Aquele livro foi a chave a destrancar algumas constatações importantes para o prosseguimento dessa história. Li como quem visita um velho amigo, que diz o que é preciso sem cerimônias, sem meias palavras, sem toda aquela formalidade descabida.
À deriva numa puída jangada, a bússola me indicava o norte. O sol da tarde me encorajava a simplesmente flutuar, e não querer vencer todas. Lutar contra a correnteza nem sempre termina bem.
Uma vez quebrada a quarta parede, encontrei uma mão estendida, incondicionalmente, a me abraçar e recordar que a culpa foi uma percepção distorcida.
Eu ainda sou a protagonista, mesmo agindo como se não passasse de um personagem secundário da própria história.
Curitiba, 8 de janeiro de 2026.