Uma ingrata espera

 

A presunção tenciona uma ideia bastante perigosa: a de agir com o entendimento de hoje se porventura me fosse concedida a dádiva de voltar ao exato ponto onde tudo se perdeu. Divagações expostas em parágrafos polidos não consolam uma alma em frangalhos, no entanto, a projeção mais benquista de caminhos refeitos aponta para um desfecho mais agradável: nunca o ter conhecido.
O bolo na garganta acumula todas as sentenças jamais proferidas, tolhendo a livre expressão, abrindo caminho para a angústia fazer morada no peito. Pensamentos intrusivos sussurram que não passo de um erro, um acidente, sem propósito algum no livro da vida, a conjunção adversativa largamente utilizada pelos covardes para desconversarem.
Os juros cobrados pela omissão foram altos.

O muro azul

 


     Hoje deparei-me com o muro pintado de azul, antes azul do que cinza, mas a tristeza não cabe dentro do peito. Ler aquelas palavras enquanto aguardava o sinal abrir para os carros preenchia o coração de esperança. "Porque sem Deus até o sol sente frio." e embora eu não tenha conhecimento da autoria desta célebre frase, sou grata a quem escreveu. 

    Ao menos tive a intuição de realizar uma modesta captura desses pequenos deleites proporcionados na selva de pedra e posso compartilhar aqueles encantos que nossos olhos sempre tão apressados deixam de apreciar.

    Não há mais a poesia para nortear os corações desalentados. Não para se ler enquanto se transita ou se espera o sinal abrir, mas ela permanece viva enquanto o amor de Deus aquecer e enternecer nossos corações durante este percurso chamado de vida. E para quem confia que tudo pode naquele que nos fortalece, é sempre natal. O ano inteiro. Por toda a eternidade.

    Sem a poesia quem sente frio é aquele que busca no meio da tristeza e da escuridão as singelezas proporcionadas por um olhar mais apurado e amoroso para as mais inspiradas obras de arte que talvez não estejam expostas em galerias, sejam produzidas por pessoas anônimas, porém repletas de amor em cada rastro deixado num mundo carente de cores vivas.

Por que abrir o caderno?

 


Foi numa tarde de domingo que o estômago embrulhou, a visão embaçou-se e uma dor lancinante me tomou de súbito. Numa sucessão de escolhas inequívocas cheguei ao que se entende por “fundo do poço”. E escolhi permanecer lá, a autocomiseração exerceu um poder invejável de persuasão, entretanto, conforme a resiliência ajudou-me a vislumbrar a fagulha de luz que me ajudaria a reencontrar o sol. Essa ideia vinha como um lampejo, mas, para prosperar, carecia de uma atitude corajosa o suficiente para não voltar às trevas. 

Edu Meirelles solta o verbo "sem mimimi, mas vou torcer pro River"

 

Se tem uma coisa que Edu Meirelles não esconde, é sua paixão pelo Flamengo. Mas, quando o Mengão não corresponde às expectativas, o bonitão da RPN não poupa palavras — e palavrões. Em janeiro de 2021, após uma sequência de frustrações e polêmicas, Edu foi às redes sociais para desabafar. E, como sempre, suas opiniões dividiram torcedores e arrancaram boas risadas.

RPN | Primeira identidade visual

 


    Oieeee, voltei... o nome dessa música super show da trilha é Cruise with me - Patrick Patrikios e está na lista daquelas músicas que o Youtube disponibiliza para usarmos em nossas produções audiovisuais caso não tenhamos permissão para utilizar músicas que tenham direitos autorais ou não tenhamos composições próprias. Depende bastante da sua proposta, se você garimpar vai encontrar algo que se adeque com a sincronia do vídeo. Escolhi essa na ocasião porque ela sincronizou perfeitamente com as imagens e as cores...

    Hoje, entretanto, fiz diferente, decidi pensar numa identidade visual para a RPN, o que pode vir a se tornar uma marca d'água nos vídeos posteriores, não sei ainda, estou aprendendo a desenhar com as linhas no Canva porque não sei mexer no Illustrator... lógico que não fica aqueeeeela arte que se diga "ó que arte mais esplêndida", mas é de coração.

Inspirado nos desenhos da adolescência (Reprodução/Canva/Arquivo pessoal da Mary)


Protótipo do Boletim Extraordinário (Reprodução/Canva/Arquivo pessoal da Mary)

Hora de babar pelo Edu e pela Ceci... ops, ver as notícias...

testando ~ testando ~ testando

A RPN é a melhor emissora do mundo porque eu mando e desmando...

Eu já desenhava isso na infância... sério mesmo...

Não perca o Vinte Horas de hoje ♥


RPN | Top de 5 segundos | Assinatura Mary (Experimental)




     Olá, amores! Tudo bem? Espero que sim! *-*

    A abertura de Pô Pai saiu no improviso, eu nunca nem tinha tentado quando usava o Movie Maker... Essa que eu fiz e compartilhei, foi toda no Canva, mas nem tuuuuuuuuudo tem... eu creditei os personagens principais e a participação especial só que não da Comadre. Eu amei a música que ficou no Youtube, a meu ver ela tem mais a ver com a vibe da série.

    Eu imagino o início mais ou menos assim: Betão está esparramado no chão acarpetado do quarto rockstar e bagunçado detonando todas no videogame, enquanto o irmão ao quarto ao lado (uma academia onde tem cama e closet)... Augusto, sentado no sofá da sala, recebe a notificação do que só pode ser a fatura do cartão e se levanta abruptamente... Nisso, na tela onde o Betinho está jogando, a imagem amplia para um balãozinho dizendo: DEU RUIM...

    A logo aparece nessa primeira entrada e aí cada personagem é creditado: primeiro o Augusto, ele atendendo um paciente no consultório e dando bronca nos garotos em casa... em seguida vem a Marcela, borrifando seu perfume predileto e golpeando o Ronald Mc Donald... daí aparece o André todo fitness e cuidando da pele, com máscara no rosto todo, se olhando no espelho e por fim o Beto, ele tocando com a banda dele, dormindo na aula... e aí, para finalizar... toc toc toc... Beto olha pelo olho mágico e o nome da Comadre é creditado... ela está toda embonecada e indignada com a demora para abrir a porta... como ela é uma mala sem alça e vem sempre sem avisar, o rockstar faz o sinal para o irmão subir para o quarto porque a mulher, sempre que os vê, faz comentários... digamos assim... um tanto quanto insolentes... e quando Marcela vai abrir a porta para a madrinha (o que explica Comadre nunca ser chamada por um nome qualquer), os irmãos Prado Mendes estão dando uma festa de arromba, Beto arrasando no baixo, André tentando paquerar as minas mostrando os braços musculosos, jogo de luzes e tudo o mais, daí o muso fitness olha para o irmão mais velho quando vê que Augusto e Marcela estão voltando para casa... nesse momento o meu nome é creditado como autora, criadora e produtora da série (me acho mesmo, me aguenta quem puder!)... quando Augusto gira a maçaneta da porta, o logo da série é inserido de novo e a música acaba. (é mais ou menos por aí, desde que todas essas minhas ideias caibam em um vídeo de até um minuto)

    O Canva fez milagre, o vídeo não ficou achatado nem embaçado, está bem nítido e o Youtube oferece opções de músicas que você pode usar de graça, só que meu querido Canvinha não tem alguns recursos que o Adobe Spark tem... a animação na hora de colocar a fonte... eu queria que a logo de Pô Pai entrasse numa "cambalhota"... ficaria muito show, né? Porque a fonte que tem tudo a ver com o Beto é aquela escolhida, ela está livre para ser utilizada...

    Hoje eu deixo vocês com o top de 5 segundos (provisório) da RPN e minhas primeiras tentativas no Adobe Spark... se eu tiver novidades, voltarei... se não, voltarei quando tiver... beijos! =)

20 anos de estrada... e um vídeo para comemorar!

 

Ainda tenho muito chão pela frente em relação aos projetos audiovisuais, mas trabalhar neles me faz um bem danado. Hoje, olho para aquele cômodo e lembro da noite quente em que me sentei no chão, peguei algumas folhas de papel sulfite, uma caneta azul e decidi escrever uma novela.

O conteúdo? Provavelmente não me representaria hoje (era puro suco de novelas mexicanas!), porém isso não vem ao caso. O importante é segurar na mão da coragem de começar um empreendimento sem grandes pretensões, apenas delimitando o primeiro parágrafo de um sonho que já falava ao meu coração havia muito tempo.

Cinco anos sem você, vó

Não parecia um autêntico sábado de verão. Mal começou e ficou suspenso num tempo indefinido entre tudo que acabou e tudo que jamais voltará ...