Não vejo a IA como inimiga. Penso nela como uma tecnologia que, se utilizada com parcimônia e postura crítica, tem muito a agregar. Precisamos nos lembrar que ainda somos os condutores, a mente pensadora por trás dos comandos, porém não foi por esse motivo que vim aqui.
Inicialmente, os créditos para desfrutar desse recurso de compor músicas são limitados, mas creio que se renovem todos os dias. No meu caso, esse exemplo do vídeo é uma poesia falada que nos conduz a uma reflexão sobre a Lua.
Tudo começou neste fim de semana de Carnaval, quando eu estava selecionando temas para pesquisar e transformar em posts aqui no OCDM. Um eclipse é motivo para um Boletim Extraordinário, não pode passar batido. Foi lendo sobre o eclipse de 3 de março que me lembrei do fenômeno ocorrido há 19 anos e aprendi um pouquinho sobre os ciclos metônicos que podem, por assim dizer, "explicar" essa coincidência...
Quando ouvi na reportagem que somente em 2026 teria um eclipse parecido, parecia uma eternidade pensar na década de 2020. A única lembrança que tenho é uma foto rara tirada durante a visualização do fenômeno. Pensei naquela menina que eu era, cheia de sonhos e expectativas, esperança e coragem, onde ela foi parar...
Por isso, quando esse projeto ficou pronto, não pude não me emocionar. A Lua ainda é a mesma, mas eu já não sou mais quem fui.
Se isso é bom ou ruim, não é questão de botar a resposta numa caixinha fechada, já que não podemos ignorar a realidade de que tem mais a ver com um toque agridoce, do que a vida me tirou e do que ela me deu, de que a alma sem cicatrizes não tem história para contar.
Cada uma delas, por mais desagradável que seja, me lembra de um ponto de virada, de quando enfrentei o medo e as probabilidades e sobrevivi. Longe de ser a pessoa mais forte do mundo, menos ainda de ser a mais plena e feliz, mas sempre a olhar para o céu e me deixar abraçar pelo silêncio que ele traz.
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