Terças com Tita | O refresco do algoritmo

 

Sabe por que o mundo se tornou tão careta?

Porque foi o preço a ser pago para entrar na caixinha, apesar de sempre termos escutado aquela máxima sobre pensar fora dela, ousar, abraçar a coragem, celebrar as diferenças e saber quando e como discordar. Uma leitura maniqueísta e tendenciosa poderia incorrer numa captura de tela distorcida e replicada à exaustão, colocando na minha boca palavras que eu nunca falei, ignorando o contexto e o chamado à autocrítica que tanto faz bem à sociedade e nunca cai de moda.

Depois dos 25 | Ponto de não-retorno

 


Se já escrevi, não lembro quando, mas não é a primeira vez que me questiono o porquê de a nostalgia Y2K resgatar e reciclar o que tinha de mais abjeto naquela longa década. Permaneci alguns segundos dramáticos fitando a tela, tentada a apagar essas ideias ridículas e pelo menos tentar seguir o tal fluxo, abraçar a nostalgia e ignorar a podridão varrida para debaixo do tapete.

13 de abril | Dia do Jovem


🌱 A Energia do Amanhã: Celebrando o Dia do Jovem

13 de abril — Dia do Jovem

Juventude é mais do que uma fase da vida: é potência. É inquietação, brilho nos olhos, coragem para tentar e a teimosia bonita de quem ainda acredita que pode mudar o mundo — e muitas vezes muda. O Dia do Jovem, celebrado em 13 de abril, é um convite para ouvir quem vive o presente com um pé no futuro.


✨ Por que celebrar o jovem?

Porque são eles que:

  • carregam ideias novas nas mochilas;

  • levantam cartazes nas ruas e hashtags nas redes;

  • enfrentam o cinismo do mundo com um fone de ouvido no ouvido e uma esperança no peito;

  • acreditam, sonham e recomeçam, mesmo sem apoio.


🧠 Como os jovens podem transformar ideias em ações?

🔹 Sonhe com os pés no chão — Trace metas e se organize, mesmo que aos poucos.
🔹 Se informe — Conhecimento é poder. Leia, ouça, converse.
🔹 Conecte-se com causas — Participe de grupos, projetos ou crie o seu.
🔹 Não subestime sua voz — Jovens mudaram regimes, criaram tecnologias e escreveram livros que ainda lemos.
🔹 Permita-se mudar de ideia — Evoluir é parte do caminho.


🪴 Como apoiar os jovens de verdade?

🌻 Escute sem desdenhar.
🌻 Incentive sem impor.
🌻 Corrija sem ridicularizar.
🌻 Esteja por perto sem sufocar.
🌻 Acredite — porque eles já lidam com muitos que duvidam.


🧑🏽‍🎓 Jovens que fizeram história

📘 Anne Frank, que escreveu um diário em meio ao horror nazista.
🎤 Billie Eilish, que ressignificou a arte e saúde mental no pop mundial.
📚 Malala Yousafzai, que sobreviveu a um atentado e virou Nobel da Paz aos 17.
🪪 Heitor Villa-Lobos, que compôs aos 12 e se tornou o maior nome da música clássica brasileira.
📸 Jovens brasileiros anônimos, que fazem vaquinha para estudar, criam ONGs e resistem com arte, afeto e criatividade mesmo sem protagonismo.

11 de abril | Dia do Fondue de Queijo 🫕


Na última sexta-feira (11 de abril), foi celebrado o Dia do Fondue de Queijo, uma data que pode parecer só mais uma curiosidade gastronômica, mas que, na verdade, carrega história, tradição e afeto. Uma data para aquecer os dias mais frios, reunir as pessoas queridas em volta da panelinha e transformar o simples ato de comer em ritual.


📜 Um pouco de história… e uma pitada de charme

A palavra “fondue” vem do francês fondre, que significa derreter. E foi justamente essa necessidade que originou a receita: nas montanhas da Suíça, durante os invernos rigorosos, camponeses aqueciam os restos de queijo duro com vinho branco e mergulhavam pedaços de pão velho para criar uma refeição nutritiva e compartilhável.

Mas o fondue não foi sempre “coisa de gente simples”. Historiadores apontam que, durante o século XVIII, os queijos usados (como o Gruyère) eram caros e inacessíveis aos mais pobres. Com isso, o prato também foi apreciado por famílias abastadas, sobretudo nas regiões de Jura e Savoie, na fronteira entre Suíça e França.

A primeira menção escrita ao fondue aparece em um livro publicado em 1699, na cidade de Zurique.


🌍 Do frio suíço para o mundo

A internacionalização do fondue aconteceu na década de 1950, quando o chef suíço Conrad Egli apresentou o prato em seu restaurante Chalet Suisse, em Nova York. Ele também foi responsável por criar a versão doce com chocolate derretido, que virou sinônimo de romance e finais de jantar com gosto de “quero mais”.


🗓 Por que 11 de abril?

O Dia do Fondue de Queijo é celebrado em 11 de abril como um marco simbólico do início da temporada de fondue em muitos países com clima frio. Uma homenagem à cultura suíça — mas, mais que isso, uma celebração do aconchego que só um prato coletivo é capaz de proporcionar.


💡 Curiosidades que aquecem o papo

  • 🧾 O fondue aparece pela primeira vez por escrito em Zurique, em 1699.

  • 🎶 Na Suíça, quem deixar cair o pão na panela deve pagar prenda: cantar, contar piada ou até dançar.

  • 👨‍🍳 Por lá, é tradição o homem da casa preparar o fondue, como um gesto de hospitalidade e cuidado.

  • 🏠 A cidade de La Chaux-de-Fonds, famosa pela relojoaria, também disputa o título de berço da receita.


🍷 Harmonizações e variações deliciosas

Um bom fondue pede uma boa companhia — e um bom vinho!
O tradicional acompanha bem vinhos brancos secos, como o Sauvignon Blanc, ou até um espumante geladinho. Para os criativos, vale testar versões com queijos azuis, gorgonzola ou até receitas veganas feitas com castanhas, azeite e levedura nutricional.

💡 Dica dos Cadernos de Marisol: mantenha a chama da panelinha baixa e mexa sempre com colher de pau para evitar que o queijo queime no fundo.


🤍 Mais que comida: convivência

O fondue é mais do que uma refeição: é um ritual coletivo. Não se come fondue com pressa. Ele exige tempo, cuidado e partilha. Cada pessoa espera sua vez, mergulha o pão no queijo, ri, derruba, paga prenda… e no fim, tudo vira memória.

Na correria do dia a dia, talvez a gente precise mesmo de mais fondue — no prato e na vida. Que tal resgatar essa tradição? Nem que seja com pão francês, queijo derretido no fogão e muito carinho à mesa.

cada um por si e o tempo contra todos nós

somos as peças que ficam de fora 
no limiar da invisibilidade 
nós sempre damos conta do recado 
precisamos olhar para o lado
tanto egoísmo não leva a nada

corra uma maratona com a perna engessada
você pode ir mais depressa
desculpas não justificam derrotas
você nem sequer se esforça 
a vida é difícil para todo mundo 

cada um por si e o tempo contra todos nós 

eles vêem o sorriso resignado,
palavras trancadas no alto da garganta 
concessões feitas sem resistência 
o lobo rasga a pele do cordeiro 
quando o sim não vem de primeira 

o cansaço crônico parece ócio
de quem vive um não-lugar no mundo 
pensado para suprimir divergências

corporais 
mentais 
comportamentais 

lugar de fala, qual deles?

porque quem tenta falar por nós 
se esquece de nos consultar.




Mary Recomenda | A face mais doce do azar - Vera Saad

 

Capa de A face mais doce do azar, publicado pela Editora Palimpsesto.

Tem livros que não chegam até nós com barulho, mas que, uma vez lidos, não nos deixam mais. A Face Mais Doce do Azar, de Vera Saad, foi uma dessas descobertas silenciosas e arrebatadoras.

refluxo urbano

os ventos sopravam ao sul
ondas revoltas inundavam as cercanias dos castelos
erguidos na firmeza de uma promessa vazia 
apesar da escuridão, ainda era dia 
e o lugar seguro dispensava a tradicional rigidez
nem perto do mar, nem na capital 

pombos encharcados no telhado 
a sacola plástica, marionete de mãos invisíveis, voava sem freios
da janela, a imagem embaçada
ondas se formando no asfalto 
impacientes faróis amarelados preenchiam a avenida
um por um a entrar nessa dança funesta
no sentido antihorário 
contabilizados nas estatísticas 
bueiros regurgitavam as velhas queixas de verões passados 
transbordando o que sempre foi ignorado.



Que alerta foi esse?

Tomei um susto daqueles agora há pouco. Receber alerta da Defesa Civil é assustador, mas a mensagem foi meio estranha, como indica a captura...