limbo qualquer da internet (e mesmo fora dela).
Ainda assim, escrevo. Porque preciso. Porque é meu respirar, mesmo quando as mãos do mundo tentam empurrar minha cabeça para debaixo d'água.
Não quero ser genial nem inventar roda nenhuma, só quero ser sincera, que se algum dia alguém me ler, sinta haver uma pessoa real por trás das palavras, alguém que tem dúvida, teme e se levanta mesmo com a voz hesitante e o choro preso na garganta. 
Se escrevo bem?
Já ouvi que sim. Outros tentaram e ainda tentam me convencer do contrário. Entretanto, o que me move é a vontade de externar tudo que o silêncio não consegue nem faz questão de segurar. 
No fundo, não almejo ser a melhor, nem a mais popular, nem desbancar ninguém, só ser sentida… é por isso que mesmo com todas as mordaças invisíveis, o peso do grafite sobrevive e desenha aquele amanhã que ainda vive só no plano das ideias, mas vívido o suficiente para me manter de pé.
Se eu não arriscar, como vou querer dar meu salto de fé, evoluir, algum dia ser o farol de alguém?
Lógico que hoje eu ainda estou a mil anos-luz da perfeição, de escrever com a maestria desejada, mas desistir só prolonga o processo. E ninguém tem tanta certeza assim, a eternidade não está em jogo.
Talvez a perfeição seja um fantasma que me impede de abraçar a verdadeira essência e aceitar que o feito é perfeito não pela ausência de erros, mas sim porque se permitiu existir. Foi o suficiente, mesmo quando tentem dizer que não.


— Mary Luz ✨

🌸 Até a última gota de esperança

 Subtítulo: Um texto inédito de 2012 que reafirma a força de sonhar e escrever com o coração

Introdução:

Nem sempre conseguimos nomear a força que nos move. Às vezes, ela escorre pela ponta da caneta sem pedir licença, vestida de esperança, de saudade ou de coragem. Esse texto foi escrito em 16 de outubro de 2012, numa época em que eu não tinha todas as respostas — mas já carregava comigo a certeza de que a escrita seria meu refúgio e minha salvação. Guardei esse desabafo com carinho, e agora ele encontra seu lugar no tempo: para florescer, enfim, em forma de post.

Carta do universo pra você 🌌



Ei, menina das mãos cansadas e do coração bonito… eu te vejo.

o impossível é só um tempo que ainda não chegou

por mais incerto que tudo pareça agora, 
o impossível não é um muro,
é só um tempo que ainda não chegou.

mesmo quando se duvida

nem sempre quem escreve acredita no que carrega.
há dias em que a palavra pesa,
o cansaço cala,
e a inspiração parece ter mudado de endereço.

mas o dom não some,
ele se recolhe.
espera o coração respirar de novo,
espera o corpo lembrar que ainda pulsa.

ser escritora não é viver em êxtase —
é persistir na escuta do invisível.
é escrever mesmo sem certezas,
mesmo quando o texto parece menor do que a dor.

quem nasceu pra sentir o mundo em palavras
não desaprende,
apenas silencia por um tempo
até reencontrar o próprio fôlego.

e quando volta,
volta mais inteira,
mais densa,
mais você. 

15 de outubro | Dia do Professor



📚 Os Cadernos de Marisol

🍎 Ser professor não é um trabalho. É uma missão.

O Dia do Professor no Brasil é comemorado em 15 de outubro desde 1827, quando foi criada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A data visa celebrar aqueles que, diariamente, moldam o futuro, transmitindo mais do que somente conhecimento acadêmico — mas também ética, valores e o essencial para a formação de cidadãos conscientes.

Por trás da data, por trás da festa, por trás dos elogios públicos, existe a realidade que poucos veem.

Cinco anos sem você, vó

Não parecia um autêntico sábado de verão. Mal começou e ficou suspenso num tempo indefinido entre tudo que acabou e tudo que jamais voltará ...