Nas Lentes da Malacubaca | Batalha do Tuiuti: a maior carnificina da América do Sul




O que aconteceu em 24 de maio de 1866 — e por que essa data virou nome de rua (mas nunca de luto nacional)

Por Mary Luz

Em muitas cidades brasileiras, inclusive Curitiba, existe uma Rua 24 de Maio. Muita gente passa por ela todos os dias sem saber que carrega o nome de uma das batalhas mais sangrentas da história da América Latina: a Batalha do Tuiuti, travada durante a Guerra do Paraguai.

Neste post, vamos entender o que foi essa batalha, por que ela marcou a guerra, e como o Brasil entrou num conflito que quase destruiu um país vizinho — mesmo já devendo até os fundilhos das ceroulas para a Inglaterra.

25 de maio | Dia do Orgulho Nerd

Parte 1: Da Zombaria ao Orgulho

Por Mary Luz | Os Cadernos de Marisol

25 de maio é o Dia do Orgulho Nerd. E antes que alguém ache que é só mais uma data inventada pra vender camiseta com frase de efeito, vale dizer: essa data tem uma origem real e um significado que merece ser resgatado.

Foi escolhida por marcar a estreia de Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança, em 1977. Mas o que começou com sabres de luz e rebeldes do espaço se transformou em algo muito maior: o reconhecimento daqueles que sempre criaram, sentiram e resistiram — mesmo sendo ridicularizados por isso.

25 de maio | Dia da Costela

 


Comida de interior, lenha, paciência e lembrança boa

Costela não se faz com pressa. Ela exige tempo, fogo controlado, conversa boa e uma certa reverência ao ritual de preparar comida com alma. No Dia da Costela, comemorado em 25 de maio, celebramos muito mais do que um corte bovino: celebramos o encontro, o cheiro de lenha, a fumaça subindo no quintal e a espera que vale a pena.


🔥 A tradição do fogo lento

Na panela de pressão, na brasa ou no forno — a costela carrega a fama de ser demorada e deliciosa. Na zona rural e no interior do Brasil, ela é símbolo de domingo, de dia de visita, de almoço com cadeiras de plástico e mesa improvisada na varanda.

Quem já comeu uma costela assada no bafo sabe: é preciso horas de fogo, mas o sabor compensa cada minuto. A carne se desfaz, o cheiro invade a rua, e o som é de prato batendo, farofa sendo passada e risada entre um “olha a gordurinha” e outro.


🧂 Memória que dá água na boca

A costela também é memória de:

  • Vó colocando sal grosso “de olho”, sem medida exata.

  • Primos brigando por um pedaço mais tostado.

  • Gente dizendo “só mais um pedacinho” pela quarta vez.

  • História contada com pão na mão e molho escorrendo no prato de alumínio.

  • Música sertaneja ou pagode tocando ao fundo.

  • Aquela cerveja ou suco com gelo derretido, só pra acompanhar.


🥘 Sabores que unem

Existem variações por todo o Brasil:

  • Costela no bafo

  • Costela assada com mandioca (ou aipim)

  • Costela com quiabo e angu, no fogão à lenha

  • Costela desfiada na marmita, no pão ou na cumbuca de boteco

E há quem prefira com arroz, com farofa, com vinagrete ou com tudo junto, porque não estamos aqui pra escolher — estamos pra sentir.


Com carinho, dos Cadernos de Marisol.
📌 E você? Já viveu um domingo com gosto de costela, fumaça e conversa boa?

Como nasce um post dos Cadernos de Marisol ✍️

 


✍️ Como nasce um post dos Cadernos de Marisol

Nem tudo o que você lê aqui começou com uma ideia perfeita.
Às vezes, começou com uma lembrança. Um ruído. Uma injustiça que não me desceu. Uma saudade que me cutucou. Ou um vento estranho que soprou mais forte do que devia.

24 de maio | Dia Nacional do Café ☕✨


O grão que moveu a história (e ainda acorda o Brasil)

Café não é só bebida. É memória, é hábito, é afeto no cheiro.
Mas também é história, trabalho forçado, riqueza concentrada.
No Brasil, o Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio, marca o início da colheita nas principais regiões produtoras — e nos convida a mergulhar na trajetória do grão que moldou parte da nossa identidade nacional.

Mary Recomenda | A Marca Humana - Philip Roth

Hoje o Mary Recomenda traz uma indicação para quem não tem receio de ser tirado da zona de conforto. Se você sente que vivemos em uma era onde o linchamento moral virou esporte nacional, você precisa ler Philip Roth. Publicado em 2000, A Marca Humana é um espelho cruel da sociedade que prefere destruir uma reputação a tentar entender a complexidade de um ser humano.

A história se passa no final dos anos 90, sob a sombra do escândalo Clinton-Lewinsky. É o cenário perfeito para Roth dissecar o moralismo seletivo. O protagonista, Coleman Silk, é um professor respeitado que vê sua vida desmoronar devido a uma única palavra. Ele é acusado de racismo por um mal-entendido bobo, e a velocidade com que seus colegas e alunos se voltam contra ele é assustadora. É aquele tipo de “justiça” que não quer ouvir a defesa; quer apenas o sangue do culpado da vez.

O que torna tudo mais profundo (e genial) é o segredo de Silk: ele é um homem negro que passou a vida inteira se fazendo passar por branco. Essa revelação vira o livro do avesso. Roth nos joga na cara a pergunta: quem tem o direito de decidir quem somos? E como a sociedade se sente no direito de “marcar” alguém para sempre?

O livro também é um retrato visceral da velhice. Coleman e o narrador, Nathan Zuckerman, são homens que carregam o peso do tempo e das histórias que não podem mais ser reescritas. A relação de Silk com Faunia, uma mulher marcada por traumas e muito mais jovem, é tratada com uma crueza que incomoda, mas necessária para mostrar que a vida não é um romance de banca, ela é feita de perdas, desejos e sobrevivência.

Philip Roth não escrevia para agradar. Ele escrevia para tirar a película de falso moralismo que a gente usa para se proteger. Ele nos lembra que a “marca humana” é exatamente essa mancha que todos carregamos, mas que muitos fingem não ver em si enquanto apontam o dedo para o vizinho.

Minhas impressões: Ler A Marca Humana é um exercício de resistência. É um livro denso, ácido e absurdamente atual. Em tempos de julgamentos rápidos e prints fora de contexto, a obra de Roth é um grito de alerta: a verdade nunca é simples. Se você busca uma leitura que te agregue e que te faça questionar a própria natureza dos linchamentos virtuais, esse é o caminho.

Haiti 7.0: 15 anos depois 🌍

 


Haiti 7.0: 15 anos depois

📚 Os Cadernos de Marisol

🌍 12 de janeiro de 2010: um desastre sem precedentes abala o Haiti

Há 15 anos, em 12 de janeiro de 2010, o Haiti foi atingido por um dos terremotos mais devastadores da história recente, com magnitude de 7.0 na escala Richter. O epicentro do tremor ocorreu a apenas 25 km da capital Porto Príncipe. O desastre causou a morte de mais de 230 mil pessoas e destruiu a infraestrutura de um país já empobrecido e vulnerável. Mais de 1,5 milhão de haitianos ficaram desabrigados, e o número de feridos foi incalculável.

🎥 LIVE DO TINO: DIREITO DE RESPOSTA

⚠️ AVISO IMPORTANTE Este post, assim como o e-mail e a própria existência do personagem Tino Cavalli, faz parte do universo ficcional das ob...