Ontem foi aniversário de uma amiga muito querida e nós fomos celebrar a data, em clima de Carnaval. Foi um rolê entre amigas tão divertido e tão agradável que mal vimos a hora passar. Literalmente, só saímos quando até a praça de alimentação estava fechando, mas não fomos as únicas.
O Shopping Estação preparou uma programação especial para os pequenos nestes dias de folia, com direito até à Capivara Maquinista dando o ar da graça. Inclusive, quem entrar pela rua Rockefeller, que já acesso à Renner, bem pertinho está montado um palco bem colorido onde a mascote põe todo mundo para dançar.
No entanto, no segundo piso, está tendo uma feirinha para quem curte cultura pop, nerd e geek. Somente neste fim de semana. Para quem é de Curitiba e tiver interesse, a feira funcionará ao longo de todo o domingo (15) e a entrada é franca.
Donkey Kong 2 nos apresenta a maravilhosa Dixie Kong, um ícone de bravura e agilidade. Quem não lembra do brutamonte Klubba? Aquele jacaré que exagerou nos anabolizantes dava um medo… e o Klinger, aquele jacaré que fazia uma performance teatral no navio, parecendo um autêntico rei do drama?
Tenho um trauma chamado “fase da aranha”. Estou admitindo publicamente nunca ter zerado o jogo porque empaquei em uma fase a qual é exigida do jogador uma habilidade ímpar de fazer a aranha Squitter tecer uma teia atrás da outra para passar. E eu nunca consegui…
Apesar de não ser o preferido de muita gente, o Donkey Kong 3 é, sem dúvida, o mais especial. Para uma criança como eu, toda aquela riqueza de detalhes que fazia parte do jogo era abrir as portas de um mundo mágico. Eu queria resgatar todos os passarinhos, conhecer todos os ursinhos, acessar o mundo do “vulcão” e pedir para o Funky Kong fazer um jet ski no capricho.
E aquele final icônico da fuga do K. Rool? Totalmente demais! Às vezes eu até revejo no YouTube para matar a saudade e dar umas risadas.
Sei que muitos sentem falta do Donkey Kong e do Diddy, mas o Kiddy e a Dixie se complementam ao longo das fases… vai dizer que você nunca errou de propósito só para ver o bebê espernear?
Eu errava de propósito só para ver o Diddy pisando no boné e o DK bravo.
Bem, se eu ficar aqui narrando as aventuras desse universo do DK, não paro mais. O fato é que a cada estande, cada barraca, tem exposições para todos os gostos, desde coleções de cartões telefônicos (essa entrega minha idade), miniaturas de personagens como Snoopy, Scooby-Doo, Fred Flintstone, dentre outros…
Tem até mostra da coleção da Monster High, que talvez a geração mais jovem saiba nos explicar melhor. Confesso que eu já era crescida e por isso não tenho uma opinião formada, mas se tivesse sido menina na década passada, guardaria pelo menos uma boneca de lembrança e a mostraria aqui.
Tinha uma variedade de meias fofas e coloridas dessas do Taz Mania, do Sullivan dos Monstros S/A, do Divertida Mente. Se alguma pessoa que você ama muito curte essas fofurices, pode ser uma excelente sugestão de presente, super criativa e personalizada.
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| Encontrei um anúncio no Mercado Livre, mas eles já tinham sido vendidos =( |
Entretanto, a motivação que me fez escrever um post na manhã de um domingo de Carnaval foi quando subi para o segundo andar da feirinha e bati o olho numa estante onde estavam uns simpáticos ursinhos da Coca-Cola. A princípio, pensei que eles tinham sido mascotes dos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996), porém, pesquisando um pouco mais no Google, descobri que essa coleção especial foi um marco da Olimpíada seguinte, em Sydney (2000).
Atlanta me marcou mais porque aconteceu em plenas férias de julho, teve aquela música da Gloria Estefan e eu cismei que queria jogar vôlei de praia, então o quintal de casa foi o cenário para muitas aventuras. Já de Sydney lembro muito pouco porque os jogos aconteceram em setembro. Eu estudava na parte da manhã e os eventos aconteciam de madrugada, se não me engano. Só sei que não entrei muito no clima.
A quem interessar possa, teremos mais uma edição das Olimpíadas na Austrália. Será em 2032, em Brisbane, enquanto a próxima edição, em 2028, será em Los Angeles, que já recebeu o evento em 1984.
Crescer e amadurecer não são sinônimos de amargura, mas de reconciliação com cada fase de nossas vidas. É perfeitamente possível ser um adulto funcional, trabalhar, estudar, cuidar da casa, pagar contas e ainda assim não ter vergonha dos seus gostos. Cuidar com carinho da criança que mora dentro de cada um não é nem deveria ser motivo para se esconder.
De em vez quando é bom lembrar que a vida de verdade não cabe num story, mesmo que seja muito legal compartilhar momentos com as pessoas que gostamos. Não tem mal nenhum em postar o que você está fazendo, marcar as pessoas queridas numa publicação, essas coisas… só não permita que o algoritmo mine sua autoestima e te faça procurar defeitos que não existem. Combinado?
Quando alguém tentar diminuir seus gostos ou infantilizá-los, dê de ombros, deixe entrar por um ouvido e sair pelo outro. Palpite alheio não paga as contas, enquanto se divertir e viver momentos inesquecíveis não tem preço. Bom, talvez tenha, sim, mas investir em si não é egoísmo nem besteira, é seu grito de resistência para um mundo que tenta constantemente nos padronizar e prender em caixinhas.
Ser você mesmo é uma moda que jamais sairá de moda.





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