há dias em que a palavra pesa,
o cansaço cala,
e a inspiração parece ter mudado de endereço.
mas o dom não some,
ele se recolhe.
espera o coração respirar de novo,
espera o corpo lembrar que ainda pulsa.
ser escritora não é viver em êxtase —
é persistir na escuta do invisível.
é escrever mesmo sem certezas,
mesmo quando o texto parece menor do que a dor.
quem nasceu pra sentir o mundo em palavras
não desaprende,
apenas silencia por um tempo
até reencontrar o próprio fôlego.
e quando volta,
volta mais inteira,
mais densa,
mais você.
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