Depois dos 25 | Expectativa x vontade

 

Prestes a completar 25 primaveras, fui tomada por uma avalanche de reflexões que, de certa forma, me acompanham. A pressão para seguir o fluxo: casar, ter filhos, construir uma vida “estável” está cada vez mais presente, mas não consigo me ver dentro desse roteiro. Sinto como se estivesse vendo todos ao meu redor dando grandes passos para uma fase da vida que não estou preparada para atravessar.

Olhando para o que as pessoas esperam de mim, parece que a vida de “adulta” é essa: ter um parceiro, uma casa, filhos. Entretanto, me pego confabulando a respeito dessa cobrança da sociedade e dos parentes, a fuga da pecha de solteirona e o medo de morrer sozinha. O peso de já ter 25 anos e sentir que ainda não havia feito nada da “minha vida” me deixa nesse léu, onde tento juntar evidências acerca dos meus verdadeiros desejos, não as expectativas alheias. Vejo-me longe da ideia de construir algo que todos parecem estar fazendo ou estou posando de rebelde sem causa?

Aquela ideia de que, aos 25, você deveria já ter um casamento sólido, um trabalho estável e filhos (se não tivesse um, ao menos estivesse no caminho para isso) me causa um desconforto imenso. Sinto-me uma estranha no ninho, como se estivesse vivendo fora do tempo. As conversas sempre giram em torno de casamentos, bebês, planos de futuro. E lá estou eu, sem um plano claro, sem saber se o que todos dizem ser “o próximo passo” é realmente a direção que quero seguir.

O que é o certo, afinal? Viver de acordo com essas expectativas ou construir um caminho só meu, no meu ritmo, sem precisar me apressar para que a vida se encaixe no molde que a sociedade quer que ela tenha?

Hoje, vejo que a pressão social pode ser uma das maiores armadilhas que nos colocam, embora também acredite haver algo de errado comigo por não querer seguir esse roteiro, as etapas de um fluxograma que não me permitem ter autonomia. Entendo que cada um tem seu tempo, e muitas pessoas estão, agora, nessa fase da vida, mas o meu tempo não precisa ser o mesmo. E está tudo bem com isso.

Tenho outros sonhos, outras prioridades. E, se o caminho da maternidade ou do casamento surgir algum dia, que seja no momento em que eu realmente queira, e não porque todo mundo está nessa vibe. Que eu não me sinta pressionada a estar em uma fase só porque a idade me diz que é hora. Para mim, a felicidade não tem idade, nem roteiro, e não existe pressão para ser quem você não é.

Editorial WNBM | Nas mãos de Deus: a verdade sempre triunfará

 

A escrita fazia com que eu me sentisse especial, única. Era o meu coelhinho na cartola, o que me mantinha viva e forte. Ver qualquer imbecil que mal sabe pontuar uma frase dizendo que é escritor me deixa com tanto asco que não sei nem como lidar com tanto desprezo. Me fazer acreditar que meus textos só são lidos quando postados no Webnode me destruiu completamente, porque toda vez que lembro, vem aquele flashback de toda dor que passei em 2012 e neste ano. Vai levar algum tempo até eu digerir essa mágoa e me superar.

É tão estranho ter de abdicar do que eu mais gosto só porque tem gente mal-amada nesse mundo que vive de invejar e imitar os outros. Que deprimente! Por causa disso, tenho que temer a felicidade, porque, se aparecer linda e bem-sucedida, tem gente que vai querer acabar com a minha alegria para poder se sentir bem.

Eu só peço a Deus que se encarregue de fazer justiça, porque Ele sabe muito bem o que cada pessoa tem no coração e sabe como ninguém quem me derrubou. Não vou sujar minhas mãos me vingando de lixos humanos, de garotos mal-fodidos que queriam ser mulheres e não são. Por isso se enraivecem porque, ao contrário deles, não gosto de copiar, só de criar. Inspirar-se nos grandes autores é importante, todavia, copiar as ideias e trocar o nome dos personagens não é talento, tem outro nome. Minha escrita busca ser autêntica, enaltecer a região onde vivo, com personagens humanos, com virtudes e defeitos, sem essa arrogância de transformar uma porcaria cheia de erros de concordância numa superprodução.

A Dor do Plágio

Lógico que meu blog, em vista do complô machista, é super pequeno. Meus fãs quase não comentam, mas sei que, por mais que eles tentem exibir Confissões de Laly, nunca vai ser como foi no Facebook, nunca vai ser nem 5% do que foi. Uma coisa é contabilizar as visitas e transformar a novela numa arma, e outra bem diferente é degustar lentamente cada palavra, cada cena, e crescer com os personagens, ficar ansioso pelo capítulo seguinte. Por essa razão, sou favorável a postar um capítulo por dia e não todos os capítulos da semana de uma só vez. Perde o encanto.

Por enquanto, nem sei se continuarei com as web novelas. Não sei de nada. Só sei que tenho nojo desse “mundinho” e mais ainda desses vermes sem face que aproveitam o fato de a internet ser o palco da impunidade para aprontarem e destruírem os outros. Pode ser que a justiça dos homens finja não ver, diga que sou culpada, que estou me expondo e tantos outros absurdos que já li. O que é de vocês está bem guardado. Fiquem tranquilos.

Obrigada por me fazerem dormir à base de sedativos, por não saber nem mais quem sou, por não acreditar quando alguém diz que sou linda, talentosa e legal. Obrigada por destruírem dois anos da minha vida com plágios, picuinhas, fofocas, por me fazerem ter medo de pessoas. Por me isolarem até dos parentes, conhecidos, achar que todo mundo vai me humilhar, me ofender, me caluniar. Obrigada por terem me usado quando precisavam de algum favor, por distorcerem minhas palavras.

Deus anotou tudo isso na lista Dele, porque Ele me deu a conclusão de Confissões de Laly de presente quando, em 2011, eu pedi de joelhos a Jesus Cristo que desse algum sentido à minha vida. Em menos de um ano, menos de seis meses, fui atendida. Ele sabe que a Leoa é meu anjo da guarda. Não é uma imitação de vilã da novela das 9, nem uma mocinha sem sal, inspiração de alguma mexicana.

A inspiração me abraçou, me fez constatar que a anorexia não ia destruir a minha vida, que eu era mais forte que aqueles pensamentos destrutivos. Que meu valor não estava impresso numa digital de balança. Tudo bem quanto a ser magra, nada contra, mas uma magra saudável, que come o que tem vontade sem exageros. Alguém que veste roupas que gosta, independente da moda. Alguém que sente prazer nas coisas simples como estar com os amigos, a pessoa amada. Compreendi que ainda era (sou) jovem com muito chão pela frente.

Confissões de Laly: a revolução da Leoa

Aquele projeto que comecei a idealizar aos 13 aninhos, ainda brincando com as bonecas, escrevendo em segredo, ouvindo as músicas que fizeram parte da trilha sonora, imaginando as cenas, sempre mentalizando que seria uma novela diferente e realista. Eu já visualizei alguns personagens e sempre senti a Lalinha por perto. Ela cresceu comigo. Nos separamos quando quis dar atenção a outros projetos, mas, em 2011, ela e suas amigas voltaram a povoar meus pensamentos.

Enquanto minhas amigas viviam para os namorados e faziam com que eu me sentisse culpada por ser solteira, me excluindo de tudo, a Lalinha me dizia o contrário: que eu não precisava de um homem para ser completa. Que ter olhos e cabelos castanhos era lindo, não era errado nem imoral.

A Fer Gallardo me deixou passar uma temporada na casa dela com o Gilberto e seus conselhos, a pequena Lílian, tendo o carinho da May, da D. Emília, do Pepo, brincar de correr com a Bru e a Yasmin, chupar geladinho, comer bombom caseiro de morango. Voltar para um ano maravilhoso como 2002, onde não tinha rede social para enferrujar nossos sorrisos nem antas plagiadoras se escondendo atrás de perfil falso para humilhar.

Os namoros das minhas amigas acabaram. E eu, finalmente, era feliz. Pela primeira vez na vida. Comecei a gostar de ser solteira, de ter os fins de semana inteirinhos para me dedicar ao que mais amava (e ainda amo!). Quebrei tabus sobre o meu corpo, declarei guerra ao machismo, ao conformismo.

Em 20 de julho foi selada a reviravolta da minha vida. Foi quando o Fanfics Brasil não ganhou uma rival para os traumas, e sim uma nova opção para os leitores. Para quem quisesse aceitar a Lalinha. Eu não postei Confissões de Laly para destruir ninguém, nem com pretensão de ranking. Tudo vinha da alma, do coração. Eu não forcei as cenas; elas me procuravam, fosse de manhã ou de madrugada.

Nunca pensei que aquela história faria tanto barulho, que todo mundo queria ler, saber o que ia acontecer. O ranking não representou nem metade do que essa novela foi. Porque ela revolucionou as pessoas interiormente. Uniu. Eu respondia aos leitores porque sempre gostei de dar atenção, porque está na minha personalidade tratar os outros com dignidade.

Privação e opressão

Não é vitimização, mas aquela metade de 2012 foi uma época de muita privação, opressão, um sofrimento que ia contra a natureza, uma coisa doentia, que me fazia mal. Levei um ano para conseguir suportar tudo aquilo. Viver refém do medo, manipulada a acreditar que eu não era nada, a achar que uma pessoa queria me matar e me induziu ao suicídio. Um dia essas feridas vão se fechar. Um dia esse verme vai pagar pelo que me fez, mas na justiça divina, porque essa é infalível. Por enquanto, sem noção nenhuma do futuro, vou vivendo, preenchendo as horas por preencher, sem saber, de fato, como consumir o tédio, o vazio que essa tristeza deixou; sem saber se devo perseguir esse ideal, manter esse blog, minha conta no Facebook.

Uma "original" cheia de baixaria até conseguiu ficar entre as 100 primeiras no RG, mas porque era pura putaria, não valia nada, não ensinou nada que os leitores levassem adiante. Se usar o avatar de cantora ajuda nas visitas, quem sabe eu tivesse usado o avatar da Toni Braxton para Confissões, mas aí eu estaria usando minha cantora favorita para ganhar likes e comentários. Não valeria a pena. A ideia em CL é que os leitores sintam-se livres para imaginar os personagens, a casa dos Gallardo, o salão da D. Emília, o cenário do Toda Poderosa News.

Consequências amargas da projeção

A inveja incomodou a quem não tinha talento, a quem duvidava daquele prólogo "bobinho". Tenho que reconhecer que, do mesmo jeito que a fama me trouxe amigos e deu uma levantada na autoestima, fazendo com que eu começasse a me sentir bonita e vivesse a fase mais feliz da minha vida, também me trouxe muita dor de cabeça, amigos falsos, gente mal-intencionada.

Não sei o que 2014 me reserva, mas queria muito conseguir ficar bem, me livrar desse povo nojento, invejoso, que não deixa ninguém brilhar nem ser feliz. Não sei se vou escrever alguma história novamente. Darei continuidade a Simplesmente Tita porque assumi esse compromisso e honrarei com ele até o fim. E, se eu souber que tem algum fdp tentando copiar, essa pessoa vai conhecer o meu pior.

Enfiem as críticas no...

Vocês conseguiram me desestimular, me fazer carregar essa pedra pesada da humilhação, do extremo cansaço. Vocês estão bem. Sou eu que vou ter que deixar de fazer o que mais amo na vida por causa de pessoas. Espero que algum dia, nem que eu esteja bem velhinha, possa ver vocês pagando pelas maldades que fizeram; desde o fake que se fez de "Paty Araújo" para me derrubar, o plagiador que se passou pela prima para eu ler a sinopse dele, o idiota que tratou Confissões de Laly como lixo (bem feito que o Paraquedas fechou), o falso fã que queria ganhar prestígio postando as minhas novelas, o escroto que me chamou de feia e gorda quando eu não aprovei a novelinha besta dele e todos os outros que falaram que eu me expus quando desabafei minha dor. Vocês vão pagar.

Pode ser que os autores de novelas deem finais felizes aos maus, mas Deus não. Vocês se sentem melhores que eu porque me venceram agora, porque eu sou só uma contra muitos. No entanto, eu saio de cena agora. O meu momento de glória não é agora, não é constituído pelas lágrimas alheias. Então eu sei que, por mais que eu esteja sofrendo agora, que minha carreira tenha sofrido esse abalo, algo muito bom vai vir, seja em 2014 ou 2018. A verdade vai aparecer. Quem foi humilhado vai ser feliz e quem humilhou vai sentir na pele tudo que eu senti.

Critiquem, mandem as indiretas e enfiem no c*. O Twitter da Noviça é único, não é uma bosta feita por um mal-amado que usa um pseudônimo polêmico para esconder o rosto e machucar os outros. Todo mundo sabe que a Noviça de Puppy Love é uma personagem naturalmente engraçada do jeito que é. Até isso tentam copiar, mas tem uma diferença grande entre ser divertido e ser ridículo. Muitos ultrapassam esse limite e nem percebem.

Já perdi dois anos chorando por causa de idiotas. Agora chega! Não quero ninguém nesse blog que fique fazendo leva-e-traz, distorcendo meu desabafo. Não gosta de mim? Vai embora! Não veja o blog. Vá viver sua vida. Agora, ficar me prejudicando por prazer é doença, cara. Vá se tratar!

Editorial WNBM | CTRL+C, CTRL+V e o autor de verdade que se dane


Pense antes de confiar em estranhos. Antes de tentar tirar vantagem em tudo. Antes de magoar os sentimentos alheios. Pense antes de acreditar que sua opinião é a única que importa. Antes de julgar. Mas você não pensa em mais nada além de você, você e você.

Não há espaço para que eu entre. Não há nada que possa ser feito, porque de todos os jeitos já fiz minha parte. Fui até os limites humanos para entender o porquê minha palavra não vale nada para você. O que te faz se sentir tão superior a mim?

Estou cansada. Não nasci para te agradar. Não sou sua escrava, nem de ninguém.

Aquele hábito que antes me ajudava a escapar da realidade, criando um mundo onde eu podia sonhar, hoje é de onde quero fugir. Dei o melhor de mim, e ninguém reconheceu. Quando errei, todos me crucificaram. Quando fiz diferente, saí do óbvio, ninguém quis enxergar. Você copiou e colou, ficando com todos os créditos. E ainda acha isso justo? Está cego demais para perceber que o plágio não te faz um artista, mas um idiota. Seu cinismo só me mostra do que mais você é capaz.

Por que tudo tem que ser à sua maneira? Por que seu sorriso tem que custar as minhas lágrimas? Por que esse prazer em me colocar para baixo, em destruir minhas esperanças? Por que você não pode ter seus próprios sonhos?

Você não é uma celebridade. É alguém que precisa de humildade e de um choque de realidade. Ninguém tem obrigação de ser o que você quer. Fingir te proporciona relações cordiais com os “sem face da discórdia”, mas até quando? Até quando você vai aguentar essa máscara? Até quando vai suportar ser o que não é? Você sabe, de fato, quem é?

Caráter não se compra. Copiar não é talento. Escrever não é apenas juntar palavras; é fazer o outro sentir a verdade. Você não é escritor só porque copiou algo e disse que era seu. Não banalize o dom, não desrespeite quem cria.

Já estou cansada de implorar para ser ouvida, porque sei que meu desabafo será mal-interpretado mais uma vez. Talvez o motivo da vergonha esteja no fato de eu ser mulher, mas não acho. Eu teria muito mais vergonha de ser alguém que destrói a vida dos outros só por querer o que não pode ter.

Você já pensou em como me sinto? Quando você copia meu trabalho sem nem ler um parágrafo? Quando você se apropria do que não é seu e me deixa invisível? Você gostaria de trabalhar duro e não receber reconhecimento? Gostaria de ser desmerecido por ser mulher? Gostaria de ser copiado, debochado, reduzido a nada?

Pense nisso. Pense que, enquanto você se deleita com as visitas, tem alguém lutando para não desistir da vida. Alguém que está se destruindo por uma causa que não a leva a lugar algum. Pense nisso antes de impor suas ordens e desrespeitar os outros. Hoje você pode estar se dando bem, mas nada nesse mundo é permanente.

Fica o recado.

Curitiba, 4 de dezembro de 2013.

Simplesmente Tita — 2ª Temporada — 8º Capítulo


Eu viveria mil anos apenas por um beijo seu


A chance de ter nascido era de uma em trilhões, mas venci aquela maratona, correndo desenfreadamente para chegar a algum lugar. Cruzei uma linha invisível e assumi todos os riscos inerentes.
Fui vencedora.
Cresci até adquirir a forma que me preparava para outro desafio: deixar aquele recanto quente e confortável para partir em direção a outra reviravolta que me desarmou.
As luzes eram tão fortes, o medo também. Eu chorava porque não sabia falar, era totalmente dependente dos cuidados alheios e todos em volta celebravam a chegada de uma garotinha saudável, pronta para desbravar o mundo e vencer.
Muitas circunstâncias já me fizeram desejar estar entre aqueles trilhões que não estão vivos nem mortos, não são coisa alguma.
Por outro lado, a vida me ensinou o que era necessário saber para crescer e sobreviver em um mundo ainda muito distante de ser justo, cercada de pessoas que sentiram prazer em me segregar conforme seus preceitos distorcidos acerca de quase tudo.
Tentaram me empurrar do precipício esperando que eu caísse e morresse, mas menina ainda descobri que a imaginação era meu par de asas e não tendo nascido anjo, desenhei meu próprio escudo, colori a escuridão, fiz poesia sem rima e cantei com o coração.
Então, te conheci... E só esse instante fez valer todos os sacrifícios que fiz para chegar onde estou exatamente agora...
Tudo impossibilitava o nosso encontro. Eu não estava inserida no seu círculo de amigos e tampouco possuía qualquer esperança de algum dia te abraçar por um minuto que fosse porque vivíamos em dois universos opostos, rodando numa órbita onde nem o calor do sol poderia nos aquecer.
Eu, pelo menos.
A distância era ainda maior quando calculada. Sentida, pois sim, de todas as maneiras.
Uma pessoa muito sábia me ensinou que quando um sentimento é verdadeiro, o destino sempre arranja um meio de encurtar as fronteiras e fazer com que suas almas afins se reconheçam por intermédio de um olhar.
E no seu olhar não só me reconheço como me desnudo, me entrego, me faço sua, te faço poesia, te prometo que se vivesse mil vezes mais, em todas elas eu desejaria te encontrar aonde quer que você estivesse.
Eu viveria mil anos apenas por um beijo seu.

11 de maio | Dia das Mães

  Celebrado no segundo domingo de maio no Brasil e em diversos países Por trás de flores, abraços e almoços de domingo, existe uma história...