Você também já havia se machucado antes, acreditado numa história onde amou por dois e sempre esteve à sombra, figurante sem prestígio. Dormiu para aquietar os ruídos de uma mente incansável, chorou prolongando o expediente para não brindar com a escuridão, estendeu um cordão em torno de sua ilha para nenhum estranho entrar e deixar destruição por todos os cantos.
💌 Do fundo do baú: a vez que me prometi um amor bonito
Tem coisas que a gente escreve achando que é só um desabafo. Um rascunho de madrugada, uma nota no celular, uma folha de caderno esquecida no fundo da gaveta. Mas o tempo passa… e aquela frase volta como um abraço da nossa versão mais honesta.
Os Desencontros do Cupido | 10⁰ Capítulo
Luciana, apavorada, jogou-se no gramado.
— Só pode ter sido uma alma depenada!
Lilly deu uma olhada para o interior da sala e viu os cacos do abajur.
— Que alma depenada o quê!
Noviça, encabulada, acenou discretamente.
— Meu vaso da dinastia Ming! Paguei uma nota por ele num leilão na Dinamarca! — choramingou Lilly, com as mãos na cabeça.
— Leilão na Dinamarca? Ah, vê se para com isso. Tem uma centena de exemplares desse vaso aí no R$ 1,99 — retrucou Noviça.
— Ah, você está com visitas!
Luciana respirou fundo algumas vezes. Um escândalo àquelas alturas arranhava seriamente a reputação da novela. Havia deixado de pagar os últimos trabalhos encomendados e, para evitar maiores contratempos, modificou totalmente a postura. Noviça não era a pessoa mais indicada para se ter atritos.
— Pode depositar esse cheque amanhã cedinho. — Luciana, ainda crente de que presenciou um fenômeno paranormal, entregou o cheque nas mãos de Lilly: — Tenho pavor de alma depenada e não quero nenhuma puxando o meu pé de noite.
— Quando a esmola é demais, o santo desconfia. — Lilly brandiu o cheque no ar e fitou a atriz com desconfiança. — Espero que esteja com fundos.
— Limite-se a fazer o seu trabalho porque a cliente aqui sou eu.
Os Desencontros do Cupido | 9⁰ Capítulo
9
Embora Lilly e Luís Carlos fossem geminianos do dia 18 de junho, decidiram dar uma festa no dia seguinte, 13, pois ele embarcaria para a Europa logo após. Iria sozinho. Além disso, um dia a irmã se casaria e cada qual teria de lidar com o rompimento do cordão umbilical, tendo, de verdade, vida própria. Não que não tivesse uma. Tinha amigos próprios, sonhos, ideais de vida, o desejo de ser pai, de um dia mudar-se em definitivo para a Dinamarca.
Dia dos Namorados Malacubaca (2004) | Dramas, sósias e bigodes (INÉDITO)
O ano é 2004...
e o Dia dos Namorados caiu num sábado gelado até para os padrões de Balneário dos Anjos, aquela criança convidativa para passar o dia em casa, curtindo o love ou a fossa, mas nem para todos... Noviça, por exemplo, foi escalada para o plantão de Corpus Christi, visto que Edu Meirelles trabalhou no feriado anterior para ficar de molho e curtir sua afamada urticária amorosa, que, como bem sabemos, sempre o ataca nessa época do ano.
🫣 Preto da cabeça aos pés? Confere!
🫣 Chapéu de viúva de novela mexicana? Com certeza!
🫣 Discurso com entonação dramática? Na ponta da língua!
🫣 11 de junho deveria ter 48 horas. E tenho dito.
Mary Recomenda | Para viver um grande amor - Vinícius de Moraes
Para entrar no clima do Dia dos Namorados, a recomendação não poderia mais especial. ♥♥♥
Para viver um grande amor, de Vinícius de Moraes, é uma verdadeira viagem no tempo, uma imersão em uma era cheia de romantismo, sentimentos profundos e reflexões poéticas. Este livro, uma mescla de prosa e poesia, nos transporta para os pensamentos e vivências do grande poeta, situando-nos confortavelmente em seu vagão literário. A leitura pode ter levado mais dias do que o habitual, mas valeu cada instante. A narrativa de Vinícius é acolhedora e envolvente, permitindo-nos vivenciar um tempo que não vivemos, mas sentimos com intensidade.
Vinícius de Moraes nos brinda com sua sensibilidade e profundidade, refletindo sobre o amor, a vida e os desafios de sua época. Em cada página, podemos imaginar como seria o processo criativo dos grandes autores daquela época, como enxergavam o novo, onde buscavam inspiração e recarregavam as energias.
A chegada dos anos de maturidade e as novas tecnologias, como a televisão (uma grande novidade na época), são contempladas de maneira sutil e poética. O poeta nos faz refletir sobre a passagem do tempo e as mudanças que ele traz, tanto no âmbito pessoal quanto no coletivo.
Para viver um grande amor é uma obra que resgata a essência do amor romântico, aquele vivido de maneira intensa e profunda. A prosa de Vinícius, intercalada com suas poesias, nos faz perceber que o amor é um sentimento atemporal, capaz de transcender gerações e continuar a nos inspirar.
Neste Dia dos Namorados, mergulhar nas páginas deste livro é uma forma de celebrar o amor em todas as suas formas e nuances. Vinícius de Moraes, com sua maestria literária, nos lembra que o amor é um sentimento sublime, que merece ser vivido e celebrado com toda a intensidade.
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