Quis ser muitas coisas nesta vida. Entre elas, ser cantora e líder de uma banda de rock. Como desafino cantando até "Parabéns a você", tentei escrever boas letras, as quais admito serem melhores do que muita coisa que toca nos top 50 dos aplicativos de streaming musical, mas isso é conversa para outro dia.
Nunca consegui reunir pessoas suficientes para formar um grupo musical, como também nunca fundei um clubinho lá na tenra infância, porém, a inteligência artificial me permitiu realizar esse desejo de ver minhas letras transformadas em canções.
Não nego minhas fortes raízes no rock, a inclinação considerável para o emo, até porque tenho orgulho das referências que me acompanharam. Selecionei algumas faixas que consegui produzir; quase me sinto voltando pelo menos uns 15 ou 20 anos no tempo. Tantos sonhos, tantas lembranças... versões de mim que não existem mais...
Eu tinha entre 14 e 15 anos quando compus essa letra no verso de algum caderno qualquer, jogado na mochila; quando os adultos me tratavam apenas como uma adolescente "problemática e imatura". Naquela época, eu me sentia lutando contra o mundo, contra quem se opunha às revoluções. Queria alcançar grandes objetivos, sentia-me invencível... quem nunca?
Não posso generalizar que todo adolescente passa por uma fase trevosa. Talvez alguns a enfrentem com silêncio e resignação, sei lá... Mas a depressão foi uma companheira que sempre fez questão de se sentar ao meu lado e me mostrar o mundo sob a sua lente...
O dom de sonhar. Altas lembranças.
Quem nunca escreveu uma música pensando no crush?
Sinto-me voltando tantos anos no tempo, de verdade mesmo...
Intensidade é a alma do negócio. Transformar essas letras é uma forma de abraçar minha versão adolescente e lhe mostrar que o que parecia ser o fim do mundo era só um dia cinzento. Dias piores ainda virão.
Para fechar com chave de ouro, aqui vai uma composição que nunca mostrei a ninguém, mas que talvez eu escreva a respeito; Tito merece.
Obrigada por estar aqui e me aturar uma terça sim, cinco não... e um recado antes de ir: abrace o que te faz uma em um milhão, não esconda seu verdadeiro eu para caber num molde que te rejeita.
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