Como nasce um post dos Cadernos de Marisol ✍️

 


✍️ Como nasce um post dos Cadernos de Marisol

Nem tudo o que você lê aqui começou com uma ideia perfeita.
Às vezes, começou com uma lembrança. Um ruído. Uma injustiça que não me desceu. Uma saudade que me cutucou. Ou um vento estranho que soprou mais forte do que devia.

24 de maio | Dia Nacional do Café ☕✨


O grão que moveu a história (e ainda acorda o Brasil)

Café não é só bebida. É memória, é hábito, é afeto no cheiro.
Mas também é história, trabalho forçado, riqueza concentrada.
No Brasil, o Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio, marca o início da colheita nas principais regiões produtoras — e nos convida a mergulhar na trajetória do grão que moldou parte da nossa identidade nacional.

Mary Recomenda | A Marca Humana - Philip Roth

Hoje o Mary Recomenda traz uma indicação para quem não tem receio de ser tirado da zona de conforto. Se você sente que vivemos em uma era onde o linchamento moral virou esporte nacional, você precisa ler Philip Roth. Publicado em 2000, A Marca Humana é um espelho cruel da sociedade que prefere destruir uma reputação a tentar entender a complexidade de um ser humano.

A história se passa no final dos anos 90, sob a sombra do escândalo Clinton-Lewinsky. É o cenário perfeito para Roth dissecar o moralismo seletivo. O protagonista, Coleman Silk, é um professor respeitado que vê sua vida desmoronar devido a uma única palavra. Ele é acusado de racismo por um mal-entendido bobo, e a velocidade com que seus colegas e alunos se voltam contra ele é assustadora. É aquele tipo de “justiça” que não quer ouvir a defesa; quer apenas o sangue do culpado da vez.

O que torna tudo mais profundo (e genial) é o segredo de Silk: ele é um homem negro que passou a vida inteira se fazendo passar por branco. Essa revelação vira o livro do avesso. Roth nos joga na cara a pergunta: quem tem o direito de decidir quem somos? E como a sociedade se sente no direito de “marcar” alguém para sempre?

O livro também é um retrato visceral da velhice. Coleman e o narrador, Nathan Zuckerman, são homens que carregam o peso do tempo e das histórias que não podem mais ser reescritas. A relação de Silk com Faunia, uma mulher marcada por traumas e muito mais jovem, é tratada com uma crueza que incomoda, mas necessária para mostrar que a vida não é um romance de banca, ela é feita de perdas, desejos e sobrevivência.

Philip Roth não escrevia para agradar. Ele escrevia para tirar a película de falso moralismo que a gente usa para se proteger. Ele nos lembra que a “marca humana” é exatamente essa mancha que todos carregamos, mas que muitos fingem não ver em si enquanto apontam o dedo para o vizinho.

Minhas impressões: Ler A Marca Humana é um exercício de resistência. É um livro denso, ácido e absurdamente atual. Em tempos de julgamentos rápidos e prints fora de contexto, a obra de Roth é um grito de alerta: a verdade nunca é simples. Se você busca uma leitura que te agregue e que te faça questionar a própria natureza dos linchamentos virtuais, esse é o caminho.

Haiti 7.0: 15 anos depois 🌍

 


Haiti 7.0: 15 anos depois

📚 Os Cadernos de Marisol

🌍 12 de janeiro de 2010: um desastre sem precedentes abala o Haiti

Há 15 anos, em 12 de janeiro de 2010, o Haiti foi atingido por um dos terremotos mais devastadores da história recente, com magnitude de 7.0 na escala Richter. O epicentro do tremor ocorreu a apenas 25 km da capital Porto Príncipe. O desastre causou a morte de mais de 230 mil pessoas e destruiu a infraestrutura de um país já empobrecido e vulnerável. Mais de 1,5 milhão de haitianos ficaram desabrigados, e o número de feridos foi incalculável.

23 de maio | Dia da Juventude Constitucionalista

 


Por Mary Luz


"Não é preciso ser soldado para lutar por justiça. Basta ter voz, consciência e coragem para defender o que é certo."

Do papel para o digital — mas com o coração no mesmo lugar

 Do papel para o digital — mas com o coração no mesmo lugar

Ilustração baseada em agenda de 2005 com frase sobre o valor do meio da história.
Ilustração da minha agenda de 2005 

Por Mary Luz

Ah, as agendas. A liberdade de escrever nelas tudo que dava vontade. A letra de uma música. Um poema tocante. Frases, sempre elas. Um lampejo de lucidez. Inspiração inesperada. Idéias que jorraram do tubo de caneta para o papel, pedindo licença pela intensidade do fluxo, jamais pelo posicionamento. 

Porque pedir desculpas por ser real é um negócio que não tem fundamento.

Destrinchando a Letra | Time the avenger - The Pretenders

 


"Time the Avenger" é uma canção do álbum Learning to Crawl (1984) da banda Pretenders, liderada por Chrissie Hynde. A música é uma balada com uma sonoridade intensa e poética, marcada pelo estilo único da banda, que mescla elementos de rock, new wave e até uma certa melancolia no tom das letras.

🎥 LIVE DO TINO: DIREITO DE RESPOSTA

⚠️ AVISO IMPORTANTE Este post, assim como o e-mail e a própria existência do personagem Tino Cavalli, faz parte do universo ficcional das ob...