Não é só tristeza, nem mágoa gratuita, nem vontade de arrumar treta ou fazer acusações. Tem ares daquele cansaço que se instala devagarinho, preenchendo o corredor vazio com um silêncio insuportável, onde consigo ouvir as batidas do meu coração agitado e inquieto.
Vejo, mesmo a contragosto, que muitos “amigos” preferem apoiar quem já tem tudo, quem já cruzou a linha de chegada, subiu ao palco para receber a premiação, quem tem o “feed lindo”. É fácil aplaudir de pé quem já “chegou lá” e brada por aí que “é só querer”, “o dia tem as mesmas 24 horas para todo mundo”.
Lembro de cada bota que tentou me manter no chão. Lembro de quem veio “ver como eu estava” só para garantir que eu não havia levantado ainda. Mas aqui vai um aviso para quem gosta de chutar quem cai: meu processo pode ser lento, sofrido e solitário. No entanto, cada vez que levanto, venho com a casca mais dura e a luz mais forte.
Quem não me regou na seca e ainda tentou me pisar, não vai aguentar o calor da minha florada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Muito obrigada pela visita ao OCDM, espero que você tenha gostado do conteúdo e ele tenha sido útil, agradável, edificante, inspirador. Obrigada por compartilhar comigo o que de mais precioso você poderia me oferecer: seu tempo. Um forte abraço. Volte sempre, pois as páginas deste caderno estão abertas para te receber. ♥