11 de fevereiro | Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

 

Hoje, 11 de fevereiro, celebramos o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. À primeira vista, pode parecer um tema distante do universo literário onde costumo mergulhar, mas a verdade é que escrever e investigar são faces da mesma moeda: a curiosidade.

Um encontro de almas


O sol batia fraco pela fresta da cortina do quarto dela no findar daquela manhã. A casa mergulhada em silêncio, só não tanto para ela se esquecer de onde estava. Podia sentir o coração bater bem mais alto do que os passos imaginários do lado de fora.

Estrelas na madrugada chuvosa



A escuridão é o papel em branco que segue o instinto da pele. A luz do luar traceja delicadamente os contornos desse movimento gravitacional, invisível aos olhos distraídos, que harmoniza a comunhão de dois mares na eternidade. 

☁️ Às vezes, o porto seguro não é um lugar, é um encontro



Ele me esperava deitado, de lado, com os olhos ternos de quem esqueceu a pressa em um canto qualquer e não fazia questão de encontrá-la, estendendo a mão naquele gesto silencioso que dizia tudo e entendia o medo escondido atrás do sorriso.
Deitei-me de frente para ele, encurtando a última fronteira que restava do embaraço. As mãos dele acolhiam as minhas, que tremiam um pouco e iam também relaxando, se encaixando na penumbra, desenhando estrelas na pele.
Beijei-o. Bem lentamente, decorando cada fragmento dessa declaração, selando sem reservas a ternura de um afeto maduro, correspondendo a intenção. Sou sua. 
Acordei com uma vontade intensa de ter a noite inteira de volta. E o resto da vida para descobrir que, às vezes, o porto seguro não é um lugar, é um encontro.


A gramática do balde transbordado



O pânico ainda assombrava meus sentidos. O peso daquele olhar invasor ordenava o ritmo dos passos. Ah, como doía. De cima a baixo, aquele olhar estreitado e dissimulado tocava em uma ferida que nunca se fechou de verdade.

Minha joaninha (seu casco não é uma prisão)

 


“Minha joaninha, o seu casco não é uma prisão, é a sua casa. Suas pintinhas são o seu mapa estelar. Escreva mesmo que ninguém leia, porque o papel é a única terra firme que nunca afunda sob os nossos pés.”

Terças com Tita | O preço da estabilidade

 


A cura é uma promessa que vende. Um salto de fé para os joelhos amortecidos, um caminho para o céu, para encarar a escuridão sem sentir que se está prendendo o ar, o choro e algumas respostas indecorosas. Ninguém conta que, às vezes, esse salto é um abismo traiçoeiro. 

Cinco anos sem você, vó

Não parecia um autêntico sábado de verão. Mal começou e ficou suspenso num tempo indefinido entre tudo que acabou e tudo que jamais voltará ...