Último dia de junho

 Hoje é um dia muito importante, pois o primeiro semestre está se despedindo. À meia-noite começa a segunda metade do ano, com seus encantos, deleites e desafios.

Captura congelada

Enquanto escrevo faz 7º lá fora, com sensação térmica de 5 °C, os termômetros irão despencar ainda mais e até quarta-feira o jeito é se proteger do frio dormindo com muitos cobertores, usando roupas quentes, tomando banho quentinho também e, claro, se alimentando bem… mas penso nos moradores de rua, nos animais abandonados, que Deus olhe por eles e sempre esteja a enviar anjos para proteger aqueles que são “invisíveis” para a sociedade.

Sábado ameno

Hoje foi um dia agradável, ameno, mesmo com a bateria do celular descarregando (tirei e dei uma pequena editada nas fotos com menos de 15% de carga), fiz questão de fotografar o pôr do sol… em setembro vai completar um ano que comecei a registrar tudo aquilo que sempre me encantou, mas nunca pensei ser possível registrar. 

Até o ano que vem, outono!

 O outono está se despedindo. Não tirei fotos nem sexta-feira, nem ontem. No sábado porque fez muito frio, tudo bem, não é desculpa, seria uma boa imagem, afinal de contas, a visibilidade estava reduzida e daria para perceber um véu branco cobrindo os prédios distantes. Pela manhã, o céu estava tão escuro que olhei as horas para ter certeza de que não acordei cedo demais.





Ontem choveu e a temperatura não subiu. Ao longo da semana vai esquentar um pouco, mas nada comparado a primavera e ao verão, teremos tardes mais amenas, não a ponto de usar manga curta.
Quanto ao inverno, o rigor dele geralmente se limita ao mês de julho, em agosto e setembro sempre temos os afamados veranicos, quando temos dias quentes seguidos antes de chover e de vir uma massa de ar polar.
Depende bastante do ano. Por exemplo, em 2016 o inverno foi rigoroso, sim, me lembro de que, desde o final de abril (outono) até o final de agosto, em quase 90% dos dias fez frio. 

Hoje mais frio do que ontem

 Hoje fez mais frio do que ontem e a previsão do tempo indica chuvas significativas nos próximos dias, resta aguardar se o volume de precipitação alterará algo no índice dos reservatórios porque a taxa da bandeira vermelha na conta de luz vai aumentar. Por ter sentido um mal-estar no estômago, não estou 100%, mas quis registrar o fim da tarde só para não cair no esquecimento.

Nublado, mas não adormecido ☁️

 Hoje o céu esteve nublado, o sol não apareceu e a amplitude térmica não foi muito grande. Na projeção dos próximos dias, o SIMEPAR prevê chuva e frio, a chuva, como cansei de dizer, é muito bem-vinda, necessária não só para equilibrar o ciclo das estações como para reabastecer os sedentos reservatórios.

Aquarela celeste 🖌🌃

 Olá, tudo bem aí do outro lado? Ontem, antes de dormir, dei uma olhadinha na janela e vi que havia neblina deixando a visibilidade reduzida, esses prédios que aparecem nas imagens desaparecem durante um nevoeiro, mas a minha câmera de celular não capta com perfeição esses momentos, o céu noturno fica todo granulado, como se a lente estourasse, e por ser tarde, se abrir a janela, vou acordar todo mundo, então não posso fazer isso.

Registros do anoitecer 🌜

Sempre que posso, registro o pôr-do-sol, mas hoje me atrasei em 20 minutos (aqui o sol tem se posto por volta das 17h35) e contemplei o anoitecer. Com muito encanto fiz questão de fotografar minha amada lua e notei um pontinho brilhante visível no céu e fui verificar se algum planeta estava visível a olho nu, pois Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, dependendo da época do ano e das conjunções, podem ser vistos a olho nu.

Hasta al cielo

Noite 🌜



noite
de vento gelado,
do dia dos namorados,
de refeições quentes,
de cobertores
nas costas enrolados.

noite
que cai antes das sete,
quando sol e lua
dão as mãos
e depois se vão.

noite
de vidros embaçados,
oportuna ocasião
para as pontas dos dedos
gravarem uma inicial
segredo revelado
por um coração apaixonado.

noite
em que músicas abraçam
e a própria companhia
é mais do que necessária
em que de olhos fechados
pode-se viajar para longe
através da poesia
da prosa
e da própria lembrança.

noite
que descansa de ser dia
pelas horas seguintes
até a noite
cansar-se de ser
noite.


Coccinella 🐞



        Coccinella é tímida. Já foi injustamente acusada de ser antipática, quando sente medo de ser alvo de zombarias. De natureza observadora, mais ouve do que fala, mesmo calada, incomoda. Ela se revela quando está à vontade para ser quem é e para os merecedores desse privilégio, uma amiga se ganha. Ela sabe fazer os outros rirem, mas ambientes hostis a intimidam e o velho casco serve de escudo caso alguém tente feri-la.
        Coccinella se comunica melhor através das linhas, não admite nenhum tipo de censura, pois a escrita é um meio de comunicação de coração para coração, onde a alma dela se desnuda sem reservas e faz-se necessário ter empatia e sensibilidade para compreendê-la. Se há interferência na recepção da mensagem, todo o resto perde o sentido.
        Coccinella não é feia, muito pelo contrário, mas na maior parte do tempo se sente invisível. Há tantos vagalumes de plástico ao entorno que ela se ressente por ser joaninha, rejeita as pintinhas no casco, queria ser exuberante como uma borboleta ou então brilhar no escuro ou ser essencial como a sempre trabalhadora abelha.
        Tão distraída pelos complexos todos, Coccinella abre um sorriso fraco para cessarem as sabatinas, mas quando se recolhe, afunda o rosto no casco e chora, chora por se sentir esquecida, porque quando se vê refletida, enumera uma dezena de "defeitos", vê no feed tantas borboletas — e elas nunca estiveram tão em alta — e sabe que não importa o que faça, nunca será uma borboleta. E embora haja quem aprecie joaninhas, estes também não se manifestam.
        Farfalla é uma produção em série e tem sido endeusada por isso mesmo. Concentra em mãos fama, poder, popularidade, nem sequer precisa que um gênio da lâmpada apareça e três pedidos especiais lhe conceda, ela pode ter ao alcance das mãos tudo e todos que quiser, o mundo é inteiramente dela. Um movimento seu rende milhares de curtidas nas redes sociais, sua imagem está estampada em todos os lugares, o impossível não passa de um vocábulo que não aplica a esse contexto... bem... a Farfalla.
        E estamos falando sobre Coccinella... o resto do mundo já se ocupa em elevar Farfalla ao patamar de uma deusa pelas frases de efeito e pelas imagens tratadas, pelo significado agregado num mundo tão regrado pelo ter... e Cocci só sabe ser, porque o que tem, bem, não importa para pessoas que levam em conta o que podem ver.
        Coccinella é apenas uma simples joaninha, trabalhando sem sequer ser reconhecida. Nem de longe tem um tiquinho da atenção que Farfalla recebe, não inspira modinhas, não leva o mundo ao delírio cada vez que respira.
        Na verdade, Cocci não precisa de grandes coisas para ser feliz, aprecia o seu mundinho, mas ama um certo alguém e queria tanto ter uma única chance de conquistar, fazer esse alguém notá-la, por isso, o medo. Ela gostaria de ter seu momento de Cinderela, de se sentir especial ao menos uma única vez na vida, com a condição de que meia-noite não seja o fim.

N/A: Se você também se sente uma Coccinella, dê sinal de vida, assim, não me sentirei só. Obrigada por ter lido. ♥

CONFISSÕES DE LALY 10 ANOS | FERNANDA CONFESSA QUE AMA FUINHA (em comemoração aos 10 anos da web novela)


CONFISSÕES DE LALY 10 ANOS | O REENCONTRO (a releitura do texto que inspirou a publicação da web novela)

 Olá, queridos amigos e amigas! Tudo bem com vocês? Espero que sim. *-*
Dez anos atrás, numa terça-feira ventosa, esta que os escreve abriu o bloco de notas e, inspirada pela proximidade do Dia dos Namorados, decidiu escrever uma nota aleatória da Laly, e desta simples tentativa vieram outras e as ideias encontraram um fluxo harmonioso para se manifestarem. Com isso, pensei, seria legal dar uma chance para uma novela que destoava totalmente de DDP. E foi a melhor decisão que tomei. Espero que gostem dessa releitura porque a escrevi com o coração, tendo de base a versão original. Apertem os cintos e entrem no clima. (= #ConfissõesDeLaly10Anos #EscritoraVirtualSim #ComOrgulho 

O primeiro amor da leoa ♥ (CONFISSÕES DE LALY 10 ANOS)


Ingressei na primeira série com oito anos completos, tudo porque Eleonora estava pouco se lixando para a minha educação e papai, obcecado pela ideia de que Ingrid o traiu, via a mim como um retrato daquela que repudiava com todas as forças. Se pudessem, eles me jogariam num galinheiro e me dariam restos de comida, ao menos lhes restava um indício de humanidade, muito mais sustentada pelo temor divino do que por empatia.
Se eu era um estorvo tão grande assim na vida do casal, por que não me deixar na casa do Tio Abílio? Meus padrinhos me amavam muito e repetia meu tio que onde comiam quatro, comiam seis.
Eleonora era merendeira da escola, portanto, ganhei uma bolsa de estudos e tanto minhas notas quanto minha conduta deveriam ser impecáveis. No que tange aos estudos, sempre fui aplicada, curiosa, dedicada e aprendia facilmente, nunca fiquei para trás, mesmo tendo muito menos que os meus colegas.
Pelo fato de saberem de minha origem, as outras meninas me discriminavam. A única que falava comigo sem desprezo nem preconceitos era a tímida Naira Sanches. 
Naira gostou de mim desde o primeiro dia de aula e não demorou muito para eu passar muitas tardes da minha vida no salão de beleza da D. Emília, brincando com a pequena Mayra, auxiliando a cabeleireira, lavando os cabelos das clientes, atendendo o telefone e até ficando para jantar.
Mauro e Emília me estimavam muito, especialmente pelo fato de eu ser a única amiga de Naira. Antes de encasquetar na cabeça a ideia de ser freira, minha amiga de cabelos curtos e olhos verdes desejava ser enfermeira, sempre teve vontade de dar alguma contribuição para a humanidade e não dava a menor importância para os modismos mundanos, era indiferente ao fervor das garotas com a chegada da puberdade e do florescer das primeiras paqueras. Já Mayra queria seguir os passos da mãe, se casar, ter filhinhos e uma casa linda com quintal.
As irmãs Sanches e eu éramos inseparáveis. Assistimos tantas novelas juntas, brincamos de pirata, princesa, pique-esconde, cabeleireira, íamos à praia, à igreja e tristes eram os dias em que não podíamos nos encontrar e eu tinha de suportar Eleonora e suas calúnias, a profunda indiferença de Edílson e orar para Deus me fortalecer, para ser grande logo e dar o fora dali.
Na 4ª série, quando eu estava com 11 anos, houve um surto de piolho na nossa turma e, claro, os danados me fizeram coçar muito a cabeça. Eleonora levou-me a um barbeiro carrancudo e determinou que este tosasse o meu cabelo. Os fios que chegavam até o quadril foram reduzidos a chumaços no chão. Traumático demais para uma menina da minha idade.
Pior era ir para o colégio com aquele cabelo que parecia um ninho de corvos, todo desajeitado, olhar para o espelho e não me reconhecer, porque minha madrasta sentia prazer com o meu sofrimento, sempre que tinha a oportunidade de me alfinetar, arremedar, diminuir, desmerecer, caluniar, difamar, duas vezes não pensava, afiava a língua peçonhenta e executava o trabalho com maestria.
Sorte que Naira e Mayra me ajudaram com palpites sobre como passar por aquela fase complicada de patinho feio. Tiaras coloridas, brincos, pulseiras, gargantilhas, até comentavam sobre estrelas que usavam o cabelo curto e eram lindas, charmosas, sedutoras, contavam sobre as mulheres que frequentavam o salão da D. Emília e pediam o corte Joãozinho. 
Até hoje, passados tantos anos, nunca consegui superar o trauma... no máximo topo um Chanel, um longbob, quiçá (e com ressalvas) aquela franjinha na testa... se você vir uma Lalinha por aí de cabelo Joãozinho, pode saber de uma coisa: não sou eu.
Um ano após o surto de piolho, meu cabelo havia crescido, ainda não caía em cascata pela cintura, mas já cobria a nuca e me deixava parecida com a Branca de Neve. Naquele verão quem veio passar uns tempos comigo foi a Dani, pois o Túlio estava com catapora. Eleonora e Edílson dissimularam bem durante o tempo em que minha prima ficou hospedada em nossa casa e a paz, ainda que falsa, reinou por algumas semanas. Foi nessa época que eu me apaixonei pela primeira vez na vida.
Eu já conhecia o Gustavo Figueira Antares, quem não?
Gustavo Figueira Antares era o primogênito do prefeito Jordano Antares. Estudava Agronomia na capital e vinha passar as férias na nossa cidade. A família sempre aparecia nos jornais por ser uma das mais tradicionais e abastadas. 
Eu ainda era moleca, subia em árvore; quando me machucava, tentava esconder dos meus pais para não apanhar, nem pensava em namorar, beijar na boca, muito menos me apaixonar e ficar suspirando pelos cantos que nem uma boba, mas... aconteceu.
Daniela insistiu para eu levá-la à sorveteria, prometeu que pagaria a minha parte, então eu não tive muita resistência, queria tanto experimentar uma banana-split e fazia muito calor. 
A fila estava grande, de dar voltas. Dani e eu conversávamos, era final de tarde e não tínhamos tanta pressa para voltar para casa. Quando nossos pedidos ficaram prontos, fomos até o balcão buscar nossas bandejinhas com os sorvetes, as colheres e os guardanapos. Distraída, esbarrei num cara, pior, derrubei a bandeja e sujei todo o piso de sorvete. Queria enfiar a cara num buraco, todo mundo estava me olhando.
Quando vi em quem havia esbarrado, se pudesse, sairia correndo para nunca mais entrar lá, porém ele me sorriu e não pareceu ter levado agravo do pequeno acidente.
— Me desculpa... — implorei com um fio de voz.
— Fica tranquila, isso acontece! — Gustavo disse.
— Sujei a sua calça...
— Tá tudo bem!
— Não tá tudo bem, eu sou muito estabanada... olha só o estrago que eu fiz?
— Peça outra banana-split e coloque na minha conta.
— Imagina, que é isso? Eu não tenho como te pagar!
— Eu não pedi que você me pagasse...
Daniela, sentada na mesa que reservamos, ria da situação. Tantas vezes depois nós duas rememoraríamos detalhes desse dia.
— Quero te pagar, tudo bem?
— Tudo bem... — concordei.
— Você se chama...?
— Laly?
— Lalí.
— Láli com y.
— Nome diferente. — Gustavo assentiu.
— Mas todo mundo me chama de Lalinha. Estou enganada ou você é o Gustavo Figueira Antares?
— Eu mesmo.
Trocamos um aperto de mão.
Foi nesse instante que reparei melhor no rosto dele, no conjunto da obra, para ser bem sincera. Até então, ele era um rapaz como qualquer outro, mas deixou de ser. Eu era apenas a órfã de pai vivo, a garota que morava numa pocilga, a bolsista do colégio religioso, o patinho feio da turma, a única que nunca tinha nada de bom para contar, que não tinha lá uma vida tão interessante, alguém por quem ninguém dava nada. Até aquele instante.
— Ele é muito bonito! — comentou Daniela quando, refeita do ocorrido, voltei para a mesa com a banana-split oferecida por Gustavo.
— Sabe que eu nem reparei?
— Ah, não acredito, Lalinha! Você vive em que planeta?
— Esse tipo de menino nem repara em meninas como eu.
— Olhar não tira pedaço, Lalinha.
Continuei apreciando o sorvete derretendo na boca, ocupada demais para confabular sobre garotos.
— Não me diga que você nunca beijou de língua? — Daniela insistiu.
— Ui, Deus me livre e guarde!
— Nunca? Nem um beijinho na boca?
— Nunca.
— Estou vendo seu futuro namorado.
— Para de falar besteira, Daniela. O Gustavo nem repara que existo, sem contar que deve ter namorada, uma namorada bem bonita da idade dele, nem repara em fedelha e eu também não penso em garotos, muito menos gosto dele.
— Você parecia bem à vontade falando com você.
— Nem vem...
— Ele não é de se desperdiçar.
— E você vá brincar de boneca, está muito nova para pensar em namorar...
Sou seis meses mais velha que Daniela, logo, se havia acabado de completar 12, minha prima ainda tinha 11.
Naquele dia, depois que minha prima dormiu, fechei os olhos e recordei a sensação daquele aperto de mãos entre mim e Gustavo. Os meninos não eram gentis comigo e até hoje, por mais que eu tenha desabrochado e me transformado numa linda mulher, os fantasmas da fase do cabelo Joãozinho me perseguem. Os insultos eram bem pesados e eu não chorava, pelo menos não na frente deles, acabei com a cara de muitos fora da escola, dentro eu precisava manter a postura porque aquela era minha única oportunidade de ser alguém, fora eu não tinha medo de pegar moleque de emboscada e encher a cara de socos.
Eu já havia esbarrado com Gustavo outras vezes. Ele se sentava na primeira fileira do lado direito da igreja todos os domingos, tinha uma caminhonete azul e apesar de ser menor de idade já sabia dirigir direitinho e passeava todo final de tarde com os irmãos e mais alguns amigos, ouvindo som alto, os ventos bagunçando os cabelos negros. Eu reparava nele, todas as garotas reparavam nele... e ele, na condição de um garoto bonito, bom partido e ainda por cima filho do prefeito, poderia escolher qualquer garota e jovens mais bonitas, inteligentes, com sobrenomes tradicionais e vidas mais interessantes tinham a dar com o pé. Ser realista me pouparia de levar um tombo por dar um passo maior do que a perna.
Dar-me conta de que eu não queria sofrer por ele era a resposta para a indagação de Daniela: eu tinha uma quedinha por Gustavo Figueira Antares.
Sim, respeitável público.
Eu estava apaixonada.
Aquele aperto no peito, aquela vontade de chorar, aquela mania de perder o fio da meada durante a conversa e me meter em encrenca por estar distraída eram sintomas visíveis do que se passava dentro de mim. Nem no meu diário, meu maior confidente, eu conseguia falar sobre o que se passava, era um tabu destrancar o peito e ser sincera, porque nem mesmo encontrava palavras capazes de concatenar todos os porquês que se somavam e me engoliam, me afastavam da infância.
Eu era apenas mais uma, ora bolas!
Se você perguntasse quem era mais famoso entre as meninas, Gustavo Figueira Antares ganharia disparadamente. Muitas garotas adorariam esbarrar nele, trocar um aperto de mãos, de fato tive uma oportunidade tramada pelo destino, o que seria um desatino foi, na verdade, um grato presente para eu refletir sobre mim mesma, sobre tudo que eu vinha fingindo não sentir, crendo que doeria bem menos enterrar aquilo com que não conseguia lidar ou não havia encontrado subterfúgios dignos.
Foi o momento de perguntar à Daniela:
— Dani, você já gostou de alguém?
— Claro, ué!
Dani já se adiantou:
— Você gosta do Gustavo Figueira Antares, não gosta?
— Não sei...
— VOCÊ GOSTA DELE, LALINHA!
— Ele tem namorada.
— Perguntei à Naira e ela me disse que o Gustavo não tem namorada nenhuma.
— Dani...
— Se dependesse de você...
— Você jura pra mim que só comentou isso?
— A Naira não é boba.
— Você contou à Naira que gosto do Gustavo?
— Eu não, ela já sabe...
— Dou tanto assim na vista?
— Fica fria, prima. Não é o fim do mundo gostar de um menino.
Minha prima me abraçou.
— Estou gostando de um menino que nem sabe que eu existo.
— Laly, o Gustavo não tem namorada, não é visto com ninguém e tem mais: como ele vai notar que você é linda se você se esconde?
— Olha quem eu sou e olha quem ele é.
— Ele me parece um cara simpático e legal, Lalinha. Se ele não fosse, eu seria a primeira a falar. Ele é bonito, educado, simpático e não é tão verdade que ele não olha para você. Olhar, ele olha. Sabe, quem tem que olhar um pouco para você é você mesma. A beleza ajuda e você tem, você é muito bonita, mas ser só bonita não ajuda. Se uma guria é bonita, mas é grossa, chata e antipática, os meninos ignoram mesmo... às vezes tem guria que nem é bonita, mas tem um monte de menino babando porque é simpática, educada, faz as pessoas rirem, se valoriza. Não estou dizendo que você não é simpática nem educada, você diz que não, mas é muito tímida. Se você vive se escondendo no casco, deixa muita coisa para trás, prima. Se você não lutar um tiquinho assim pelo Gustavo, depois não adianta chorar se ele aparecer com uma namorada. Lute, pelo menos se não der certo, você tentou, deu o seu melhor, é o que importa no fim das contas.
— Meus pais nunca vão me deixar namorar!
— Claro que vão!
— Eu sou uma menina comum, simples, não sou rica, não tenho nada de valor... o que vou ter para oferecer a um garoto como ele?
— Beijos, abraços, amizade, carinho, sorrisos. O seu amor não basta?
— Não quero me iludir com o que não posso ter.
— Não deixe o medo te impedir de viver. Daqui a muitos anos você rirá do que sente agora, se arrepender não do que fez, mas sim do que não fez, vai por mim.
— Já que você insiste...

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